Fui demitido! 8 dicas para superar esse momento

Tempo de leitura: 9 minutos

Com a instabilidade econômica no mundo corporativo, decorrente da pandemia do Coronavírus, mesmo as melhores companhias para se trabalhar têm demitido muitos colaboradores. Se você, como trabalhador, foi desligado da sua empresa, existem formas de lidar com esse momento para que ele seja o menos traumático possível. 

Sei que pode parecer improvável, mas uma demissão também pode se tornar a oportunidade do profissional reavaliar sua carreira e seus objetivos, além de se atualizar e buscar o conhecimento de novas habilidades. Claro que é natural ter um momento de luto, porém, é importante que ele não seja duradouro. Assim, é necessário saber superar, reinventar-se e dar um próximo passo na sua carreira.

Lembre-se que, do outro lado, profissionais de RH também se encontram em um cenário de crise, tendo que realizar muitos desligamentos. Sem dúvidas, a demissão é um dos processos mais difíceis do setor. Ainda assim, existem muitas formas de amenizar os impactos negativos, auxiliando os ex-colaboradores na superação desse momento e conseguirem uma recolocação no mercado. 

Então, se você foi demitido, separamos algumas dicas para que essa situação seja conduzida e superada da melhor maneira possível! Agora, se você é profissional de RH e precisa demitir, vamos apresentar algumas ações para acolher e auxiliar essa pessoa. 

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8 dicas para encarar o desemprego sem desespero

Assim que você recebe a notícia que foi demitido pode pensar: “e agora”? Bom, o primeiro passo é não entrar em pânico, manter o autocontrole e tentar se organizar. Para isso, separamos algumas dicas para você superar esse momento.

1. Procure saber o motivo da demissão

Em tempos de crise financeira em nosso país, essa dica pode não funcionar completamente, caso você tenha sido demitido por causa de cortes no orçamento, mas, muitas vezes, o desligamento ocorre porque o colaborador não consegue desempenhar o papel que a empresa esperava. 

Por isso, ao ser desligado, pergunte o porquê da demissão. Por mais que isso seja incômodo, entender onde falhou ajudará no seu crescimento pessoal e profissional. Logo, você poderá se sair melhor no seu próximo emprego. 

2. Faça um balanço das suas finanças

Claro que nem todas as pessoas podem se dar a esse luxo, mas se você conseguir contar com o dinheiro da sua rescisão para ficar um tempo investindo no seu autoconhecimento e no seu crescimento profissional, faça. Procurar emprego não combina com ansiedade, é uma atividade que envolve paciência e o ideal é encontrar uma vaga que realmente faça sentido para você. 

Além disso, tenha em mente que o dinheiro da rescisão e os benefícios adquiridos com a demissão podem parecer suficientes para se manter, porém, se você não se planejar, acabará gastando tudo em pouco tempo. Assim, faça uma planilha de planejamento com os gastos previstos para os próximos meses e se controle para não ficar no vermelho. 

3. Atualize seu currículo

Logo após resolver a parte burocrática com a empresa e a solicitação dos seus direitos como trabalhador, o próximo passo é atualizar seu currículo. Para tanto, além de acrescentar sua última experiência profissional, invista em cursos que você pode fazer de forma gratuita e on-line. 

Outro ponto importante é que muitas empresas estão cada vez mais pedindo um segundo idioma, então, aqui temos uma ótima dica: buscar aulas gratuitas de inglês pela internet. Certamente, todo esse aperfeiçoamento agregará valor ao seu currículo e aumentará sua empregabilidade. 

4. Redesenhe sua carreira

As profissões sempre estão passando por modificações. Por isso, não deixe de se manter atualizado e buscar o aperfeiçoamento de suas competências. Seja lendo ou por meio de cursos, palestras e workshops, para assim conseguir se diferenciar no mercado de trabalho.

Além disso, é importante alinhar suas competências, desenvolvendo-as de acordo com o cargo que você deseja ocupar e, dessa forma, você se terá mais chances de ser escolhido em um processo seletivo. 

5. Faça networking

Muitas vezes, a chance de voltar ao mercado de trabalho está na sua rede de contatos, ou seja, no networking, que nada mais é que a construção da sua relação com pessoas, partilhando serviços e informação entre indivíduos que têm os mesmos interesses em comum.

Para ampliar a conexão, você pode mandar mensagens para antigos professores, colegas de trabalho e construir uma presença online mais sólida, por meio de uma rede profissional, como o LinkedIn — deixando claro que está aberto a propostas.

Já para fazer networking no LinkedIn é necessário que você tenha uma boa rede de contatos, mas lembre-se que ter muitas conexões e pouco relacionamento não garante um relacionamento eficaz. Para tanto, interaja com essas pessoas por mensagem ou grupos, siga influenciadores, curta, comente publicações e parabenize suas conquistas. 

6. Procure ativamente

Agora que você já se programou financeiramente, reavaliou sua carreira e currículo e fez networking, o próximo passo é conquistar o emprego desejado. Além do LinkedIn, invista também em plataformas e sites de vagas.

Uma outra dica importante é “ativar alerta”, opção existente em algumas dessas plataformas ou, até mesmo, no próprio Google, na qual é possível adicionar diversos filtros e criar alertas para receber um e-mail sempre que surgir uma nova vaga para a área pretendida.

7. Busque um freela que você goste e comece a empreender

Atuar como freelancer em uma área que você goste e tem aptidão, pode ser uma ótima alternativa para obter uma renda extra enquanto aquele emprego almejado não chega. Culinária, artesanato, design, consultorias em áreas que é especialista, são alguns exemplos de atividades que podem ser realizadas como autônomo.

Pode até ser que essa atividade temporária se torne algo que você goste tanto, que ela vire um empreendimento lucrativo e sua principal fonte de renda.

8. Cuide da sua saúde mental

Para driblar a ansiedade da busca por recolocação, invista em atividades que melhoram a saúde mental, como meditação, caminhadas ao ar livre ou qualquer exercício físico de sua preferência. 

Alguns outros sintomas podem surgir depois de uma demissão, como desânimo, estresse, crises de pânico etc. Caso isso aconteça, não deixe de procurar atendimento psicológico. Existem muitos Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e faculdades que disponibilizam atendimentos gratuitos.

Como o RH pode ajudar na recolocação

Segundo a última pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em janeiro de 2020, o Brasil tinha 11,9 milhões de desempregados. Já em uma revisão realizada no início de abril, o Santander prevê que o desemprego no país aumentará em 2,5 milhões de pessoas no pico da crise econômica causada pelo Coronavírus. 

Mesmo em um cenário desanimador, para não fechar de vez as portas para os colaboradores que deixam a organização, existem algumas ações que o RH pode realizar para minimizar o impacto negativo que esse momento causa no profissional e nos funcionários que continuam na equipe. Conheça algumas a seguir.

Extensão temporária de benefícios

De acordo com a lei, o colaborador demitido pode continuar com o plano de saúde empresarial, caso ele queira, por um terço do tempo em que ficou na organização. Esse prazo de vigência é limitado a, no mínimo, seis meses e pode se estender até, no máximo, dois anos.

Nesse caso, o ex-colaborador teria que continuar arcando com a mensalidade do plano, porém, algumas empresas, para amparar esse profissional, acabam arcando com essas mensalidades por alguns meses, mostrando que se importa com ele como pessoa. 

Outros exemplos de benefícios que a empresa também pode prorrogar por alguns meses são: vale refeição, vale combustível, auxílio maternidade, entre outros. 

Outplacement

O outplacement é uma estratégia adotada por empresas justamente para diminuir os efeitos negativos de uma demissão. Trata-se de um processo que se inicia mesmo antes do colaborador saber sobre seu desligamento. 

Ainda, é realizado pelo recursos humanos e uma empresa de consultoria especializada na função. Juntos, eles levantam o perfil do colaborador que será desligado para planejar com cuidado os melhores argumentos que serão utilizados no momento da demissão.

Além disso, uma das etapas mais importantes do outplacement consiste na orientação profissional para que o ex-colaborador consiga ser recolocado no mercado de trabalho no menor tempo possível. Algumas das ações desenvolvidas são a reestruturação de currículo, estudo de carreira, atendimento psicológico etc. 

Cartas de recomendação

Mesmo sendo pouco exigida em processos seletivos no Brasil, a carta de recomendação é um complemento do currículo que pode ser um diferencial no momento em que o recrutador avalia o perfil do candidato. 

Mas o ex-colaborador pode se sentir constrangido em pedir esse documento. Por isso, como um bom profissional de RH, disponibilize-se a providenciar a carta de recomendação, que deve ser assinada por um líder ou gestor. Assim, ela terá maior credibilidade na hora do processo seletivo.

Por fim, para quem é profissional de recursos humanos: tenha visão e atitudes estratégicas nessa situação, mas não se esqueça de realizar esse processo de forma humana e transparente. 

Todo colaborador ou profissional de RH, em algum momento, passará por um processo de desligamento. Então, se você foi demitido, tenha em mente que atravessará essa fase focando no quanto pode evoluir com essa experiência, encontrando pontos positivos nesse processo e contribuindo para a sua evolução profissional e pessoal. 

Para tanto, uma das ferramentas de gestão comportamental que pode auxiliar o RH nesse momento é uma conversa estruturada entre ambas as partes. Aproveite para entender melhor sobre a entrevista de desligamento para implementar imediatamente na sua empresa!

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