Flexibilidade no trabalho: quando funciona e quais perfis se adaptam?

Tempo de leitura: 12 minutos

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A flexibilidade no trabalho é uma realidade cada vez mais presente no dia a dia das organizações, principalmente com a chegada da geração Millennial ao mercado. Em alguns casos, os profissionais não precisam mais entrar e sair da empresa em um horário fixo. Eles apenas devem cumprir uma jornada diária para conseguirem entregar as suas tarefas e manter a produtividade da equipe.

Se você tem dúvidas sobre horário de trabalho flexível, se isso funcionaria para a sua empresa e como fazer para que os colaboradores mantenham um bom desempenho mesmo sem rotinas tão fixas, está no lugar certo. Leia este artigo e fique por dentro do assunto!

https://drive.google.com/file/d/1N-Hh7HWo8yWcyp0VtLm5Yk1qenYYebi-/view?usp=sharing

O que é flexibilidade no trabalho?

No dicionário, a palavra flexível é entendida como o fato de tornar maleável tudo aquilo que era rígido. Quando falamos do ambiente empresarial, essa flexibilidade pode ser aplicada em diversas situações, inclusive, na gestão da jornada de trabalho dos colaboradores.

Desse modo, a flexibilidade no trabalho nada mais é que um acordo entre gestores e colaboradores, sobre em que período, onde e como suas funções serão realizadas. 

Isso é possível quando a empresa conta com uma cultura organizacional baseada na confiança. Assim, ela permite que o gestor entregue a responsabilidade pela execução das tarefas nas mãos da equipe, sem precisar impor um horário fixo de trabalho e um monitoramento constante por parte do mesmo.

Quando pensamos no novo profissional do mercado, essa alternativa de atuação tem sido tendência nas organizações. De acordo com a pesquisa “Flexibilidade no Mercado de Trabalho”, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Ibope e publicada em janeiro de 2017, 73% dos brasileiros desejam ter um expediente mais flexível.

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Quais as principais vantagens da flexibilidade no trabalho?

A jornada flexível traz diversos benefícios, tanto para a empresa quanto para os colaboradores. Conheça agora os principais!

Maior satisfação dos colaboradores

A prática do home office, por exemplo, quando o profissional não precisa se preocupar com horários fixos e trânsito, pode aumentar o engajamento com a empresa e a produtividade por ele não querer perder tal benefício.

Além disso, com essa flexibilização, sobra mais tempo para o colaborador cuidar de sua vida privada, o que permite um maior equilíbrio entre sua vida particular e profissional. Assim, ele se sentirá mais satisfeito com a empresa e se dedicará ao máximo por entender que a organização se importa com ele como pessoa. 

Redução de custos

Quando a empresa permite e também oferece as condições físicas adequadas para que o colaborador trabalhe no conforto do seu lar, ela também consegue reduzir vários custos operacionais. Isso porque, não terá gastos com material de escritório, higiene, eletricidade, água, telefone e locomoção, por exemplo. 

Atrai os melhores talentos para a empresa

A partir do momento que a sua empresa adota melhores condições para que os colaboradores realizem as suas tarefas, ela não impacta somente quem está dentro da organização. Ao adotar práticas de flexibilidade, ela também desperta a atenção dos melhores talentos disponíveis no mercado

Isso significa que a sua empresa ganha força e se torna uma marca empregadora desejada. Assim, profissionais de alta performance passam a procurar ativamente a sua organização como um lugar que desejam trabalhar, potencializando sua equipe. 

Ainda, a flexibilidade no trabalho mostra que a sua empresa está ciente das maiores tendências do mercado mundial, o que faz com que você crie um diferencial competitivo diante dos concorrentes. 

Melhora a gestão do tempo

Quando a empresa impõe que um colaborador chegue e deixe a empresa em um determinado horário, ela está sujeita a atrasos e faltas por parte do empregado. Mas se existe a possibilidade de flexibilização das horas, o colaborador consegue gerir melhor seu tempo, estando mais apto a cumprir com o que se comprometeu. 

Ainda, na possibilidade de trabalhar em home office, o colaborador produzirá no momento em que está propenso a isso, focado somente nas suas atividades do trabalho. Assim, ele consegue eliminar preocupações, como: “quem vai buscar o filho na escola”, entre outras situações cotidianas.

Contribui para o equilíbrio e empatia

Trabalhar em home office ou mesmo em horários flexíveis exige disciplina. Esse é um dos principais pontos que assusta muitos gestores e líderes antes de aderir a essa forma de atuar com a sua equipe. Logo, para que o trabalho flexível funcione, é fundamental que haja equilíbrio e empatia de ambas as partes. 

Quando todo o time está disposto a ouvir o outro e a colaborar com os desafios do trabalho flexível, seja tirando dúvidas dos colegas de equipe por chats ou entendendo que a internet de casa não é tão estável quanto a da empresa, os melhores resultados acabam vindo.

Flexibilidade no trabalho: a minha empresa pode adotar?

Cada empresa tem suas particularidades. Assim, a flexibilidade no trabalho não é uma possibilidade para todas as empresas, equipes e pessoas. Então, entenda quais pontos você deve analisar antes de tomar qualquer atitude no seu negócio. 

Entenda a organização do trabalho atual

Se a sua organização comunicou aos clientes que terá atendentes disponíveis para solucionar problemas técnicos das 8h às 19h, por exemplo, é importante que os colaboradores responsáveis por essa função tenham um horário de entrada e saída fixo em uma escala de trabalho que atenda todo esse período.

Conheça o perfil comportamental de cada colaborador

Mesmo em atividades que permitam uma maior flexibilidade no trabalho, pode ser que um profissional não se adapte a esse tipo de expediente. E isso pode estar muito relacionado às suas tendências de comportamento. 

Nesse caso, uma pessoa com um perfil mais dinâmico, por exemplo, pode se dar bem com esse tipo de jornada. Já para alguém com um perfil que trabalha melhor com rotinas bem definidas, essa pode não ser uma boa opção.

Consulte sua equipe

Se você está pensando em levar a ideia da flexibilidade no trabalho para a sua empresa, existe uma série de pontos para serem analisados antes. Primeiro, é importante entender qual é a opinião dos colaboradores, se essa será uma ideia bem recebida. Para isso, você pode aplicar uma pesquisa. 

Pense na seguinte situação: para manter um bom índice de produtividade, os colaboradores precisam trabalhar oito horas por dia, independente do horário de entrada e saída. Nesse caso, é importante garantir que essa jornada seja cumprida mesmo com a flexibilidade no trabalho, certo? 

Afinal, é fundamental que a organização esteja em contato com os seus colaboradores e entenda as suas necessidades, mas o comprometimento com os seus resultados também indispensável.

Com os dados da pesquisa em mãos, fica mais fácil trocar informações, ter feedbacks, opiniões e, até mesmo, obter as melhores soluções para problemas operacionais. Ainda, ao se abrir para o diálogo, você também abre portas para um maior engajamento dos colaboradores para com a organização. 

Crie diretrizes claras e monitore os resultados

No caso da implementação de horários mais flexíveis nessa empresa, por exemplo, alguns pontos importantes para pensar sobre a sua viabilização seriam: é preciso fazer um controle das horas trabalhadas por dia? Se sim, quais ferramentas são necessárias para isso? É possível adotá-las na organização?

É claro que essa análise é diferente para cada empresa, a depender do modo de organização, das necessidades, dos objetivos e até mesmo da cultura empresarial. Por isso, pense na situação atual do negócio, o que é preciso para implementar a flexibilidade no trabalho e se o negócio está preparado para essa mudança.

Além disso, é fundamental criar indicadores e métricas para medir esses resultados com base em dados sólidos. Caso perceba que algo não está dando certo, revise sua rota e organize novamente o time, de acordo com os resultados obtidos.

Crie soluções criativas para cada equipe

Outro ponto a se analisar é quais equipes podem ter horários mais flexíveis. Como já citamos, alguns times atuam em contato constante com os clientes e isso pode limitar a possibilidade de mudança na rotina de trabalho.

Nesse âmbito, a criatividade pode ser peça-chave para encontrar as melhores alternativas. Depois de ter consultado sua equipe sobre quem prefere trabalhar em home office e/ou com jornadas flexíveis, é possível remanejar os colaboradores de acordo com seus desejos e as necessidades da empresa. 

Aqui, você pode acabar descobrindo que o trabalho em um coworking é uma ótima alternativa para o seu time.

Por fim, após estudar o cenário atual da sua empresa e entender se é possível permitir que os colaboradores decidam os próprios horários de entrada e saída, é hora de conhecer o perfil comportamental das equipes. Afinal, essa é a sua principal ferramenta para entender se a adoção da flexibilidade no trabalho trará bons resultados ou não!

Perfil comportamental: qual é a relação com a flexibilidade no trabalho?

Como já mencionado, a adaptação ou não de uma pessoa à flexibilidade no trabalho está muito associada às suas tendências comportamentais. Logo, para entender melhor, você precisa conhecer qual é o perfil de cada colaborador. Existem quatro: comunicador, executor, planejador e analista. Cada um deles tem uma série de características que nos apontam a forma como as pessoas reagem a diferentes situações.

Para tanto, temos características dos quatro perfis comportamentais. Mas alguns deles se sobressaem, possibilitando que a Gestão de Pessoas seja mais assertiva. Quer um exemplo?

As pessoas que apresentam os perfis comunicador e executor como predominantes são mais dinâmicas e têm facilidade com mudanças. Para elas, a flexibilidade no trabalho é algo que poderia trazer engajamento, motivação e melhores resultados.

Já no caso dos planejadores e analistas, pode ser que a adaptação não seja tão simples e nem tão vantajosa. Afinal, esses são perfis que se adéquam mais a rotinas e horários fixos de entrada e saída, pois isso os ajuda no processo de trabalho e na realização das atividades.

Por isso, é fundamental conhecer o perfil comportamental predominante de cada equipe e colaborador antes de colocar a flexibilidade no trabalho em prática. Ainda, é um passo importante para você saber se essa mudança será bem-sucedida ou não.

A tecnologia como aliada

Sendo assim, para que você tenha um conhecimento profundo sobre cada colaborador, conte com um software de RH que realize o mapeamento de perfil comportamental. 

Ao coletar e analisar corretamente esses dados, você, como membro do RH, consegue ser mais assertivo em criar ações e estratégias de engajamento para que o seu time conquiste uma alta performance mesmo em um modelo de trabalho que demanda maior autonomia.

Além disso, é importante ressaltar que, conhecer o perfil comportamental de cada colaborador é necessário não só nessa situação, mas também se mostra um diferencial no mercado, o que deixará sua gestão de talentos mais eficaz. 

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Modelos de aplicação: quais são as possibilidades para a empresa?

Se você analisou bem e percebeu que a flexibilidade no trabalho é uma boa opção para a sua organização, então é hora de entender a melhor forma de aplicá-la na empresa. Existem três modelos de horário:

  • fixo variável: nesse caso, a empresa propõe diversos turnos de trabalho possíveis e o colaborador precisa escolher entre um deles;
  • variável: aqui é o colaborador quem decidirá o seu horário de entrada e saída na empresa, mas precisa cumpri-lo todos os dias;
  • livre: nessa opção, o colaborador escolhe livremente o horário em que vai trabalhar, mas precisa cumprir a carga horária atribuída pela empresa para o dia ou para a semana. Logo, é o modelo em que não existem horários de entrada e saída fixos.

Escolher um desses modelos de aplicação é o primeiro passo para adotar a flexibilidade no trabalho. Porém, além dos pontos que já citados, estar sempre alinhado com as lideranças é uma ótima forma de entender os colaboradores e decidir se a flexibilização é viável para aquela equipe ou não. 

Mas ter uma rotina adaptável não precisa ser uma regra para toda a empresa, alguns times podem adotá-la e outros não, dependendo do tipo de trabalho realizado e do perfil comportamental dos colaboradores.

Logo, se quer implantar a flexibilidade no trabalho na sua empresa, lembre-se das dicas que apresentamos aqui. Certamente, elas auxiliarão nessa tarefa e, principalmente, contribuirão para que seus colaboradores consigam se adaptar a essas mudanças em suas rotinas.

Agora que você já sabe como dar o pontapé inicial para aplicar a flexibilização de horários em sua empresa e entende que isso é uma das tendências do setor, confira outras para aplicar agora mesmo!

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Ana
Ana
2 anos atrás

Muito obrigada pelo artigo! De fato uma flexibilidade no trabalho ajuda muito – Voce sente se mais aliviado e seguro no trabalho, mas existe o risco que isso gerará uma grande bagunça na sua vida profissional..Acho que melhor ter um apoio – por exemplo as ferramentas digitais como kanbantool.com. Kanban pode dividir o seu dia do trabalho, controlando cada tarefa na sua agenda – graças a essa influência o dia torna se mais produtivo e alinhado