Entenda o perfil e a realidade das mulheres na liderança

Tempo de leitura: 7 minutos

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De acordo com o McKinsey Study, companhias com mais mulheres na liderança, quando comparado com a média da indústria, vê um resultado operacional 48% maior e uma força de crescimento no faturamento 70% maior.

Mesmo assim, estudos revelam que, no Brasil, apenas 3% de mulheres ocupam cargos de liderança nas empresas.

https://drive.google.com/file/d/1N-Hh7HWo8yWcyp0VtLm5Yk1qenYYebi-/view?usp=sharing

Ao considerarmos que elas são, em média, 60% dos estudantes universitários que concluem o ensino superior, é de se estranhar o porquê desse índice ser tão baixo nos cargos de chefia. Mas por que isso ocorre?

Apesar das mulheres apresentarem várias características predominantes, que favorecem o universo corporativo para uma melhor lucratividade, alguns fatos históricos e culturais impedem que elas cheguem com mais rapidez no topo das empresas. 

Quer saber mais sobre o tema? Neste post, além de falarmos sobre a importância feminina nas lideranças, também vamos abordar os obstáculos que elas enfrentam para chegar ao topo das organizações. Acompanhe!

A mulher no mercado de trabalho e nas lideranças

No passado, ver uma mulher no mercado de trabalho era difícil, já que, algumas tradições de séculos anteriores colocavam o homem como o único provedor das necessidades do lar.

Para a mulher restava somente as tarefas de organização da casa e criação dos filhos, ela não tinha o direito de trabalhar e nem participava de decisões importantes na sociedade, como votar, que só foi permitido no Brasil em 1933.

As primeiras normas brasileiras de proteção ao trabalho da mulher surgiram na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), de 1943, e estabeleciam restrições às atividades extraordinárias, noturnas, insalubres e perigosas.

Foi somente no início do Século XX que as mulheres de classe média começaram a atuar nas empresas, preenchendo funções de auxiliar, como secretárias. 

Pouco a pouco, elas foram conquistando espaço no mercado de trabalho, bem como sua inserção na política, na década de 1970.

Além disso, as mudanças na economia, a globalização e o capitalismo, trouxeram como consequência a busca pelo aumento da renda familiar, favorecendo o crescimento das mulheres dentro das empresas. 

Diante desse cenário, após anos de censura em diversas posições de poder e autoridade, já encontramos, no país, muitas mulheres na liderança das empresas.

De acordo com uma pesquisa realizada na última edição da International Business Report (IBR) — Women in Business 2019, no Brasil, o percentual de empresas com pelo menos uma mulher em cargos de liderança foi de 93% em 2019, sendo uma grande evolução em relação aos 61% em 2018. 

Características das mulheres na liderança

Um grande fator contribuinte para esse cenário são os diversos atributos humanos e técnicas que favorecem as mulheres em relação a enxergar um panorama geral da organização.

Essas características também contribuem na administração e na tomada de decisões corporativas. Vamos conhecer algumas delas?

Harmônicas

De acordo com muitos estudiosos, as mulheres conseguem ver o todo, equilibrar, raciocinar e pensar pela intuição. Isso faz com que elas sejam mais efetivas ao motivar, engajar e desenvolver seus colaboradores

Como consequência, elas constroem ambientes corporativos mais positivos e leves, tornando as funções e colaboradores da organização mais coesos com seus perfis comportamentais.

Solucionadoras holísticas de problemas

De acordo com um novo estudo da Universidade Técnica de Aachen e da Universidade de Koblenz e Landau, o cérebro das mulheres não é mais multitarefa do que o dos homens, um mito que vem sendo reproduzido em nossa sociedade há um bom tempo.

Culturalmente, ao longo dos tempos, as mulheres tiveram que conciliar o cuidado com a casa, marido e filhos, com a sua vida profissional.

Tal rotina fez com elas tivessem rápidas mudanças de atenção e foco de uma tarefa para outra, sem que nenhuma delas perdesse a qualidade. 

Segundo estudos, as mulheres também assimilam mais detalhes, com mais rapidez, e organizam essas informações em padrões mais complexos.

Em cargos de liderança, ao analisar mais variáveis antes de tomar decisões, elas oferecem resultados mais efetivos e, principalmente, os conquistam juntamente com a colaboração da equipe.

Determinadas e perseguem mais oportunidades

Segundo estudos, mulheres costumam dar mais importância para oportunidades de crescimento. Até porque elas precisam se qualificar mais que os homens para conseguir ocupar os mesmos cargos.

Essa realidade faz com que elas sejam mais determinadas e persistentes com relação aos obstáculos corporativos e continuem focadas nos desafios da empresa até que o objetivo seja concluído.

Colocam a equipe sempre em primeiro lugar

Por serem mais sensíveis e buscarem um ambiente organizacional harmônico, além de terem um instinto maternal, as mulheres na liderança estão sempre prontas a ouvir e a considerar as percepções e ideias de seus colaboradores.

Ainda, elas tendem a permitir a participação ativa da equipe nas decisões da organização. 

Isso ocorre porque elas já percorreram um longo caminho para conquistar seu espaço no mercado de trabalho e, por isso, almejam um ambiente mais equilibrado e harmônico, onde haja mais espaço para líderes e liderados construírem uma empresa de sucesso.  

Além disso, promovem um ambiente organizacional com maior diversidade, sendo humano e igualitário para todos.

Com essas e tantas outras qualidades que citamos aqui, a empresa só tem a ganhar em ter as mulheres como suas líderes. 

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Desafios das mulheres na liderança em 2021

Além de outros desafios, hoje, com a pandemia da Covid-19, os cargos de liderança ocupados por mulheres têm diminuído ainda mais.

Segundo estudos apresentados no Fórum Econômico Mundial (FEM), tem sido observado um declínio do número de mulheres no mercado de trabalho e também na contratação para cargos de liderança.

Os dados da pesquisa sugerem que as consequências econômicas e sociais da pandemia afetaram mais a ala feminina, com 5% de todas as mulheres que tinham alguma ocupação tendo perdido seus empregos até o momento, em comparação com 3,9% dos homens. 

Ainda, com a pandemia, as mulheres também estão mais propensas ao estresse e outras doenças relacionadas à saúde mental devido à “dupla jornada” de trabalho remunerado e não remunerado, ao fechamento de escolas e à diminuição de serviços de assistência com os filhos, como as creches. 

Por fim, para o estudo, esse também é um fator determinante para que as mulheres conquistem posições de liderança ou consigam cargos em outros setores.

Como promover a participação feminina em cargos de liderança?

Aqui na Sólides, temos um exemplo real de valorização das mulheres em posição de liderança. Além de ter uma CEO mulher, a Sólides é uma empresa na qual 53% das lideranças são femininas, assim como 75% dos cargos de maior hierarquia da organização. 

Os desafios são muitos. Mas para ajudar a lidar com essa questão dentro das empresas, existem passos simples ​​que podem ser dados, como:

  • criar ações e estratégias com projetos para que as mulheres retornem ao mercado de trabalho;
  • aplicar ações específicas relacionadas à crise, ocasionada pela Covid-19, com a criação de benefícios, por exemplo: apoio extra para cuidado dos filhos, horários flexíveis, além de acesso a recursos de cuidados com a saúde mental, como atendimento psicológico gratuito;
  • criar uma cultura alinhada, por meio de programas de mentoria, inbound marketing, coaching de incentivo à participação de mulheres em cargos dominados por homens, para que haja referências dentro da empresa em que os colaboradores possam se espelhar.

Conclusão

O primeiro passo é implantar essa cultura dentro do seu time com as dicas que preparamos para você. 

Ainda, com os dados que apresentamos, você, profissional de Recursos Humanos, tem um papel estratégico no momento de apresentar ações para promover a participação feminina nos cargos de liderança, tornando-se um verdadeiro protagonista dessa transformação tão fundamental para todos.

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Thainá

“Mesmo assim, estudos revelam que, no Brasil, apenas 3% de mulheres ocupam cargos de liderança nas empresas.”
Que estudos são esses? De onde são as fontes?

Maria Clara

Oi, Thainá! Você pode conferir o estudo citado aqui nesse link na publicação do Estado de Minas. Abraços 🙂