Inovação empresarial: além da Transformação Digital

Tempo de leitura: 7 minutos

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Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Distrito.me

Muitas empresas abraçam a Transformação Digital entendendo que ela seria o processo de inovação necessário e definitivo para seus processos e produtos.

https://drive.google.com/file/d/1N-Hh7HWo8yWcyp0VtLm5Yk1qenYYebi-/view?usp=sharing

De fato, ela é um passo importante em direção à eficiência do negócio já que insere novas tecnologias para solucionar problemas ou atrasos existentes na sua produção.

Mas, e quando o objetivo é superar as expectativas dos clientes, abrir novos mercados e escalar o negócio, é a inovação que deve entrar em cena, planejada a partir de um framework especializado.

E aí vem nosso questionamento seguinte: você entende como um roadmap visual é capaz de organizar o processo de inovação empresarial e, principalmente, trazer resultados?

Senhoras e senhores, conheçam as bases e o conceito do framework de inovação da Distrito, um roadmap que leva seu negócio para além da Transformação Digital.

Mas primeiro, vamos entender a inovação aberta

No modelo tradicional das empresas, inclusive aquelas focadas em estar à frente de suas concorrentes, a inovação é tratada em um setor específico ou subordinado a outro, como a área de marketing.

Essa é uma cultura e organização que precisa ser extinta, afinal de contas, a inovação busca a otimização de processos, desenvolvimento de novas soluções e, não tem nada mais rico que a experiência dos profissionais do negócio em diferentes setores para identificar os gargalos e pontos de melhoria.

Assim, criar comitês de inovação multidisciplinar que discuta regularmente as relações internas do negócio e criar ações que envolvam todos os setores na busca de novas ideias e inovações é essencial.

A segunda frente é entender que se as ideias surgem no ambiente interno, nem sempre o time e a infraestrutura atual serão suficientes para desenvolver uma solução que, de fato, resolva a demanda eficientemente.

E é aí que entra a inovação aberta, ou seja, permitir que ideias e tecnologias externas sejam a chave para a solução que seu negócio busca e, vice-versa, compartilhar seu potencial inovador para que usuários externos também possam evoluir em seus nichos de mercado.

E a razão para isso? Simples, em um universo de startups e novos negócios especializados em determinada situação, a resposta para o dilema do seu negócio pode estar pronta e, incrivelmente potencializada.

Quer mais um motivo? Te damos outro. A Transformação Digital é um processo que exige respostas aceleradas e eficientes, ou seja, criar uma inovação a partir do zero com o time interno pode levar um tempo que sua empresa não possui.

Fatores de sucesso para a inovação

O time interno da empresa, unido, pode encontrar pontos críticos que precisam ser melhorados e a inteligência de mercado pode apontar novos mercados ou produtos a serem desenvolvidos com maior potencial de aceitação.

Usar o conceito de inovação aberta pode acelerar e aumentar a eficiência do processo de desenvolvimento da inovação.

Mas, o que faz de tudo isso um sucesso de execução de uma inovação? Aqui vão algumas premissas:

  • encontrar necessidades sociais que ainda não solucionadas;
  • criar uma solução única, que atenda todos pontos da necessidade social;
  • desenvolver a solução para que ela seja intuitiva e simples de ser compreendida;
  • garantir que ela seja sustentável e escalável;
  • ser economicamente viável;
  • promover a inovação em todas as áreas do negócio e de forma colaborativa;
  • fazer expedições e interações internas e externas, de aprendizagem.

Tudo isso acontecem desde a mudança da cultura do negócio, passando por seus primeiros passos no desenvolvimento da inovação empresarial e, claro, na manutenção de seu posicionamento, que é de recorrentemente melhorar seu projeto e identificar novas oportunidades.

O que as empresas inovadoras têm em comum

Quando empresas inovadoras são usadas como case de estudo, algumas características comuns saltam os olhos.

Por isso, vale a pena usar essas referências para ajustar seu negócio. Tenha em mente, que:

  • além de aprender, é preciso aplicar o conhecimento na prática do negócio;
  • flertar com o ecossistema de inovação é essencial para identificar novas oportunidades e ideias;
  • falhas fazem parte do processo e, por isso, é preciso encorajar o mindset da experimentação;
  • é preciso tolerar e gerenciar o risco;
  • líderes inovadores devem ser empoderados para contagiar todos os níveis organizacionais.

Percebe que a inovação empresarial é bem mais complexa do que apenas ter uma ideia incrível?

Ela precisa que haja envolvimento dos colaboradores com a mudança de cultura do negócio, que a busca por soluções seja ágil para que o timing não seja perdido e o desenvolvimento, afinal da solução, contemple todos os fatores de sucesso de uma inovação.

Então, como não se perder em tudo isso? 

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Como um framework de inovação pode ajudar nesse processo

Um framework de inovação funciona como um esqueleto básico ou, um mapa para direcionar o processo.

Ainda que pareça óbvio, vale reforçar que ele é apenas um guia e cada empresa terá um caminho muito particular nesse processo.

Etapas do framework de inovação da Distrito

Para facilitar o entendimento de como o framework de inovação é aplicado, trouxemos aqui as etapas essenciais do que foi desenvolvido pela Distrito, a plataforma e ecossistema de inovação independente.

Primeira etapa: cultura de inovação

Nessa primeira etapa, a mudança do mindset é o foco principal. Líderes e seus respectivos times são encorajados ao intraempreendedorismo.

Também é feito um diagnóstico de inovação, um mapeamento de necessidades para o processo, por isso, busca de talentos externos e estratégias de retenção de profissionais chave acontecem nessa fase.

Existem muitas ferramentas que otimizam esse processo que a Distrito conduz, como treinamentos de imersão para o aprendizado de metodologias como o Design Thinking, Lean Startup, MVP e prototipação.

Eventos com o ecossistema de inovação também são importantes nessa etapa e, depois de avaliar quais são os ideais para cada empresa, eles são viabilizados. Alguns exemplos, são:

  • meetups;
  • hackathons;
  • innovation day;
  • dataminer (estudo setorial).

Segunda etapa: conexão com startups

A segunda etapa usa a base de dados e informações levantadas para iniciar conexões com startups alinhadas com as necessidades levantadas.

Como já comentamos, é a busca por uma solução inteligente que vai acelerar o processo de inovação do negócio, em vez de gastar tempo e recursos para seu desenvolvimento, que nem sempre será o ideal.

São muitos eventos como Founders meetings, Fast Dating, Programas de mentoria, Startup hunting, entre outros, que acabam proporcionando novos negócios, os chamados, Quick Wins. 

Terceira etapa: transformação de alto impacto

Após o sucesso das duas primeiras etapas, é chegado o momento da transformação de alto impacto. Nela são criados os novos modelos de negócio, produtos e serviços.

Também é executada a cultura ágil e inovadora junto com a implementação de novas ferramentas para ganho de eficiência nos processos internos.

A consolidação do framework de inovação tem novos eventos e atividades junto ao ecossistema, como é o caso dos Mind Hackings e Innovation Squads.

E qual o ganho da empresa que vai além da Transformação Digital?

Ao final desse processo, uma empresa pode, de fato, se dizer inovadora pois terá desenvolvido novos processos e produtos de maneira eficiente e surpreendente.

Mas, o ganho mais substancial é a mudança de cultura, que vai permear todas as ações seguintes do negócio e mantê-lo na trilha de inovação.

É bacana ter um guia que direciona o processo de inovação, não é mesmo? Mas, é válido reforçar que ele é (e precisa ser) flexível e adaptável às necessidades e evolução do processo de cada empresa que se submete a ele.

Mas, em um terreno cheio de possibilidades, que é o futuro que seu negócio deseja planejar a partir da inovação empresarial, o roadmap vai ser muito útil, certo?


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