Burnout: o que é e os sintomas dessa Síndrome

Tempo de leitura: 10 minutos

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Em um mercado de trabalho altamente competitivo e exigente, é normal que os profissionais convivam com certos níveis de estresse. Há também outras variáveis comuns à sociedade atual que reforçam essa sensação, como a violência urbana, o trânsito e a situação econômica. Nesse contexto, temos a Síndrome de Burnout.

Conhecida também como síndrome do esgotamento profissional, o Burnout é caracterizado pelo estado de tensão emocional e estresse crônico, causado por condições físicas, emocionais e psicológicas extenuantes.

https://drive.google.com/file/d/1N-Hh7HWo8yWcyp0VtLm5Yk1qenYYebi-/view?usp=sharing

Para evitar problemas ainda maiores, é preciso conhecer os sintomas e atentar-se para alguns comportamentos que podem indicar a presença desse quadro problemático. Leia este post e conheça mais sobre o assunto!

Característica da Síndrome de Burnout

A Síndrome de Burnout ou esgotamento profissional, caracteriza-se pelo estresse provocado por condições de trabalho desgastantes, tarefas repetitivas e por um longo período. 

Normalmente, atinge profissionais que lidam diretamente e intensamente com pessoas que influenciam o seu trabalho, como os profissionais da educação, da saúde, de recursos humanos, além de policiais, advogados e jornalistas.

Motivos que podem levar a Burnout 

O desenvolvimento da síndrome do esgotamento profissional está diretamente relacionado a situações do dia a dia de trabalho e na responsabilidade depositada no colaborador. A síndrome ataca, principalmente, profissionais que trabalham com algo muito delicado, que passam por situações que causam insegurança ou de extrema responsabilidade.

Além disso, o excesso de deveres, tarefas repetitivas, péssimas condições de trabalho, falta de reconhecimento e de feedbacks, inflexibilidade também favorecem o surgimento do esgotamento profissional. 

Os sintomas da Síndrome de Burnout

O esgotamento profissional pode sinalizar sintomas tanto físicos quanto psicológicos que, muitas vezes, são confundidos com depressão. A síndrome se reflete em comportamentos negativos, como agressividade, irritabilidade, isolamento, alterações no humor, apatia, pessimismo e baixa autoestima. 

Ainda, é possível perceber cansaço constante, dores musculares, enxaqueca, palpitação e variações na pressão arterial. Em mulheres também é comum gerar alterações no ciclo menstrual. Outras características incluem:

  • fadiga — no começo é comum que o colaborador estressado tenha uma falta de energia e cansaço recorrente, que pode ser confundido com normalidades do trabalho. Contudo, se esse problema não for identificado e tratado pode levar a estágios mais perigosos, além de desenvolver outros sintomas da síndrome;
  • insônia — o Burnout pode levar o colaborador a desenvolver distúrbios do sono, quando em estado mais evoluído, se não tratado, pode ocasionar uma lentidão no trabalho e, consequentemente, queda de rendimento;
  • ansiedade — um sintoma muito comum e presente na maioria dos casos. É normal sentir ansiedade, contudo, é preciso atenção quando ela começa interferir completamente no desenvolvimento e na habilidade do colaborador. Além disso, pode levar a doenças mais graves, como a depressão. 

É possível identificar sintomas bem sutis de Burnout na equipe, por exemplo, um colaborador que está desenvolvendo a síndrome evita ter conversas difíceis e complicadas, uma dificuldade que antes não tinha.

Ainda, o colaborador passa a ter dificuldade em concentração e interação com outras pessoas, quando demonstra indícios da síndrome. Por fim, também é possível perceber indicadores em colaboradores que sempre estão entediados no dia a dia de trabalho.

Geralmente, os sintomas surgem gradativamente e, por isso, é comum o colaborador achar que seja algo passageiro. Porém, se não tratado corretamente, esse quadro pode acarretar transtornos mais graves, como o alcoolismo ou o uso de drogas, de medicamentos e, até mesmo, levar ao suicídio.

Muitas vezes, o profissional acredita que alguns dias de férias sejam suficientes para reconquistar a estabilidade emocional e voltar aos padrões de produtividade. Mas o tratamento exige mudanças maiores para que a síndrome de Burnout possa ser controlada.

Medidas para evitar o cenário de Burnout

Prevenir a síndrome do esgotamento emocional vai muito além de cuidar da saúde do colaborador, também reflete no dia a dia da empresa. Portanto, para o bem-estar do negócio é necessário atenção a esse cenário. Com algumas dicas simples é possível garantir isso. Confira! 

Valorize o período de descanso

Garanta que os profissionais tenham tempo de descansar e recarregar as energias para voltar às tarefas diárias. Para tanto, certifique-se que o colaborador nunca passe do horário de trabalho, bem como cumpra as pausas para poder desconectar um pouco e voltar com mais inspiração.

Evite os trabalhos desnecessários

Sempre que for possível, otimize o trabalho do colaborador, uma vez que realizar tarefas que, na verdade, poderiam ser simplificadas ou eliminadas, em alguns casos, faz com que o profissional trabalhe em excesso, causando mais cansaço.

Dê feedbacks

Converse sempre com os colaboradores e dê feedback, tanto positivo quanto negativo. Essa avaliação é importante para que o profissional tenha conhecimento do que precisa melhorar e dos seus pontos fortes, o que serve para incentivá-lo a trabalhar mais entusiasmado. 

Incentive o bem-estar no trabalho 

Estimular um bom ambiente de trabalho assegura uma convivência agradável entre os colaboradores e, consequentemente, evita conflitos. É possível fazer isso por meio de reuniões internas, espaços confortáveis e quebra de rotina. 

Mantenha um ambiente limpo e organizado  

Um bom ambiente de trabalho é fundamental para o bem-estar, produtividade da equipe e diminuição do estresse. Além disso, um local limpo colabora para evitar doenças respiratórias ou alérgicas. Isso faz com que o profissional se sinta cuidado pela empresa. 

Deixe clara a cultura organizacional da empresa

O clima organizacional serve de parâmetro de satisfação para os colaboradores e, por isso, é importante sempre deixar clara a missão, os valores e visão da empresa. Uma vez que isso acontece, os colaboradores trabalham em sintonia com a cultura organizacional.

Estimule atitudes positivas 

Trabalhar a positividade entre os colaboradores influencia diretamente no bem-estar deles e no ambiente de trabalho. Atitudes como evitar reclamações, ajudar os outros e encarar obstáculos nos desafios, quando feitas corretamente, evitam que os profissionais fiquem estressados. 

Invista em bons funcionários

Um funcionário pode influenciar uma equipe inteira. Assim como um comentário maldoso ou simples mau humor de um colaborador pode afetar todo o time e, consequentemente, causar estresse no dia a dia de trabalho.

É importante fazer um alerta ou uma advertência para o mau comportamento de um funcionário, mas, caso essa atitude seja repetitiva, vale a pena rever a necessidade desse colaborador para a empresa. 

Identifique os sintomas de Burnout 

É importante identificar qualquer um dos sintomas da síndrome do esgotamento profissional e tratá-los. Para isso, o RH pode contar com a assistência médica ou psicológica.

As consequências do Burnout 

As consequências do esgotamento emocional afetam não somente a vida profissional, mas também a pessoal. O colaborador que desenvolve a síndrome, além de ter tendência a apresentar doenças psicológicas, como ansiedade e depressão, também pode estar mais vulnerável aos resfriados e gripes.

Essa situação reflete no desempenho dentro da empresa, o que pode causar queda de rendimento e, em alguns casos, afastamento por tempo indeterminado. Trata-se de uma doença que deve ter atenção do RH, uma vez que é possível, até mesmo, o colaborador trocar de emprego ou desistir da carreira.

A busca por uma vida mais equilibrada

O diagnóstico da síndrome de Burnout deve estar baseado em exames psicológicos minuciosos e em uma análise sobre a real interferência das condições de trabalho no comportamento do profissional. 

O ideal é contar com um especialista. No tratamento psicoterápico são avaliadas três vertentes: a relação com a profissão, à influência do ambiente de trabalho e os sintomas apresentados, como a dificuldade de concentração e a ansiedade.

O tratamento inclui acompanhamento psicológico e, em alguns casos, uso de antidepressivos. Além disso, também é necessário incluir atividade física regular, práticas de relaxamento, hábitos alimentares mais saudáveis, hobbies, como a leitura, artes plásticas ou fotografia e momentos de lazer.

A duração do tratamento é relativa, com a possibilidade de durar anos. Em alguns casos, o colaborador precisa se afastar completamente do trabalho. Contudo, é possível se cuidar sem precisar se licenciar.

Por fim, é importante lembrar que quando o paciente faz o tratamento de forma correta os sinais de melhora são perceptíveis no rendimento do trabalho e no aumento da autoconfiança. Por outro lado, quando não é feito corretamente, o quadro do paciente pode se agravar.

O redirecionamento de carreira

Quando a síndrome de Burnout é causada diretamente pelas condições de trabalho, é importante reavaliar o plano de carreira. As expectativas profissionais, prioridades, motivações internas, valores e projetos pessoais são aspectos que mudam com o tempo e devem ser reconsiderados.

Nesse processo, é interessante contar com um coaching de carreira para auxiliar na análise, propiciando autoconhecimento, identificação das próprias fraquezas e limitações, desenvolvimento de habilidades comportamentais, como maturidade, liderança, poder de negociação e capacidade de construir relacionamentos produtivos.

Além disso, o coaching serve também para definir novas metas e redirecionar o foco. O sucesso profissional depende do equilíbrio entre todos os outros elementos da vida e, ainda, é um conceito variável, uma vez que isso é percebido de formas diferentes, por cada indivíduo, já que está fundamentado em objetivos e ideais pessoais.

Enfim, podemos concluir que o esgotamento se manifesta, especialmente, quando há uma alta carga de responsabilidades, pressão por resultados, situações de risco iminente ou relações interpessoais diretas e intensas.

O desequilíbrio entre a vida profissional, a pessoal e um clima organizacional desfavorável, também colaboram muito para o surgimento da síndrome, que tem na falta de colaboração, conflitos internos, dificuldades de relacionamento, metas superdimensionadas e um cenário propício ao desgaste.

Considerando todos os fatores e pensando no bem-estar e na saúde do colaborador, bem como na produtividade da empresa, a melhor forma de evitar a situação é com a prevenção. O que pode ser feito com medidas simples, como manter um ambiente de trabalho organizado, com uma boa relação entre colaboradores. 

Em alguns casos é possível que o colaborador sinta o desejo de mudar de ambiente ou, até mesmo, trocar de carreira, devido ao estresse causado ao longo do tempo e o desenvolvimento da síndrome do esgotamento profissional. Nesse aspecto, é possível contar com ajuda de um profissional para ajudar na avaliação da Síndrome de Burnout e incentivar o autoconhecimento e possibilidade de novo rumo de carreira. 

Gostou do conteúdo? Então, aproveita e vem descobrir também o que é psicologia organizacional e do trabalho.

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