Síndrome de Burnout: o que é, sintomas e tratamento do desgaste no ambiente de trabalho

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Em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo e exigente, muitos profissionais têm convivido com problemas de saúde mental no trabalho. Outras situações comuns  à sociedade atual também  reforçam essa sensação, como a violência urbana, dificuldades no  trânsito e crises econômicas. 

Nesse contexto, temos visto surgir casos da Síndrome de Burnout, caracterizada pelo estado de tensão emocional e estresse crônico, causados por condições físicas, emocionais e psicológicas exaustivas.

Para evitar problemas ainda maiores, é preciso conhecer os sintomas e atentar-se para alguns comportamentos que podem indicar a presença desse quadro, assim como entender os tratamentos relacionados.  Leia este post e conheça mais sobre o assunto!

O que é Síndrome de Burnout?

A Síndrome de Burnout ou esgotamento profissional, caracteriza-se pelo estresse provocado por condições de trabalho desgastantes e tarefas repetitivas por um longo período. 

Quais as causas da Síndrome de Burnout no ambiente de trabalho?

As causas da Síndrome de Burnout estão diretamente relacionadas a situações do dia a dia de trabalho e às atribuições depositadas no colaborador. A síndrome afeta, principalmente, profissionais que trabalham com algo muito delicado, que passam por situações que causam insegurança ou de extrema responsabilidade.

Além disso, o excesso de deveres, tarefas repetitivas, péssimas condições de trabalho, falta de reconhecimento e de feedbacks e inflexibilidade também favorecem o surgimento do esgotamento profissional.

RH e saúde mental: como lidar com colaboradores que precisam de ajuda?

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Quais são os sintomas do Burnout?

O burnout pode sinalizar sintomas tanto físicos quanto psicológicos que, muitas vezes, são confundidos com depressão. A síndrome se reflete em comportamentos negativos, como agressividade, irritabilidade, isolamento, alterações no humor, apatia, pessimismo e baixa autoestima. 

Ainda é possível perceber cansaço constante, dores musculares, enxaqueca, palpitação e variações na pressão arterial. Em mulheres também é comum gerar alterações no ciclo menstrual. Outros sintomas incluem:

Fadiga

No começo é comum que o colaborador estressado tenha uma falta de energia e cansaço recorrente, que pode ser confundido com normalidades do trabalho. Contudo, se esse problema não for identificado e tratado pode levar a estágios mais perigosos, além de desenvolver outros sintomas da síndrome.

Insônia

A síndrome de Burnout no ambiente de trabalho pode levar o colaborador a desenvolver distúrbios do sono. Quando em estado mais evoluído, se não tratado, pode provocar queda de rendimento.

Ansiedade

Um sintoma muito comum e presente na maioria dos casos. É normal sentir ansiedade, contudo, é preciso atenção quando ela começa interferir completamente no desenvolvimento e na habilidade do colaborador. Além disso, pode levar a doenças mais graves, como a depressão.  

Também é possível identificar sintomas bem sutis de Burnout na equipe, por exemplo:

  • colaboradores evitam ter conversas difíceis e complicadas, quando não apresentavam essa dificuldade antes;
  • dificuldade de concentração e interação com outras pessoas;
  • colaboradores que sempre estão entediados no dia a dia de trabalho.

Geralmente, os sintomas surgem gradativamente e, por isso, é comum o colaborador achar que seja algo passageiro. Porém, se não tratado corretamente, esse quadro pode acarretar transtornos mais graves, como o alcoolismo ou o uso de drogas, de medicamentos e, até mesmo, levar ao suicídio.

Muitas vezes, o profissional acredita que alguns dias de férias são suficientes para reconquistar a estabilidade emocional e voltar aos padrões de produtividade. Mas o tratamento exige mudanças maiores para que a síndrome de Burnout possa ser controlada.

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Como se tratar da Síndrome de Burnout? 

O diagnóstico da síndrome de Burnout deve estar baseado em exames psicológicos minuciosos e em uma análise sobre a real interferência das condições de trabalho no comportamento do profissional. 

O ideal é contar com um especialista. No tratamento psicoterápico são avaliadas três vertentes: a relação com a profissão, a influência do ambiente de trabalho e os sintomas apresentados, como a dificuldade de concentração e a ansiedade.

O tratamento inclui acompanhamento psicológico e, em alguns casos, uso de antidepressivos. Além disso, também é necessário incluir atividade física regular, práticas de relaxamento, hábitos alimentares mais saudáveis, hobbies, como a leitura, artes plásticas ou fotografia e momentos de lazer.

A duração do tratamento é relativa, com a possibilidade de durar anos. Em alguns casos, o colaborador precisa se afastar completamente do trabalho. Contudo, é possível se cuidar sem precisar se licenciar.

Por fim, é importante lembrar que quando o paciente faz o tratamento de forma correta os sinais de melhora são perceptíveis no rendimento do trabalho e no aumento da autoconfiança..

Quais são as consequências da Síndrome de Burnout?

As sequelas da síndrome de burnout  afetam não somente a vida profissional, mas também a pessoal. O colaborador que desenvolve a síndrome de burnout, além de ter tendência a apresentar doenças psicológicas, como ansiedade e depressão, também pode estar mais vulnerável a resfriados e gripes.

Essa situação reflete no desempenho dentro da empresa, o que pode causar queda de rendimento e, em alguns casos, afastamento por tempo indeterminado. Trata-se de uma doença que deve ter atenção do RH, uma vez que é possível até mesmo o colaborador trocar de emprego ou desistir da carreira.

Aproveite e conheça também outros problemas causados pela falta de cuidados com a saúde mental no trabalho!

Como se prevenir da síndrome de Burnout?

Prevenir a síndrome de Burnout no ambiente de trabalho vai muito além de cuidar da saúde do colaborador. Confira algumas dicas simples para  garantir a prevenção desse tipo de transtorno. 

Valorize o período de descanso

Garanta que os profissionais tenham tempo de descansar e recarregar as energias para voltar às tarefas diárias. Certifique-se que o colaborador nunca passe do horário de trabalho, bem como cumpra as pausas para poder desconectar um pouco e voltar com mais inspiração.

Evite os trabalhos desnecessários

Sempre que for possível, otimize o trabalho do colaborador, pois realizar tarefas que poderiam ser simplificadas ou eliminadas pode fazer com que o profissional trabalhe em excesso, causando mais cansaço.

Dê feedbacks

Converse sempre com os colaboradores e dê feedbacks positivos e também feedbacks negativos. Essa avaliação é importante para que o profissional tenha conhecimento do que precisa melhorar e dos seus pontos fortes, o que serve para incentivá-lo a trabalhar mais entusiasmado.

Incentive o bem-estar no trabalho 

Estimular um bom ambiente de trabalho assegura uma convivência agradável entre os colaboradores e, consequentemente, evita conflitos. É possível fazer isso por meio de reuniões internas, espaços confortáveis e quebra de rotina.

Mantenha um ambiente limpo e organizado

Um bom ambiente de trabalho é fundamental para o bem-estar, produtividade da equipe e diminuição do estresse. Além disso, um local limpo colabora para evitar doenças respiratórias ou alérgicas. Isso faz com que o profissional se sinta cuidado pela empresa.

Deixe clara a cultura organizacional da empresa

O clima organizacional serve de parâmetro de satisfação para os colaboradores e, por isso, é importante sempre deixar clara a missão, os valores e visão da empresa. Uma vez que isso acontece, os colaboradores trabalham em sintonia com a cultura organizacional.

Estimule atitudes positivas 

Trabalhar a positividade entre os colaboradores influencia diretamente no bem-estar deles e no ambiente de trabalho. Atitudes como evitar reclamações, ajudar os outros e encarar obstáculos nos desafios, quando feitas corretamente, evitam que os profissionais fiquem estressados.

Invista em bons funcionários

Um comentário maldoso ou o mau humor de um colaborador pode afetar todo o time e, consequentemente, causar estresse no dia a dia de trabalho.

Por isso, é importante fazer um alerta ou uma advertência para o mau comportamento de um funcionário. Mas, caso essa atitude seja repetitiva, vale a pena rever a necessidade dessa pessoa para a empresa.

Identifique os sintomas de Burnout 

É importante identificar qualquer um dos sintomas da síndrome do esgotamento profissional e tratá-los. Para isso, o RH pode contar com a assistência médica ou psicológica.

💡Leia também: Como o RH pode apoiar o Setembro Amarelo na empresa?

Avalie redirecionar sua carreira

Quando a síndrome de Burnout é causada diretamente pelas condições de trabalho, é importante reavaliar o plano de carreira. As expectativas profissionais, prioridades, motivações internas, valores e projetos pessoais são aspectos que mudam com o tempo e devem ser reconsiderados.

Nesse processo, é interessante passar por  um processo de coaching de carreira para auxiliar na análise, propiciando autoconhecimento, identificação das próprias fraquezas e limitações, desenvolvimento de habilidades comportamentais, como maturidade, capacidade de liderança, poder de negociação e capacidade de construir relacionamentos produtivos.

Além disso, o coaching serve também para definir novas metas e redirecionar o foco. O sucesso profissional depende do equilíbrio entre todos os outros elementos da vida e, ainda, é um conceito variável, uma vez que isso é percebido de formas diferentes, por cada indivíduo, já que está fundamentado em objetivos e ideais pessoais.

Veja também 8 dicas para ajudar você a evitar o esgotamento profissional!

Enfim, podemos concluir que o esgotamento se manifesta, especialmente, quando há uma alta carga de responsabilidades, pressão por resultados, situações de risco iminente ou relações interpessoais diretas e intensas.

Em alguns casos é possível que o colaborador sinta o desejo de mudar de ambiente ou, até mesmo, trocar de carreira, devido ao estresse causado ao longo do tempo e o desenvolvimento da síndrome do esgotamento profissional. Nesses casos, é recomendável contar com ajuda de um profissional na orientação da carreira. 

Gostou do conteúdo? Então, aproveita e vem descobrir também o que é psicologia organizacional e do trabalho.

Sabrina Siqueira
Sabrina Siqueira
Sou apaixonada por Gestão de Pessoas desde sempre! Me tornei especialista em Gestão Comportamental, cursei administração com Ênfase em Comercio exterior (UNA), fiz Pós Graduação em Gestão Comercial e Vendas. Atualmente também sou facilitadora da Formação Analista Comportamental Profiler e Sales Enablement do time de New MRR da Sólides
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