Matemática Humana em prol do sucesso

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O patrimônio humano das organizações determina-se o mais importante fator para o alcance das metas e para o sucesso empresarial. Foi-se o tempo em que o departamento pessoal ocupava papel secundário na estrutura organizacional. Hoje, toda ação tática deve passar pelo crivo dos gestores de pessoas, que, munidos das ferramentas corretas, estão aptos a monitorar os indicadores de desempenho organizacional e a maximizar a eficiência do quadro das empresas.

Mensurar os recursos humanos pode soar incongruente para muitos, já que estamos acostumados a entender que, na área humana, operações matemáticas seriam imprecisas e inconstantes. Entretanto, é importante salientar que todos os indicadores de recursos humanos objetivam não a mediação propriamente dita, mas assessorar os gestores na tomada de decisões, isto é, servem como pontos de referência para o gerenciamento do desenvolvimento humano e de seu impacto no contexto organizacional. Portanto, possuir a ferramenta adequada que auxilie os profissionais a traçar indicadores com base em seus objetivos gerenciais faz-se vital para os gestores da atualidade.

Não se pode olvidar que, ao estabelecer os indicadores humanos em uma corporação, objetivos claros devem ser almejados e uma avaliação precisa e detalhada da estrutura empresarial deve ser amplamente conhecida. Mensurar sem metas significa caminhar em uma estrada sem sinalização e sem rumo. A matemática oferece aos profissionais balizas, pontos de chegada e de partida, quantifica a conjuntura atual e a desejada, ou seja, torna mais palpável e organizado o planejamento das corporações.

As operações clássicas incluem a visão demográfica da empresa, isto é, o número de empregados, o número total da força de trabalho, a porcentagem de admissões, demissões, de absenteísmo, o perfil dos colaboradores (sexo, idade, tempo de casa etc). Ditas demonstrações são o ponta-pé inicial para a compreensão conjuntural do patrimônio humano. Os custos também configuram-se como indicadores primordiais nesse contexto. O gasto com demissões, reclamações trabalhistas, horas extras, exames médicos, desligamentos, folha de pagamento, treinamentos e capacitação deve ser mensurado e monitorado diuturnamente e não só explicitam cifras despendidas e percentual de turnover, mas índices de satisfação, produtividade e fidelização dos funcionários.

https://drive.google.com/file/d/1N-Hh7HWo8yWcyp0VtLm5Yk1qenYYebi-/view?usp=sharing

Processos e desempenhos são outros indicadores determinantes, aclarando a operacionalização de concessões de aumentos, a progressão salarial, gestão de benefícios, gestão de cargos e salários, o índice de empregados de alta performance, a adequação do funcionário a seu cargo e função, o tempo médio despendido com o preenchimento de vagas, ou seja, o balanço de todos os procedimentos corporativos é uma máxima analítica.

Uma vez coletados, referidos dados quantificam estruturas organizacionais extremamente complexas e importantes e abrem caminho para a interpretação das principais ocorrências dentro do ambiente corporativo. Assim sendo, mensurar não significa a desumanização do gerenciamento humano, mas exatamente o contrário. Através dos indicadores de recursos humanos, a compreensão do patrimônio humano se homogeniza perante todos e a arquitetura de estratégias torna-se tangível e comprovável numericamente. O transplante de índices humanos para o mundo das exatas proporciona uma análise mais eficiente e sólida por parte dos mais altos escalões organizacionais e oferece ao gestor de pessoas maiores e melhores perspectivas de implantação de filosofias humanas de melhoria e valorização dos colaboradores através da matemática. Incrível, não?

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