Saiba como o design thinking pode inovar seu RH

Tempo de leitura: 5 minutos

A utilização do Design Thinking em todos os processos, inclusive nos empresariais, é uma tendência que está se tornando cada vez mais presente na sociedade moderna. Essa tendência tem ganhado força por responder certas demandas que, com os anos, os métodos mais obsoletos passaram a não conseguir suprir.

Toda a metodologia do Design Thinking consiste, basicamente, em uma premissa. É uma forma de equilíbrio entre o pensamento intuitivo e o pensamento analítico, de forma que isso aborde questões como redução de risco e inovação, sem pecar pela falta, nem de um, nem de outro.

Falando de forma um pouco mais tangível, podemos pensar nesse mecanismo como uma maneira de organização e criação de processos que visa analisar e propor soluções para problemas, sempre fugindo do tradicional e estimulando o “pensar fora da caixa”.

Na realidade, nem podemos chamar o Design Thinking de metodologia. Todo esse processo é mais uma abordagem do que qualquer coisa.  Através dessa abordagem, busca-se a solução de problemas de forma coletiva e colaborativa, tendo como foco principal de ação, a empatia. Nesse caso, as pessoas são o centro dos processos e a tendência é focar em todos que estão envolvidos diretamente ou indiretamente no que se está sendo trabalhado.

https://drive.google.com/file/d/1N-Hh7HWo8yWcyp0VtLm5Yk1qenYYebi-/view?usp=sharing

Como podemos realizar uma abordagem com foco humano?

Tentando fugir um pouco do racionalismo puro. O processo visa enxergar toda situação com um olhar mais amplo. Evidenciando todos os aspectos de uma determinada situação, isso significa pensar em diversas perspectivas, mesclar visões, experiências culturais, enfim, quaisquer variáveis, fatores ou dimensões que possam, de alguma forma, estar relacionados com o que está em foco.

Sabemos que o ser humano é complexo e extremamente único. Todas as pessoas são diferentes, viveram situações diferentes e enxergam o mundo de uma forma diferente. Por isso, o Design Thinking é uma maneira de abordagem que foca exatamente nisso, na singularidade. Assim sendo, esse pensamento tenta juntar a singularidade de cada indivíduo para resolver problemas tendo um conjunto de visões mais amplas e, através dessa amplitude, mais criativas.

No setor de recursos humanos de uma empresa, esse tipo de abordagem pode ser um diferencial muito interessante. Exatamente por se tratar de uma maneira de resolver situações destacando a visão singular de cada integrante, é que o Design Thinking pode ser um aliado direto dos profissionais de RH que já possuem uma sensibilidade maior para entender o humano.

Quando essa abordagem é utilizada no departamento de RH, a experiência do funcionário se torna o foco central. O trabalho desses profissionais se amplia para além de programas e processos, criando uma experiência produtiva e importante para o colaborador através de soluções criativas e simples.

O processo pode parecer um pouco complexo quando colocado só na teoria, mas irei simplificar colocando alguns passos e exemplos de como isso pode ser implantado dentro do seu RH.

Defina o problema e faça observações

Bom, sabemos que existem incontáveis problemas em qualquer negócio e quando pensamos que tudo foi resolvido, surge mais uma surpresa não muito agradável. Não é mais ou menos assim que funciona?

Então, o primeiro passo para encontrar a solução de qualquer coisa, envolvendo o setor de RH ou não, é o enquadramento real do problema. Isso significa basicamente definir o problema de forma concreta e objetiva sem que haja dúvidas ou subjetividades.

Vamos exemplificar: existe uma situação muito ampla em uma empresa. Dentro dessa situação, existe o problema X, Y, Z… Enfim, nesse momento, é hora de definir exatamente do que se trata o X, ou Y ou o Z, dando formato a ele.

O que é? Como e por que acontece? Como isso afeta os colaboradores? Como isso me afeta?

Essas são as perguntas cruciais que devem ser respondidas nesta etapa.

Na hora de identificar problemas utilizando o Design Thinking no departamento de RH, é importante, mais uma vez, ter a empatia como essência. É preciso entender como esse problema afeta e quem é afetado por ele, se colocando no lugar dessas pessoas e pensando sempre na experiência do funcionário, sempre!

Saiba como aplicar

Baseando-se em um outro pilar do Design Thinking, essa etapa é o momento da colaboração. É nessa fase que o setor de RH, se não tiver completa autonomia, se junta com os gestores e líderes de setores para pensar sobre o problema que foi identificado e abordá-lo de acordo com a visão de cada um.

O que é mais interessante para solucionar tal problema? Melhorar a forma de aprendizado dos funcionários? Facilitar processos internos? Quais processos e de que maneira?

Como já falamos aqui no texto, como cada indivíduo é único e enxerga o mesmo problema através de visões diferentes, por isso, é certo que irão surgir questões exclusivas que ocorrem apenas àquela pessoa.

Apesar de as vezes não parecer, essa variedade de perspectivas é muito positiva. A riqueza de informações que são coletadas através da contribuição de todos os lados de uma organização, guia a discussão para um caminho mais fácil de criação de soluções inovadoras e que correspondem às expectativas da maioria dos componentes de um negócio.

Em um mercado já saturado de métodos ultrapassados e de negócios inovadores que no final, não são mais tão inovadores assim, pensar em estratégias baseadas em Design Thinking é um diferencial dentro de qualquer empresa.

No setor de RH, especialmente, como mostramos, esse método é bastante eficaz para a gestão de pessoas. Se você se interessou pelo conteúdo e deseja se aprofundar um pouco mais em questões relacionadas a um RH estratégico, faça o download do nosso eBook RH estratégico: como alavancar meu RH e aprenda cada vez mais sobre o assunto!

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