Planejamento de RH: o que fazer até o fim do ano para alcançar resultados?

Tempo de leitura: 13 minutos

Diante de um mercado cada vez mais dinâmico e competitivo, empresários e gestores reconhecem a importância de uma gestão eficiente. Entretanto, é preciso lembrar que, para ser realmente assertiva, essa gestão deve estar embasada em vários elementos, como informações técnicas, controles, indicadores, metas, tecnologias, políticas internas e decisões — que garantam a potencialização do capital intelectual e criativo dos profissionais.

Assim, o RH ganha ainda mais importância, tornando-se um setor estratégico e indispensável para o sucesso das empresas. Por isso, o planejamento de RH deve ser monitorado constantemente, já que contempla objetivos corporativos importantes — que abrangem governança e compliance, atração e retenção de talentos, desenvolvimento e a capacitação dos colaboradores, criação de oportunidades de crescimento e a formação de equipes de alto desempenho.

É preciso reforçar que o planejamento de RH é essencial para a conquista de altos índices de motivação, satisfação e produtividade entre os colaboradores. Por isso, não pode ser superficial ou imediatista.

Neste artigo, vamos tratar do planejamento de RH e de como garantir que os resultados previstos sejam alcançados, até o final do ano. Para saber mais, continue conosco!

Hora de rever o planejamento!

Para atingir as metas projetadas até o final do ano, o primeiro passo é reavaliar o planejamento desenvolvido no primeiro semestre. De fato, as metas devem ser reavaliadas com frequência, exatamente para que o planejamento continue alinhado com a realidade e principalmente, com as necessidades da empresa. Prioridades, prazos e indicadores podem ser alterados, visando melhores resultados. Nesse caso, a equipe precisa ser comunicada rapidamente, para que os esforços sejam redirecionados corretamente.

Então, é preciso que o gestor conduza uma análise efetiva, que deve contemplar as seguintes etapas:

Avaliar a própria capacitação

Muitos gestores subestimam a importância da autoavaliação. Porém, o autoconhecimento é a base de todo o sucesso profissional — já que, por meio dessa autoanálise, é possível perceber fortalezas e fraquezas, limitações, aptidões, ambições, motivações, ameaças e claro, oportunidades de melhoria. Assim, é possível buscar o aperfeiçoamento e alavancar a carreira.

Analisar a situação por diversos ângulos

Uma análise completa exige observações diversas, que contemplem diferentes ângulos. De fato, sempre existem fatores internos e externos que interferem no planejamento e, assim, é preciso reconhecer os pontos críticos. Além disso, existem outros profissionais envolvidos, que podem ter percepções distintas. É um bom momento para integrar a equipe e incentivar a participação de todos. Assim, é mais fácil compreender todo o cenário e providenciar os ajustes necessários.

Manter o diálogo aberto

Outra iniciativa importante é manter o diálogo aberto com os demais setores da empresa. Desse modo, o RH pode coletar impressões, necessidades, peculiaridades e demandas, que devem ser inseridas no planejamento. Fatores como a chegada de novas tecnologias, as mudanças nas legislações vigentes, o redimensionamento das equipes, os investimentos e o provisionamento de verbas são apenas algumas das circunstâncias que exigem muita conversa e colaboração.

Verificar tendências

As tendências de mercado também devem ser verificadas e incluídas no planejamento sempre que gerarem benefícios reais para a empresa. Nesse quesito estão questões relativas aos hábitos de consumo dos clientes, ao comportamento das novas gerações, ao surgimento de concorrentes, aos modelos de gestão inovadores e aos impactos da crise econômica, por exemplo.

Considerar diferentes cenários

Um planejamento realmente eficiente considera alguns cenários — no curto, médio e longo prazos. O mais adequado é considerar uma proposta otimista, uma realista e outra pessimista. Para cada uma delas, é preciso elaborar planos paralelos, que incluam medidas de contingência, cronogramas e orçamentos pontuais. Desse modo, é possível estar preparado para diferentes conjunturas e, assim, garantir mais flexibilidade e capacidade de adaptação.

Identifique a energia organizacional da sua empresa

Energia organizacional pode ser compreendida como a força que permite o bom funcionamento das empresas. Essa força comanda o ritmo de trabalho e determina os níveis de engajamento e de mobilização do potencial comportamental, emocional e cognitivo das equipes para atingir as metas preestabelecidas.

Assim, a energia organizacional é essencial para a produtividade e a competitividade das organizações, e é preciso compreender que os líderes têm papel determinante na construção desse índice. De fato, os líderes são capazes de direcionar as ações de forma positiva ou negativa, resolvendo ou intensificando os problemas institucionais.

É importante entender também que a energia organizacional impacta diretamente na energia individual dos colaboradores, assim como essa energia individual influencia na energia da organização como um todo. Ou seja, existe uma forte interdependência. Por isso, é preciso que o RH monitore essa energia e defina iniciativas que garantam o equilíbrio necessário para uma performance corporativa excepcional.

Basicamente, existem quatro zonas de energia no trabalho, que são:

Zona de sobrevivência

A zona de sobrevivência é caracterizada pelo sentimento de impotência, medo e frustração. Nesse caso, há um grande incômodo, que normalmente está atrelado à insegurança e à falta de perspectivas.

Zona de Burnout

Já a zona de Burnout é evidenciada pela desmotivação, apatia e exaustão do profissional. Depressão, irritação e isolamento, além de sintomas físicos, como enxaqueca e dores musculares, são comuns.

Zona de performance

A zona de performance é a condição na qual o colaborador está confiante, comprometido e pode desempenhar suas funções com todo talento e competência.

Zona de recuperação

A zona de recuperação é neutra, e o profissional pode se recompor e reestruturar. Está relacionada aos momentos de descanso e lazer, que acontecem fora do ambiente de trabalho, mas que interferem no rendimento profissional.

Assim, é fácil perceber que o ideal para as empresas é que os colaboradores transitem apenas entre as zonas de performance e recuperação. No entanto, todos podem passar pelas outras zonas em algum instante, devido às pressões e aos conflitos do dia a dia.

Por isso, líderes e gestores de RH devem monitorar as equipes e identificar o posicionamento de todos dentro dessa classificação inicial. Desse modo, é possível investir em práticas que garantam um clima organizacional mais colaborativo e agregador — fundamental para um bom desempenho corporativo.

Porém, essa medição não é simples e exige a aplicação de metodologias cientificamente comprovadas. Assim, é preciso incluir, no planejamento de RH, o uso de ferramentas confiáveis para o acompanhamento da energia organizacional.

Saiba como bater metas até o fim do ano

As metas são fundamentais para uma gestão eficiente e produtiva. Entretanto, é preciso cuidar de certas questões, como viabilidade, influência de fatores externos e imprevistos. Por isso, confira as algumas dicas para atingir os objetivos até o final do ano:

Defina metas realistas

As metas (individuais ou coletivas) precisam ser desafiadoras, mas realistas. Caso contrário, podem produzir efeitos negativos, desmotivando os colaboradores. Mais uma vez, o líder deve estar presente, para orientar e apoiar a equipe, garantindo que todos possam realizar suas tarefas com excelência.

Estabeleça uma programação

Para atingir as metas, é essencial contar com uma programação detalhada, envolvendo tarefas a serem cumpridas, responsabilidades e prazos. E para tanto, é preciso que haja disciplina e organização — por parte do líder e, também, dos colaboradores.

Crie indicadores de desempenho

Outro ponto importante é a criação de indicadores de desempenho, que devem facilitar o monitoramento dos resultados. Vale lembrar que esses indicadores precisam estar intimamente relacionados às metas distribuídas para a equipe, de modo a simplificar a gestão, além de permitir a identificação de atrasos e gargalos.

Conquiste o comprometimento dos profissionais

Uma etapa indispensável nesse processo é a conquista do comprometimento dos times. Nesse caso, a recomendação é utilizar a metodologia OKR (Objectives and Key Results), por meio da qual as metas são definidas conjuntamente, entre gestores e colaboradores.

Porém, o próprio colaborador deve traçar ao menos 60% dos objetivos a serem alcançados. Desse modo, é mais fácil fortalecer o senso de pertencimento e conseguir o engajamento das equipes. Mas é importante frisar que os profissionais precisam conhecer as estratégias corporativas para, então, estabelecer metas que possam contribuir significativamente para os resultados da empresa.

Identifique fraquezas

É preciso também identificar as fraquezas da equipe, que podem atrapalhar a conquista das metas. Nesse sentido, é importante observar lacunas ou monopólios de conhecimento, a distribuição incorreta de tarefas — que implicam na sobrecarga ou na ociosidade de alguns profissionais — além da falta de recursos técnicos necessários para o exercício das funções. Assim, o líder deve atuar para mitigar esses riscos e propiciar condições adequadas a todos os colaboradores.

Reforce a comunicação

A comunicação interna é mais um elemento crucial para o atingimento das metas. Todos os colaboradores precisam estar permanentemente informados sobre prioridades e demandas. Para tanto, o líder deve esclarecer dúvidas, apontar soluções e orientar a equipe. Nesse caso, é importante utilizar todos os canais corporativos, como e-mails, aplicativos, plataformas e até mesmo o tradicional mural de avisos, além das reuniões presenciais, que favorecem uma comunicação sem ruídos e mais efetiva.

Acompanhe os resultados

Por meio dos indicadores, o líder deve acompanhar a evolução dos projetos e identificar problemas. Esse monitoramento precisa ser contínuo, sendo que as percepções coletadas servem para retroalimentar o planejamento, e também para fundamentar os feedbacks aos colaboradores.

Use a tecnologia a seu favor para alcançar seus objetivos

O avanço da tecnologia é um fator que não pode ser ignorado e, por isso, é preciso que o RH saiba aproveitar as vantagens proporcionadas por diversas soluções já disponíveis no mercado.

Atualmente, é possível contar com ferramentas destinadas à otimização de processos como recrutamento, seleção, identificação de talentos, desenvolvimento de carreira e engajamento dos profissionais — de forma mais simples e menos burocrática. Confira algumas tecnologias que devem ser adotadas:

Sistemas de gestão

Com base na premissa da integração de dados, agora existem sistemas de gestão que podem garantir maior eficiência ao RH e, ainda, uma sensível redução de custos. Dentre as principais funcionalidades estão os bancos de currículos, os mecanismos para pesquisas avançadas, os históricos das avaliações de desempenho, o acompanhamento de indicadores e a geração de relatórios. Todas essas alternativas tornam o RH mais arrojado, pois eliminam uma série de atividades operacionais e permitem que a equipe seja direcionada para tarefas mais relevantes para a empresa, como análises de mercado, prospecção de novos colaboradores e execução de ações com foco no capital humano.

Cloud collaboration

O cloud collaboration está baseado no conceito de que o conhecimento deve ser disponibilizado livremente para colaboradores, gestores e parceiros do negócio — construindo, assim, uma verdadeira cadeia de valor agregado. A intenção é incentivar o aprendizado e o aperfeiçoamento dos profissionais, e consequentemente, colaborar com o aumento da produtividade.

Analytics

Softwares de inteligência analítica permitem que dados importantes sejam coletados e compartilhados entre os setores envolvidos com mais facilidade e praticidade. Já é possível encontrar sistemas que avaliam as práticas de mercado, comparando salários com as competências, fazendo previsões e identificando tendências. Com esse nível de informação, é possível desenvolver planos de retenção personalizados, além de localizar talentos com o perfil ideal para determinadas vagas.

Redes sociais corporativas

As redes sociais corporativas são bastante úteis para manter as equipes atualizadas. Por meio de sistemas apropriados, é mais fácil enviar mensagens, arquivos e documentos, garantindo que a informação seja multiplicada rapidamente. Outros recursos também podem ser explorados, como as videoconferências, que permitem a realização de treinamentos e reuniões à distância, por exemplo.

Softwares de mapeamento de perfil

Os softwares de mapeamento de perfil são essenciais para avaliações mais precisas e seguras. Na verdade, os testes de perfil comportamental se tornaram aliados dos RHs, que enxergam, nessa prática, a possibilidade de serem ainda mais efetivos na gestão do capital humano.

Por meio desses softwares, é possível perceber diversas características e habilidades de cada profissional, como maturidade, autoconfiança, humildade, empatia, persuasão, criatividade, preferências, liderança e capacidade de construir relacionamentos produtivos.

Essas análises eliminam a subjetividade de algumas escolhas e sustentam processos importantes, como o recrutamento e a seleção de novos colaboradores, os programas de capacitação, a identificação de talentos e a confecção do plano de sucessão da empresa. O Solides Gestão é um desses softwares.

O planejamento de RH passou a fazer parte das estratégias empresariais pois, por meio de ações direcionadas à gestão do capital humano, é possível conquistar índices incríveis de produtividade e de competitividade. Práticas orientadas à atração e retenção de talentos, ao desenvolvimento dos colaboradores, ao aumento dos índices de motivação e à formação de equipes de alta performance são essenciais para uma administração eficiente, com foco em resultados e em pessoas.

Por isso, o planejamento de RH deve conter metas que sustentem os objetivos macro da organização e que estejam em sintonia com as necessidades reais da empresa. Desse modo, o RH deve conhecer profundamente o negócio e todas as variáveis que compõe esse ambiente organizacional.

No Brasil, existem diversos elementos que tornam a rotina do RH ainda mais complexa, como a escassez de mão de obra qualificada, a disputa pelos profissionais mais competentes, a necessidade de adequação ao mercado, o rigor da legislação trabalhista, além dos orçamentos que financiam os benefícios corporativos — como transporte e atendimento médico. Todos esses fatores costumam estar, de alguma forma, entre as metas do RH. E assim, fica evidente a importância de gerenciar o planejamento e garantir os ganhos esperados por meio do crescimento ordenado da operação, da otimização dos processos, da redução das despesas e, claro, da potencialização do capital humano.

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