Ontem e hoje: como o trabalho mudou ao longo do tempo

Tempo de leitura: 10 minutos

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Você já parou para pensar em como o mundo mudou? Ontem e hoje, o que há de novo nas formas de trabalho e nas relações humanas?

Não é necessário ir muito longe na história para perceber que as relações trabalhistas se modificaram e se adaptaram às condições e às necessidades das pessoas ao longo dos anos. Desde a Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra em meados do século XVIII, até a Revolução Industrial 4.0, iniciada no século atual, muito aconteceu no que diz respeito à visão que as pessoas têm do trabalho.

Atualmente, 3, 4 e até 5 gerações distintas estão presentes no mercado de trabalho, interagindo e construindo valor. No entanto, é perceptível o choque entre essas gerações que se relacionam com o trabalho com ideais, percepções e ambições diferentes.

Diferente do passado, em que fazer carreira em uma única empresa e de carteira assinada era o desejo de muitos. Hoje em dia, as novas tendências modificaram a vontade dos trabalhadores.

As gerações mais novas já exigem que os chefes abram mão de burocracias, hierarquias e formalidade e, em contrapartida, buscam reconhecimento e satisfação. As gerações mais antigas ainda estranham a relação bastante estreita entre o trabalho a vida pessoal que os jovens mantêm.

Para os gestores é um desafio gerenciar e desenvolver colaboradores, pois a tarefa é manter altos os índices de produtividade e motivação de todas as gerações neste novo cenário, visto que cada uma tem expectativas diferentes.

É preciso ter atenção a essas inovações e repensar a relação entre recursos tecnológicos e os colaboradores. E para isso, também é necessário capacitar os funcionários e aumentar os recursos de segurança digital da empresa. Continue a leitura para entender melhor!

Fidelidade à empresa

Não é difícil encontrar um amigo ou familiar que tenha trabalhado por 20, 30 anos em uma mesma empresa. A fidelidade era um fator de orgulho para trabalhadores das gerações de veteranos e baby boomers. Além disso, viam o dever antes do prazer e um abismo separava a vida pessoal da vida profissional.

Já as gerações Y e Z, por exemplo, tendem a não ver problema em ter mais de um emprego durante a carreira, mais de uma área de atuação ou pular de uma empresa para a outra. As motivações são mais ligadas à satisfação, novos desafios e processos dinâmicos e por isso é tão difícil reter talentos dessa geração. Outro ponto é que, ao contrário dos veteranos e baby boomers, os mais jovens enxergam o prazer como parte do dever e a vida pessoal se mistura à vida profissional constantemente.

A empresa precisa adequar-se a essa tendência. É preciso ter visão evolutiva e flexibilidade para adaptar-se a novos meios de trabalho e não perder um potente profissional.

Revolução 4.0

A revolução industrial foi um marco na mudança econômica mundial. Cada fase teve a sua importância e não é diferente com a revolução 4.0. Agora, a inteligência artificial é o marco dessa fase, e a tecnologia é o principal forma de ação nos processos produtivos,que gera análises profundas e detalhistas, inovações rápidas e eficientes.

O RH também vive o seu momento 4.0, e por isso é necessário que profissionais adequem-se a essa nova fase. Hoje, a tecnologia permite realizar uma análise comportamental e, consequentemente, uma otimização dos processos seletivos. Para além disso, os recursos tecnológicos auxiliam nas relações entre os colaboradores e a empresa, e agilizam o processo de comunicação de ambos. Agora, profissionais podem atuar remotamente sem interferir na produtividade.

A flexibilização do trabalho remoto já é uma realidade. Essa flexibilização modificou o controle das empresas, que não mais buscam a presença física e jornada de trabalho dos colaboradores. Agora o foco é na entrega de resultados.

Aumento na produtividade

A flexibilidade nas formas de trabalho, com a possibilidade do remoto, aumenta a produtividade e gera satisfação dos dois lados. Os colaboradores sentem-se mais felizes por não precisam enfrentar o trânsito para chegar a empresa e cumprir uma carga horária.

Agora podem executar o serviço de casa ganhando o tempo do deslocamento. O aumento da satisfação do colaborador  gera produtos qualificados em menor espaço de produção, o que é transformado em retorno financeiro para a empresa.

A Inteligência Artificial

A Inteligência Artificial permite que as máquinas aprendam com experiências e criem suas bases de dados, acrescentando inteligência a produtos já existentes e obtendo o máximo dos dados possíveis. Ela já é uma realidade no RH, o deixando cada mais estratégico e valorizado dentro da empresa.

Essa tecnologia ajuda a criar estratégias e ações eficazes, com base nos padrões e tendências disponíveis. Também auxilia a tomar decisões mais assertivas e otimizadas.

O Machine learning

O conceito de machine learning pode ser confundido com a inteligência artificial. É importante deixar claro que não são sinônimos. A inteligência artificial é uma tecnologia que faz o computador “pensar como um ser humano”. Já o machine learning é o computador aprender sozinho.

Desconhecido por alguns, o machine learning, já é considerado uma evolução dos recursos humanos. A expressão é traduzida como aprendizado de máquina ou aprendizagem de máquina. Isso significa que o sistema computadorizado aprende sozinho e atua utilizando a própria base de dados e  com o mínimo de interferência humana.

Uma das vantagens é a velocidade, com essa tecnologia as máquinas avaliam uma grande quantidade de dados em um pequeno espaço de tempo.

Entre outras aplicações, o machine learning previne fraudes em cartões de crédito, faz a tradução eficaz de textos e a recomendação de conteúdos personalizados em diferentes plataformas.

No RH, o machine learning impacta na seleção de candidatos e na otimização de desempenho. Durante um processo de seletivo, a quantidade de currículos retém muito tempo do RH.

Com o auxílio da tecnologia, é possível criar padrões de currículos dentro da necessidade da vaga e reduzir o tempo de seleção. Essa tecnologia também é aplicada em outras etapas do processo seletivo, sempre combinando os melhores resultados.

O mercado sofre mudanças constantemente, todos os dias surgem novas tendências exigindo das empresas se reinventarem e adequarem a essas novas situações. Antigamente, era comum valorizar a carteira assinada. Atualmente, dentre as novas forma de trabalho, atrelado a situação econômica brasileira, o freelancer ganhou bastante espaço.

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Freelancer

O termo freelancer, ou popularmente chamado de freela, refere-se ao profissional que trabalha de forma autônoma para pequenas ou grandes empresas durante determinados períodos.

Para a empresa, a contratação temporário de um freelancer gera economia de tempo e economia financeira, já que os termos são assinados por contrato e empresa abre mão de cargos tributários.

Para o trabalhador freelancer, os benefícios incluem mais flexibilidade e autonomia, podendo fazer o próprio horário e local de trabalho. Outra vantagem é a possibilidade de ganhar mais, com uma agenda organizada e um bom número de clientes é possível ter uma boa renda mensal.

Por outro lado, o trabalho freelancer, por ser autônomo, não dá o direito a leis trabalhistas de uma empresa. Além disso, o mercado é inconstante e falta estabilidade, da mesma forma em um mês a renda pode ser alta, no outro pode não alcançar o objetivo desejado.

Freelancer x Home Office

Embora ambos possam ser feitos de casa e com acesso remoto, são propostas diferentes. O freelancer, é um trabalhador autônomo que presta serviços sem vínculo com a empresa.

Já o home office é um profissional vinculado a empresa e que trabalha a distância, ele é respaldado pelas leis trabalhistas e pode, se necessário, ter que comparecer a empresas em eventuais situações.

Home office x flexibilidade

Antigamente, ainda que algumas tarefas pudessem ser feitas de casa, era impensável que alguém conseguisse trabalhar de qualquer lugar que estivesse. Os avanços tecnológicos viabilizaram o que hoje é uma realidade para gerações X, Y, Z e motivo de estranhamento e desconfiança para veteranos e baby boomers.

Inclusive, alguns profissionais das novas gerações alegam que se sentem mais produtivos e felizes quando trabalham no conforto do próprio lar.

Aliás, as novas gerações deram o primeiro passo para quebrar paradigmas no mercado de trabalho, sendo elas as principais agentes da revolução que permite: flexibilização, trabalho remoto e por demanda, home office, coworking e etc. Elas alteraram os padrões de linearidade das gerações anteriores com características multitarefa e imediatistas.

A flexibilização do trabalho remoto já é uma realidade. Essa flexibilização modificou o controle das empresas, que não mais busca a presença física e jornada de trabalho e remoto dos colaboradores e agora foca na entrega de resultados.

Motivação

A motivação é um dos grandes fatores de divergência entre gerações. Enquanto profissionais mais maduros enxergam a motivação no trabalho propriamente dito, os mais novos tendem a motivar-se recebendo orientações, feedbacks constantes e reconhecimento.

Os colaboradores da geração baby boomer, por exemplo, podem achar que o grupo mais jovem é “carente” ou “dependente”’, enquanto os colaboradores mais jovens podem sentir-se desvalorizados.

O feedback, independente se é de forma escrita ou oral, é uma ferramenta poderosa e econômica para relacionar com a equipe. De forma construtiva, esse retorno é imprescindível para o bom ambiente corporativo.

Ele cria uma conexão mútua e saudável de cooperação e produtividade entre as partes. Esse retorno também ajuda a direcionar o trabalho. Para tanto é importante deixar claro as expectativas e funções para o trabalho de cada funcionário.

O futuro

O fluxo intenso de informações recebidas pelas pessoas nos últimos anos modificaram a forma realizar um trabalho e principalmente de se relacionar com ele. Por isso, é possível perceber que, cada vez mais, as pessoas buscam por empregos e funções que as satisfaçam, já que a linha imaginária entre a vida pessoal e a vida profissional é muito tênue e muitas vezes até inexistente.

Adaptar, adequar e integrar são ações necessárias para gestores de pessoas que buscam resultados apesar das divergências e conflitos entre as gerações.

Saber as diferenças entre os avanços e gerações entre ontem e hoje é fundamental para manter a visão empreendedora e inovadora. Uma empresa que busca sempre estar sobre as tendências do mercado, acompanha o avanço das ferramentas tecnológicas e proporciona mudanças para o dia a dia dos colaboradores.

Se você quer entender como a tecnologia mudou o cenário e a estrutura do setor de recursos humanos, não deixe de acompanhar nosso guia completo de RH 4.0.


View Comments (4)

    • Olá, Batista. Tudo bem?
      Realmente esse é um assunto muito importante que precisamos estar sempre com atenção máxima!
      Muito obrigado pelo feedback e esperamos tê-lo em nossos outros conteúdos. Aliás, caso não tenha feito, assine a nossa newsletter para receber nossas novidades
      Abraços! :)

    • Oi, Edivania.
      Muito obrigado pelo seu feedback. Ficamos felizes que você tenha gostado do conteúdo. Hoje fizemos uma atualização na publicação com mais informações.
      Abraços! :)