Falta de motivação no trabalho: 12 causas, desafios e soluções

Conheça 5 motivos para a falta de motivação no trabalho, como ela afeta a vida o trabalhador, as empresas e como combater a desmotivação
falta de motivação no trabalho
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Provavelmente você já viveu momentos em que a falta de motivação no trabalho falou mais alto. Diante das demandas cada vez mais crescentes do estilo de vida contemporâneo, chegar na empresa, sentar à mesa e pensar “o que será que eu estou fazendo aqui?” é, de fato, extremamente normal. 

Contudo, a falta de motivação no ambiente de trabalho tornou-se uma realidade preocupante para muitas organizações. Ela pode comprometer significativamente não apenas o desempenho individual, mas também a eficiência e a cultura organizacional como um todo. 

Por isso, é importante conhecer as diferentes razões para a falta de motivação no trabalho e como resolver esse problema. Continue a leitura e veja como o RH pode atuar para reengajar o time. Vamos lá?

O que causa a falta de motivação no ambiente de trabalho?

A falta de motivação no ambiente de trabalho é um problema multifacetado que pode surgir de diversas fontes. Desde a falta de reconhecimento até a ausência de oportunidades de crescimento, há uma série de fatores que podem contribuir para esse cenário desafiador. 

Para conseguir vencer esse problema na sua empresa, é necessário explorar algumas das principais causas da desmotivação. A partir daí, será possível identificar e abordar esses elementos para promover um ambiente de trabalho mais inspirador e produtivo.

Abaixo, você confere os principais motivos para a falta de motivação no trabalho:

1. Falta de reconhecimento

O reconhecimento profissional é um elemento fundamental para a motivação dos colaboradores, uma vez que valida seus esforços e contribuições para a empresa. No entanto, é preocupante observar que muitos gestores e líderes negligenciam essa prática essencial. 

A falta de reconhecimento pode surgir devido à sobrecarga de tarefas dos gestores, que muitas vezes priorizam outras demandas, ou simplesmente pela falta de consciência sobre a importância do reconhecimento. 

O que muitas vezes não é percebido é que esse reconhecimento não é apenas uma formalidade, mas sim um componente crucial para manter a motivação e o engajamento dos colaboradores. 

Quando os líderes deixam de reconhecer as contribuições de seus colaboradores, eles correm o risco de minar a motivação dessas pessoas e prejudicar o desempenho geral da equipe.

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2. Ambiente de trabalho tóxico

Embora pareça óbvio, muitas pessoas ainda não compreendem que um ambiente de trabalho tóxico pode ser altamente prejudicial à motivação dos colaboradores.

Em primeiro lugar, isso pode criar um clima de tensão e estresse constantes, onde os colaboradores se sentem frequentemente sob pressão e desconforto. Como resultado, pode haver uma queda significativa no moral e no bem-estar geral, tornando difícil para os funcionários encontrarem motivação para realizar suas tarefas diárias.

Além disso, um ambiente de trabalho tóxico geralmente está associado a problemas de comunicação inadequada, falta de apoio e até mesmo comportamentos abusivos

Quando os colaboradores não se sentem valorizados, respeitados ou seguros na empresa, é natural que sua motivação seja impactada negativamente. Eles podem se sentir desmotivados a contribuir com ideias, engajar-se em projetos ou até mesmo comparecer ao trabalho regularmente. 

Em última análise, um ambiente de trabalho tóxico mina a confiança dos colaboradores na liderança e na cultura organizacional, levando a uma falta generalizada de engajamento.

3. Ausência de oportunidades de crescimento

A ausência de oportunidades de crescimento profissional pode desencadear uma série de consequências negativas para os colaboradores e para as organizações como um todo. 

Quando os trabalhadores percebem que não há perspectiva de avanço em suas carreiras dentro da empresa, podem ficar desmotivados e começar a buscar oportunidades em outros lugares

Isso pode resultar em altas taxas de rotatividade — o chamado turnover —, custos adicionais com recrutamento e treinamento de novos funcionários e uma perda de talentos valiosos para a concorrência

Muitos trabalhadores, em especial os que compõem a geração Millennial, estão interessados no crescimento profissional. Porém, apenas cerca de 25% dos colaboradores acreditam que as empresas em que trabalham oferecem oportunidades adequadas de crescimento, segundo dados de uma pesquisa realizada pela empresa americana Tiny Pulse.

Portanto, é crucial que as organizações reconheçam a importância de oferecer oportunidades de desenvolvimento profissional aos seus colaboradores e trabalhem para criar um ambiente que os incentive a crescer e progredir em suas carreiras.

4. Trabalho sob pressão

Trabalhar sob pressão pode criar um ambiente estressante e desafiador para os colaboradores. Embora um certo nível de pressão possa ser motivador e estimulante, quando excedido, pode levar à falta de motivação no trabalho. 

A constante pressão para cumprir prazos apertados, lidar com demandas excessivas e enfrentar expectativas irreais pode sobrecarregar os funcionários, tornando-os propensos a sentimentos de frustração, desânimo e desesperança. 

Eles podem começar a questionar o propósito de seu trabalho e sentir que seus esforços não são reconhecidos ou valorizados, o que pode minar sua motivação e engajamento.

Além disso, trabalhar sob pressão prolongada pode aumentar significativamente o risco de Burnout, um estado de esgotamento físico, emocional e mental causado pela exposição contínua ao estresse no trabalho. 

O Burnout é caracterizado por sintomas como exaustão emocional, despersonalização e diminuição da realização pessoal. Os colaboradores que experimentam burnout estão mais propensos a se sentir desmotivados, desinteressados ​​e incapazes de realizar suas tarefas com eficácia. 

Isso cria um ciclo negativo em que a falta de motivação no trabalho alimenta o Burnout, e o Burnout, por sua vez, intensifica a falta de motivação, resultando em um declínio ainda maior no bem-estar e na produtividade dos colaboradores.

5. Gestão que aponta apenas os erros

Uma gestão que se concentra exclusivamente nos erros pode criar um ambiente de trabalho desmotivador e prejudicial. Quando os líderes enfatizam apenas os aspectos negativos do desempenho dos colaboradores, por mais triviais que sejam os erros, eles podem minar a confiança e a autoestima da equipe. 

Os colaboradores podem começar a se sentir desvalorizados e desencorajados, pois seus esforços são constantemente destacados pelos erros cometidos, em vez de reconhecerem suas contribuições positivas. Embora seja essencial identificar e corrigir falhas, é igualmente importante reconhecer e valorizar as realizações e pontos fortes dos colaboradores. 

Um equilíbrio saudável entre feedbacks positivos e negativos é fundamental para promover um ambiente de trabalho motivador e de crescimento. Isso ajuda a manter os colaboradores engajados e confiantes, permitindo que aprendam com seus erros sem serem desencorajados por eles, enquanto também se sentem incentivados a buscar o sucesso e a excelência em suas tarefas.

6. Desconhecimento sobre os motivadores do colaborador

Como você sabe, cada pessoa é única, com diferentes valores, necessidades e aspirações que impulsionam sua motivação no trabalho. Quando os gestores e líderes não compreendem esses motivadores específicos, é mais difícil criar um ambiente de trabalho que atenda às expectativas e estimule o engajamento dos colaboradores. 

Por exemplo, um colaborador pode ser motivado pelo reconhecimento público, enquanto outro pode preferir desafios e oportunidades de crescimento. Sem esse entendimento, os líderes podem implementar estratégias genéricas que não ressoam com as necessidades individuais de cada membro da equipe.

Essa falta de conhecimento sobre os motivadores do colaborador também está intimamente ligada ao desconhecimento dos perfis comportamentais. Cada perfil tem suas próprias preferências, pontos fortes e áreas de melhoria

Por exemplo, uma pessoa com um perfil mais orientado para resultados pode ser motivada por competições e metas desafiadoras, enquanto alguém com um perfil mais voltado para o trabalho em equipe pode valorizar mais a colaboração e o reconhecimento social. 

Portanto, investir na compreensão dos motivadores individuais dos colaboradores e em uma análise dos perfis comportamentais da equipe pode ser fundamental para aumentar a motivação no trabalho. 

Ao reconhecer e respeitar as diferenças individuais, os líderes podem criar estratégias de motivação mais eficazes e personalizadas, que promovam o engajamento, a satisfação e o alto desempenho no ambiente de trabalho.

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7. Líderes ruins

Líderes que adotam um estilo intimidador podem exercer um impacto significativamente negativo na motivação dos colaboradores. Embora algumas pessoas ainda pensem que os líderes precisam ser assertivos e até mesmo autoritários para impulsionar resultados, na realidade, uma gestão eficaz vai muito além disso. 

Envolvendo uma combinação de habilidades interpessoais, empatia e visão estratégica, os gestores devem inspirar confiança e criar um ambiente de trabalho seguro e colaborativo. 

Cobrar resultados, fornecer feedback e delegar tarefas são parte essencial do papel de um líder, no entanto, quando realizados de forma autocrática e insensível, podem gerar medo e insegurança na equipe.

Esse tipo de liderança muitas vezes resulta em um ambiente tóxico e desmotivador, onde os colaboradores se sentem desvalorizados e temem cometer erros. A falta de liberdade e confiança nos relacionamentos com os líderes pode minar o engajamento e a motivação, levando a uma diminuição da produtividade e satisfação no trabalho. 

Para promover uma cultura de motivação e engajamento, os líderes precisam adotar uma abordagem mais empática e colaborativa, incentivando a participação ativa, reconhecendo o esforço e criando um ambiente de trabalho baseado no respeito e na confiança mútua.

E, para garantir isso, é papel da empresa criar planos de desenvolvimento de líderes, para que toda a organização esteja alinhada em relação aos valores do negócio e à cultura organizacional.

8. Rotina monótona e ausência de desafios

Não apenas o trabalho sob pressão e a cobrança constante podem levar à falta de motivação. Quando as tarefas se tornam previsíveis e repetitivas, os colaboradores tendem a sentir-se desinteressados e desengajados, pois não encontram estímulo ou novidade em suas atividades diárias. 

A falta de variedade e desafios pode levar à estagnação profissional, já que os funcionários não veem oportunidades de crescimento ou desenvolvimento em suas carreiras.

Ainda, isso pode afetar negativamente a autoestima e a autoconfiança dos empregados. Sem a oportunidade de enfrentar novos desafios e superar obstáculos, eles podem começar a duvidar de suas próprias habilidades e competências. 

Contudo, é necessário levar em conta a heterogeneidade das equipes e os diferentes perfis comportamentais. Para alguns, uma rotina sempre igual pode ser sinônimo de tranquilidade e segurança. Para outros, pode ser desmotivador. 

9. Falta de clareza nos objetivos

Para evitar a falta de motivação no trabalho, é essencial estabelecer objetivos claros e bem definidos, que sejam facilmente compreendidos por todos os membros da equipe. 

De acordo com uma pesquisa divulgada pela Entrepeneur, cerca de 63% das pessoas acreditam que perderam muito tempo de trabalho por não saberem o que era prioridade e onde deveriam concentrar mais esforço. Esse tipo de situação contribui para que os colaboradores não consigam se sentir motivados, pois simplesmente não sabem para onde voltar sua atenção. 

Sem saber exatamente onde concentrar seus esforços, os colaboradores podem acabar investindo energia em atividades que não contribuem efetivamente para os objetivos organizacionais. Isso não apenas prejudica a produtividade individual, mas também pode impactar negativamente os resultados gerais da empresa

Portanto, fornecer diretrizes claras e comunicar de maneira eficaz os objetivos organizacionais é fundamental para manter os funcionários engajados e motivados em seus papéis.

10. Falta de autonomia sobre as tarefas

Quando os funcionários não têm liberdade para tomar decisões relacionadas às suas atividades diárias, é natural que se sintam desvalorizados e subestimados, levando a uma diminuição do senso de propósito e controle sobre seu próprio trabalho. 

Evidentemente, isso pode gerar uma sensação de estagnação e falta de crescimento profissional, pois os colaboradores não têm a oportunidade de exercitar suas habilidades e contribuir de maneira significativa para os resultados da empresa.

Além disso, a falta de autonomia pode impactar negativamente a qualidade do trabalho e a eficiência geral. Quando os funcionários se sentem restritos em suas ações e não têm a capacidade de tomar iniciativas ou implementar mudanças, isso pode levar a uma diminuição da criatividade e inovação

Ou seja, eles podem se sentir presos em uma rotina monótona e desinteressante, resultando em uma falta de comprometimento e engajamento com suas próprias responsabilidades.

11. Conflitos interpessoais e falta de cooperação na equipe

Conflitos interpessoais podem acontecer em qualquer esfera da vida, inclusive dentro das empresas. Quando os membros de uma equipe não conseguem se entender ou colaborar efetivamente, isso pode criar um clima de tensão e hostilidade, prejudicando o moral de todos os envolvidos. 

Os conflitos podem surgir de diferenças de personalidade, objetivos distintos, falta de comunicação ou disputas por recursos e poder. Nesse contexto, é crucial que líderes e profissionais de RH intervenham para resolver essas questões de maneira eficaz. 

É preciso facilitar o diálogo aberto, promover a compreensão mútua e encontrar soluções colaborativas. Ademais, os líderes podem estabelecer normas claras de comportamento e promover um clima organizacional inclusivo e respeitoso. 

Ao lidar proativamente com os conflitos interpessoais, os líderes e o RH podem contribuir significativamente para melhorar a motivação e a produtividade da equipe.

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12. Falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional

Por fim, é notório que a falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional pode ser um fator não apenas de desmotivação, mas de problemas relacionados ao bem-estar do colaborador.

Quando os funcionários enfrentam uma carga excessiva de trabalho ou têm dificuldade em separar suas vidas pessoais das profissionais, isso pode levar a altos níveis de estresse, exaustão e insatisfação. Inclusive, o Panorama de Gestão de Pessoas, da Sólides, descobriu que uma grande parcela das pessoas sentem dificuldades em conciliar o trabalho com a vida pessoal ou familiar:

Dados do Panorama de Gestão de Pessoas que reforçam como a dificuldade em conciliar a vida pessoa com a profissional pode ser um motivo da falta de motivação no trabalho

A sensação de não ter tempo suficiente para cuidar de si mesmos, conviver com a família ou participar de atividades que trazem prazer pode minar sua motivação e comprometimento com o trabalho.

Pensando nisso, é importante que as organizações reconheçam a importância do equilíbrio entre vida pessoal e profissional e implementem políticas e práticas que apoiem seus funcionários nesse aspecto. 

Isso pode incluir oferecer horários flexíveis, permitir o trabalho remoto, promover uma cultura de respeito aos limites de horário e incentivar o uso de dias de folga e férias.

Também, os líderes podem dar o exemplo ao priorizar esse equilíbrio em sua própria conduta e encorajar seus colaboradores a fazerem o mesmo. Ao reconhecer e abordar esse tema, as empresas podem ajudar a melhorar a motivação, o bem-estar e o desempenho de seus funcionários.

Como identificar a falta de motivação no trabalho?

Existem vários sinais reveladores que podem indicar a falta de motivação no trabalho. Procrastinação é um sintoma comum, no qual os funcionários adiam tarefas e parecem desinteressados ​​nas atividades do dia a dia. 

Além disso, a queda na produtividade é um indicador óbvio, pois os colaboradores desmotivados tendem a realizar suas tarefas de forma desqualificada ou incompleta. 

Além desses sinais comportamentais, existem indicadores mais sutis que podem sugerir desmotivação. O absenteísmo e o aumento das taxas de turnover são sinais de que os funcionários estão insatisfeitos e desmotivados em seu ambiente de trabalho. 

Outra pista pode ser a falta de engajamento em iniciativas da empresa, como treinamentos, eventos ou projetos voluntários. Confira uma lista com os sintomas mais comuns:

  • Procrastinação;
  • Queda na produtividade;
  • Conflitos interpessoais;
  • Absenteísmo;
  • Rotatividade elevada;
  • Falta de engajamento;
  • Desinteresse;
  • Falta de iniciativa;
  • Falta de comunicação;
  • Resistência a mudanças;
  • Falta de criatividade;
  • Indiferença;
  • Falta de autoconfiança;
  • Esgotamento emocional;
  • Apatia;
  • Desorganização;
  • Isolamento;
  • Ceticismo;
  • Reclamações frequentes;
  • Queda na qualidade do trabalho;
  • Descuido com a aparência.

Para uma identificação mais precisa, é importante que os líderes de equipe estejam atentos aos sinais individuais de desmotivação e realizem conversas regulares com seus membros para compreender melhor seus sentimentos e preocupações. 

Além disso, o setor de Recursos Humanos desempenha um papel fundamental na coleta de feedbacks e na análise de dados, para identificar tendências e padrões que possam indicar desmotivação generalizada na organização. 

Investir em uma cultura organizacional que promova o bem-estar dos funcionários e oferecer oportunidades de desenvolvimento profissional são algumas das medidas que as empresas podem adotar para prevenir e abordar a falta de motivação no trabalho.

O que a falta de motivação no trabalho pode causar?

A falta de motivação no trabalho pode causar uma série de impactos negativos para a empresa, afetando diretamente seus resultados e seu desempenho. 

Abaixo, criamos uma lista com as principais consequências desse problema. Confira:

Baixa produtividade

Colaboradores desmotivados tendem a realizar suas tarefas de forma menos eficiente, levando a uma queda na produtividade geral da empresa. 

Isso pode resultar em atrasos em projetos, redução na qualidade dos produtos ou serviços entregues e menor capacidade de atender às demandas do mercado.

Clima organizacional prejudicado

A falta de motivação pode gerar um clima organizacional negativo, com conflitos interpessoais, desânimo generalizado e descontentamento entre os colaboradores. 

Esses problemas podem impactar a cooperação entre as equipes, a comunicação interna e a coesão do grupo de trabalho.

Aumento do absenteísmo e rotatividade

Como já mencionamos, colaboradores desmotivados tendem a faltar mais ao trabalho ou a buscar oportunidades em outras empresas. 

Isso pode gerar custos adicionais com contratação e treinamento de novos funcionários, além de impactar na continuidade e estabilidade das operações da empresa.

Queda na qualidade do trabalho

Parece óbvio dizer isso, mas funcionários desmotivados podem não oferecer um serviço de qualidade, prejudicando a experiência do cliente final e afetando a reputação da empresa

Essas atitudes podem impactar negativamente a visão que o público tem do negócio, levando à redução da fidelização.

Falta de inovação

Por fim, a falta de motivação no trabalho pode impedir que os colaboradores contribuam com novas ideias, soluções ou melhorias nos processos da empresa. 

Isso pode limitar a capacidade de inovação e adaptação da empresa às mudanças do mercado, colocando-a em desvantagem competitiva.

Portanto, a desmotivação não apenas impacta o bem-estar dos colaboradores, mas também tem sérias consequências para o desempenho e os resultados da empresa em sua totalidade. 

Pensando por esse lado, é fundamental que as organizações estejam atentas a esses sinais e adotem medidas para promover um ambiente de trabalho motivador e inspirador.

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O que fazer ao perder a motivação no trabalho?

É importante lembrar que períodos de desmotivação fazem parte da rotina no trabalho. Afinal, a vida tem momentos mais difíceis e momentos mais fáceis. O problema surge quando esse sentimento se torna constante.

A boa notícia é que esse quadro é reversível. Para isso, as empresas podem — e devem — acompanhar de perto o comportamento dos empregados e promover ações que ajudem a aumentar a motivação dos seus colaboradores

A seguir, veja uma lista de passos a serem seguidos quando se perceber que o funcionário está desmotivado: 

  1. Entender a causa da falta de motivação por meio de pesquisas de clima, grupos focais ou conversas individuais com as pessoas;
  2. Desenvolver ações a partir da identificação das causas da desmotivação;
  3. Reforçar diariamente uma cultura e um clima positivos;
  4. Estimular boas práticas, como leituras, participação em cursos e treinamentos oferecidos pela organização e até mesmo cuidados com a saúde;
  5. Promover uma cultura de reconhecimento das habilidades e resultados alcançados pelos times e por cada colaborador.

Como o RH pode motivar os colaboradores?

Você deve imaginar que o departamento de Recursos Humanos desempenha um papel crucial na motivação dos colaboradores, uma vez que está diretamente envolvido na criação de um ambiente de trabalho positivo, no desenvolvimento de estratégias de engajamento e no suporte ao bem-estar dos funcionários. 

Para ajudar a sua empresa a motivar os funcionários, elencamos algumas ações que o RH pode colocar em prática. Veja: 

Comunicação aberta

A clareza na mensagem passada entre gestores e empregados é um ponto muito importante e que, muitas vezes, é negligenciado. 

Desse modo, o RH deve promover uma cultura organizacional de transparência, garantindo que as informações relevantes sejam compartilhadas de maneira clara e acessível. 

Isso inclui comunicar mudanças na empresa, metas e objetivos organizacionais, bem como políticas e procedimentos importantes.

Reconhecimento e recompensas

A identificação de um trabalho bem feito é uma poderosa ferramenta de motivação. O RH precisa desenvolver programas de premiação de funcionários que valorizem as contribuições do time, seja por meio de elogios públicos, prêmios ou mesmo incentivos financeiros. 

Lembre-se: reconhecer o esforço e as conquistas dos funcionários ajuda a fortalecer o senso de valorização e pertencimento.

Desenvolvimento profissional

Como as empresas esperam que os funcionários se dediquem se eles não têm ideia dos benefícios que isso pode trazer para suas carreiras? 

Por isso, oferecer oportunidades de desenvolvimento e crescimento profissional é essencial para mantê-los motivados. 

O RH deve criar e coordenar programas de treinamento, workshops, mentoria e educação continuada que ajudem os funcionários a adquirir novas habilidades, expandir seus conhecimentos e avançar em suas carreiras dentro da empresa.

Ambiente de trabalho inclusivo

Sabemos que o RH tem um papel importante na promoção de um ambiente de trabalho que seja seguro, respeitoso e inclusivo para todos os colaboradores. 

Isso envolve combater a discriminação, o assédio e a desigualdade, além de promover a diversidade e a equidade no local de trabalho. Sem dúvidas, um ambiente positivo e acolhedor contribui para o bem-estar e a motivação dos funcionários.

Feedback e avaliação de desempenho

Outra forma de o RH melhorar a motivação do time é facilitando o processo de feedback e criando uma cultura de avaliação de desempenho frequente, fornecendo orientação e suporte aos gestores e colaboradores. 

O feedback construtivo e regular ajuda os funcionários a entenderem suas áreas de força e oportunidades de melhoria, além de demonstrar que seu trabalho é valorizado e reconhecido. Portanto, não o subestime!

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Flexibilidade no trabalho

Fala-se muito sobre trabalho flexível e seus benefícios para os colaboradores, mas muitas pessoas ainda questionam se esse modelo é benéfico para a empresa. 

Saiba que horários flexíveis, trabalho remoto e outros recursos semelhantes permitem que os colaboradores conciliem suas responsabilidades pessoais e profissionais de forma mais eficaz. Dessa forma, eles conseguem ter uma vida mais equilibrada e dedicar seus esforços e energia para a execução de suas atividades laborais.

Pensando nisso, o RH pode desenvolver políticas e práticas que promovam um equilíbrio saudável entre vida pessoal e profissional, contribuindo para a satisfação e motivação dos funcionários.

Cuidado com o bem-estar 

Para finalizar, o RH precisa implementar programas e iniciativas que promovam o bem-estar físico, mental e emocional dos colaboradores. Isso pode incluir acesso a serviços médicos, programas de promoção à saúde, apoio psicológico, atividades de relaxamento e gerenciamento do estresse, entre outros. 

Cuidar do bem-estar dos funcionários demonstra preocupação com seu desenvolvimento holístico e contribui para uma cultura organizacional saudável e motivadora.

Aprendeu como lidar com a desmotivação no trabalho?

Como você viu, a falta de motivação no trabalho tem um impacto significativo no desempenho e na produtividade de uma empresa, afetando sua capacidade de reter talentos e mostrar vantagem competitiva no mercado.

Desse modo, é essencial que as organizações invistam no engajamento e no bem-estar de seus colaboradores, oferecendo um ambiente de trabalho positivo, oportunidades de desenvolvimento profissional e reconhecimento adequado. 

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Sanny Vasconcelos
Sanny Vasconcelos
Psicóloga de formação apaixonada pela Educação Corporativa. Desde 2022 integro a Sólides, onde atuo na Unidade de Negócio de Educação, focada na Formação Analista Comportamental e treinamentos Imersão Sólides.
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