Home office: qual o perfil ideal do colaborador que trabalha em casa?

Tempo de leitura: 3 minutos

A prática do home office tem se tornado cada vez mais presente na rotina profissional de algumas empresas. Cerca de 40% dos trabalhadores nos Estados Unidos já adotaram essa prática e a tendência é que esse número aumente ao longo dos próximos anos.

Apesar dos benefícios que esse novo método de trabalho pode trazer, existem pessoas que não conseguem se adaptar ou simplesmente não possuem certas características que facilitam a realização dessa atividade. Nesse caso, a pergunta que não quer calar é: qual o perfil ideal para o colaborador que trabalha em casa?

Não existe perfil ideal

Esse tópico pode parecer estranho porque, afinal, o objetivo do texto era exatamente o de trazer à tona o perfil ideal para esse tipo de trabalho, certo?

Errado. Felizmente não existe um perfil ideal para a realização de um trabalho home office. O que existe é um conjunto de características que podem facilitar a adaptação de um colaborador a esse tipo de trabalho. Nesse caso, o gestor tem a função de reconhecer os colaboradores que possuem essas características para que, dessa forma, ele seja capaz de otimizar a produtividade.

Independência

Em primeiro lugar, é importante reconhecer se existem traços de independência nos colaboradores que irão trabalhar em casa. Uma vez fora do escritório, o resultado adquirido com um trabalho fica totalmente à mercê de quem o realiza. Dessa forma, um colaborador incapaz de realizar trabalhos com autonomia e liberdade terá grandes dificuldades para manter a sua produtividade trabalhando no modo home office. Existem pessoas que simplesmente produzem mais trabalhando em equipe e por isso precisam de uma colaboração constante do time.

Disciplina

Além da independência, quando existe autonomia suficiente para se trabalhar diretamente de casa e estabelecer seus próprios horários, a disciplina se torna um fator duplamente importante. A capacidade de criar uma rotina organizada, estruturar as tarefas, ter comprometimento com as obrigações e objetividade com as demandas, é primordial. Essas características podem ser notadas pelos gestores através do comportamento dos colaboradores dentro da própria empresa. Aqueles mais desorganizados terão mais dificuldades para se adaptar e conseguir manter a produtividade em um modelo home office.

Concentração

Em último lugar mas não menos importante, vem a concentração. Pode parecer uma característica óbvia e é exatamente por isso que algumas pessoas pensam que não é tão relevante. Entretanto, a aptidão para manter o foco é indispensável quando se está em um ambiente cheio de distrações como a própria casa. Problemas domésticos, vizinhos, ambiente inapropriado para trabalho e até mesmo um animal de estimação, podem ser motivos de distração. Por isso, na hora de pensar em quais colaboradores têm condições de manter a produtividade dentro de casa, é interessante começar pensando se eles são capazes de manter a concentração em um ambiente como esse.

É importante lembrar que essas características citadas acima não são fatores para exclusão, mas sim, aspectos importantes que devem ser analisados e considerados antes de tomadas de decisão.

Existem os perfis comportamentais mais distraídos porém independentes, os que necessitam de maior interação social para produzir, os que necessitam de cobrança externa para manter o foco… Enfim, são diversas as possibilidades.

Pode ser que um gestor não possua nenhum colaborador que reúna todas as características aconselhadas para esse modelo de trabalho e isso não significa que a implantação do home office seja impossível.

O ideal nesse caso, é que o gestor realize um treinamento com os funcionários a fim de torná-los aptos para trabalhar em casa e identifique, através de uma pesquisa de perfil comportamental, quais são as demandas e necessidades de cada funcionário para que uma transição seja possível.

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