Turnover involuntário: o que é, como acontece e como preveni-lo?

Tempo de leitura: 6 minutos

Você já ouviu falar em turnover involuntário? Essa ação nada agradável para as empresas pode ocorrer por distintas causas, seja por desempenho do próprio colaborador ou problemas financeiros pelos quais a instituição esteja passando.

Para dar um pequeno spoiler, seja no turnover involuntário ou no voluntário — explicaremos melhor as diferenças mais à frente — a melhor maneira de evitar é contratando de forma assertiva todos os funcionários.

O termo já é bastante conhecido entre os profissionais de RH, mas, pelo fato de ser uma variável do turnover voluntário, pode ocasionar confusão para aqueles que não são dessa área. Caso você queira saber tudo sobre o tema e como evitá-lo, basta continuar a leitura!

O que é o turnover voluntário?

Antes de partirmos para o significado, é necessário entender um pouco mais do turnover em si. Também conhecido como taxa de rotatividade dos funcionários em uma empresa, dentro do contexto dos recursos humanos, o turnover é o movimento no qual um funcionário é substituído por um novo colaborador. 

https://drive.google.com/file/d/1N-Hh7HWo8yWcyp0VtLm5Yk1qenYYebi-/view?usp=sharing

Nesse sentido, uma série de fatores pode influir no turnover de uma empresa, ou seja, na medição do índice de entradas e saídas de funcionários em um determinado período. Dentre as principais causas para o turnover voluntário, encontram-se:

  • falta de reconhecimento dentro da organização;
  • desgaste físico e psicológico;
  • cultura organizacional que não valoriza os colaboradores;
  • falta de oportunidades para o crescimento profissional;
  • benefícios não compatíveis com o mercado;
  • conflito com os líderes.

Como calcular o índice?

É imprescindível que as empresas realizem um cálculo de seu turnover. Assim, além de reconhecer quais são os gargalos internos, saberão o quanto de dinheiro está sendo investido de forma negativa.

Para tanto, duas modalidades de cálculo são utilizadas para que o valor esteja claro ao final:

  • a taxa de desligamento é a primeira delas. Nessa fórmula, divide-se o número de demissões e desligamentos pelo número de funcionários ativos no último dia do mês anterior ao período analisado;
  • já na segunda, parecida com a abordagem clássica — que para os profissionais da área está ultrapassada —, o turnover é calculado com base nas substituições. Assim, há uma média aritmética entre o número de demitidos que serão de fato substituídos com o acréscimo do número de contratações para cumprir esses postos abertos.

O valor final dessa média é dividido pelo número de funcionários ativos no último dia do mês anterior. De novo, multiplicando o resultado por 100, temos uma taxa de turnover. O cálculo dessas taxas, de forma absoluta é, na verdade, bastante simples e rudimentar.

Afinal, o que é o turnover involuntário?

No turnover involuntário, todas as demissões ocorrem por uma decisão da empresa, ou seja, nesse caso, o colaborador ainda não pediu demissão. Esse desligamento pode ser comunicado pelos profissionais de RH ou até pelos líderes/coordenadores.

As razões podem ser inúmeras. Veja abaixo as principais:

  • uma possível crise financeira vivida pela empresa, que precisa cortar o quadro de funcionários;
  • baixa produtividade do colaborador, mesmo após inúmeros feedbacks;
  • relacionamento ruim com o restante do time;
  • quebra de contratos vigentes com a empresa;
  • não adequado com o fit cultural.

Como calcular o índice?

Assim como no turnover voluntário, é possível calcular o involuntário. Acompanhe:

  • primeiramente, colete o total de colaboradores da empresa;
  • depois, colete o total de colaboradores demitidos no último ano vigente;
  • reúna o número de colaboradores contratados no mesmo período;
  • divida o número de funcionários demitidos pelo total de funcionários atuais.

Qual a diferença para o turnover voluntário?

Muitos confundem o turnover involuntário com o voluntário, mas existe uma grande diferença.

O turnover voluntário é a ação como a conhecemos. Nesse caso, o colaborador “se voluntaria” para sair. Resumindo, o cargo que ocupa atualmente não está de acordo com as suas expectativas. Portanto, prefere pedir demissão.

Quais são os prejuízos para a empresa?

Independente do tipo de turnover, a empresa sairá prejudicada, principalmente por precisar de arcar com custos que englobam a Consolidação das Leis do Trabalho, a famosa CLT.

Além disso, com o turnover involuntário, a empresa pode estar perdendo talentos para o mercado de trabalho, ainda mais quando a demissão ocorre por motivos que não envolvem o desempenho do empregado em si.

Por isso, os principais prejuízos do turnover involuntário estão elencados abaixo:

  • pagar por todos os custos que envolvem a contratação e demissão;
  • clima organizacional abalado;
  • passar incerteza para outros colaboradores sobre possíveis demissões;
  • impactar o relacionamento com os clientes que conheciam o colaborador demitido;
  • perda de produtividade.

Quais as melhores dicas para evitar o turnover involuntário?

Existem algumas dicas essenciais para que o turnover involuntário seja revertido. Lembrando que, em qualquer das circunstâncias, o setor de RH deve estar envolvido nesse processo, assegurando que todos os passos sejam tomados da forma correta e que a integridade do colaborador demitido seja mantida.

Mantenha uma comunicação transparente

Uma comunicação transparente entre qualquer hierarquia dentro da empresa deixa os colaboradores à vontade para apontar feedbacks ou mudanças.

Incentive treinamentos de capacitação

Ao ofertar treinamentos para os colaboradores, a empresa estará assegurando o desenvolvimento da equipe como um todo. Dessa forma, erros eventuais acontecerão cada vez menos.

Faça reuniões periódicas

As reuniões periódicas com colaboradores resultam em menos desmotivação coletiva, ou seja, os liderados terão voz diante dos problemas. Além disso, evita conflitos internos.

Contrate profissionais de acordo com o fit cultural

Muitas empresas contratam seus funcionários apenas pela sua performance durante o processo seletivo, mas esquecem que estar alinhado ao fit cultural é indispensável. Assim, não deixe de lado esse ponto ao selecionar novos colaboradores.

Permaneça com uma cultura forte

Quando um colaborador passa por um processo seletivo, toda a cultura da empresa é demonstrada. No entanto, equívocos ocorrem quando esse colaborador percebe que, na prática, a cultura da empresa é outra.

A melhor dica nesse caso é: apresente a cultura organizacional como de fato é, para que, após a contratação, o colaborador não se sinta enganado ou desmotivado e isso acabe em um turnover involuntário.

Gostou de saber um pouco mais sobre turnover? Aproveite a visita e continue aprendendo sobre o tema, por exemplo, as causas e malefícios do turnover.

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