Entenda o que é machine learning e como essa tecnologia ajuda o RH a potencializar seus resultados

Tempo de leitura: 4 minutos

Você provavelmente já ouviu falar dos tão esperados carros autônomos da Google e também já reparou que a Netflix sempre tem recomendações assertivas para você, que, inclusive, contam com uma porcentagem do seu match com cada programa.

Ambas as tecnologias estão diretamente relacionadas ao machine learning, que se desenvolve cada vez mais e está presente em diversos outros locais.

E a notícia que temos para dar é que essa tecnologia tem tudo a ver com gestão de pessoas. Há quem diga que o machine learning é o futuro ou a revolução dos recursos humanos. Por isso, é imprescindível entender o que é machine learning, sua importância e, principalmente, os seus impactos no RH.

O que é machine learning?

A expressão machine learning é traduzida como aprendizado de máquina ou aprendizagem de máquina. E ela denomina um sistema que é capaz de modificar o seu comportamento de forma autônoma, com a mínima interferência humana, e usando a sua própria experiência como base. Essa experiência são os registros que constam na base de dados da própria máquina.

https://drive.google.com/file/d/1N-Hh7HWo8yWcyp0VtLm5Yk1qenYYebi-/view?usp=sharing

Ou seja, o machine learning é o processo em que um computador aprende sozinho e refina suas atividades. Ele vai recebendo os dados, reconhecendo padrões e gera regras lógicas para melhorar um processo ou para tomar uma decisão.

E um ponto interessante dessa análise é a velocidade. As máquinas que aprendem são capazes de avaliar milhões de dados e prever comportamentos em poucos segundos. Ou seja, machine learning é um conceito que está diretamente relacionado ao big data, conceito que dá nome aos gigantescos grupos de informações e dados.

Entendendo o que é machine learning, você pode se deparar também com o conceito de inteligência artificial, mas é importante esclarecer que eles não são sinônimos. A inteligência artificial designa uma série de tecnologias que “fazem um computador pensar como um ser humano”, e o machine learning é um de seus recursos.

Algumas aplicações comuns do machine learning são:

  • a prevenção de fraudes em cartões de crédito e outras formas de pagamento;
  • a recomendação de conteúdos personalizados nas plataformas de streaming de áudio e vídeo;
  • a tradução precisa de textos entre diferentes línguas.

E é claro que essa tecnologia impacta também as atividades de gestão de pessoas, como já mencionamos.

Como o machine learning impacta o RH?

Agora que já entendemos o que é machine learning na teoria, é hora de esclarecer porque essa tecnologia tem sido considerada um avanço nas práticas de RH.

São esperadas melhorias na atração de talentos, na seleção de candidatos, na retenção de colaboradores e na otimização do seu desempenho. Consequentemente, conta-se com melhorias na experiência do trabalhador e com impactos positivos na motivação.

O principal processo de RH impactado pelo machine learning é o recrutamento e seleção. Sabemos que milhares de currículos são lidos e analisados pelos profissionais da área, o que é custoso em termos financeiros e de tarefa.

Além disso, dada a quantidade de inscrições recebidas para as vagas, o tempo que cada profissional de RH gasta olhando o currículo é bem pequeno, de forma que a qualidade da análise pode ser prejudicada.

Com o machine learning, a ideia é que sejam criados padrões de currículos de acordo com os requisitos desejados pela empresa e que o próprio computador faça essa triagem.

A mesma lógica se aplica às demais etapas do processo seletivo. A ideia é que a ferramenta de machine learning cruze dados demográficos, de competências e de resultados de provas e testes para, através dos algoritmos, embasar a seleção dos melhores candidatos.


Da mesma forma, pode-se pensar no machine learning para o acompanhamento do desenvolvimento de colaboradores.

A máquina coletaria os dados de performance e cruzaria as informações para elaborar os padrões e indicar, por exemplo, em quais competências alguém precisa se desenvolver ou quais treinamento técnicos são de fato necessários para potencializar.

O cruzamento de dados também pode ser usado na retenção de talentos, na elaboração de políticas internas, na realocação e em promoções, por exemplo. Sempre com o RH se valendo do aprendizado da máquina para reduzir seus esforços operacionais e trazer objetividade para suas decisões.

Tudo isso significa um melhor direcionamento de esforços, tanto individuais quanto da empresa, tanto subjetivos quanto financeiros.

Ou seja, o machine learning e outras práticas e tecnologias que chegam ao RH, como o People Analytics, objetivam contribuir com a atuação estratégica do setor, na medida em que seu fundamento é a melhoria contínua e a redução da subjetividade. E essas mudanças contribuem com a produtividade e com a satisfação dos colaboradores.

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