Flexibilidade no trabalho: quando funciona e quais perfis se adaptam?

Tempo de leitura: 6 minutos

O horário de trabalho flexível é uma realidade cada vez mais presente no dia a dia das empresas atualmente, principalmente com a chegada da geração Millennial ao mercado. Em alguns casos, os profissionais não precisam mais entrar e sair da organização todos os dias na mesma hora. Eles apenas precisam cumprir uma jornada diária para conseguirem entregar as suas tarefas e manter a produtividade da equipe.

Se você tem dúvidas sobre a flexibilidade no trabalho, se ela funcionaria para a sua empresa e como fazer para que os colaboradores mantenham um bom desempenho mesmo sem rotinas tão fixas, está no lugar certo. Leia o artigo de hoje para ficar por dentro do assunto!

Flexibilidade no trabalho: a minha empresa pode adotar?

De acordo com a pesquisa “Flexibilidade no Mercado de Trabalho”, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Ibope e publicada em janeiro de 2017, 73% dos brasileiros desejam ter um expediente mais flexível.

https://drive.google.com/file/d/1N-Hh7HWo8yWcyp0VtLm5Yk1qenYYebi-/view?usp=sharing

Mas é claro que essa não é uma possibilidade para todas as empresas, equipes e pessoas. Se a sua organização comunicou aos clientes que terá atendentes disponíveis para solucionar problemas técnicos das 8h às 19h, por exemplo, é importante que os colaboradores responsáveis por essa função tenham um horário de entrada e saída fixo em uma escala de trabalho que atenda a todo esse período.

Por outro lado, mesmo em atividades que permitam uma maior flexibilidade no trabalho pode ser que um profissional não se adapte a esse tipo de expediente. E isso pode estar muito relacionado às suas tendências de comportamento. Uma pessoa com um perfil mais dinâmico, por exemplo, pode se dar bem com esse tipo de jornada. Já para alguém com um perfil que trabalha melhor com rotinas bem definidas, essa pode não ser uma boa opção.

Por isso, se você está pensando em levar a ideia da flexibilidade no trabalho para a sua empresa, existe uma série de pontos para serem analisados antes. Primeiro, é importante entender qual é a opinião dos colaboradores, se essa será uma ideia bem recebida. E para isso você pode aplicar uma pesquisa. Outro ponto fundamental é saber se a sua organização está preparada para isso.

Pense na seguinte situação: para manter um bom índice de produtividade, os colaboradores precisam trabalhar oito horas por dia em uma empresa, independente do horário de entrada e saída. Nesse caso, é importante garantir que essa jornada seja cumprida mesmo com a flexibilidade no trabalho, certo? Afinal, é fundamental que a organização esteja em contato com os seus colaboradores e entenda as suas necessidades, mas o comprometimento com os seus resultados também indispensável.

No caso da implementação de horários mais flexíveis nessa empresa, por exemplo, alguns pontos importantes para pensar sobre a sua viabilização seriam: é preciso fazer um controle das horas trabalhadas por dia? Se sim, quais ferramentas são necessárias para isso? É possível adotá-las na organização?

É claro que essa análise é diferente para cada empresa, dependendo do modo de organização, das necessidades, dos objetivos e até mesmo da cultura empresarial. Por isso, pense na situação atual do negócio, o que é necessário para implementar a flexibilidade no trabalho e se a empresa está preparada para essa mudança.

Outro ponto a se analisar é quais equipes podem ter horários mais flexíveis. Como já citamos, alguns times podem trabalhar em contato constante com os clientes, por exemplo, e isso limitar a possibilidade de mudança na rotina de trabalho.

Por fim, se você estudou o cenário atual da sua empresa e entendeu que é possível permitir que os colaboradores decidam os próprios horários de entrada e saída, é hora de conhecer o perfil comportamental das equipes. Afinal, essa é a sua principal ferramenta para entender se a adoção da flexibilidade no trabalho trará bons resultados ou não!

Perfil comportamental: qual é a relação com a flexibilidade no trabalho?

Como nós falamos rapidamente, a adaptação ou não de uma pessoa à flexibilidade no trabalho está muito associada às suas tendências comportamentais. E para entender melhor isso, você precisa conhecer qual é o perfil dessa pessoa. Existem quatro: comunicador, executor, planejador e analista. Cada um deles possui uma série de características que nos apontam a forma como as pessoas reagem a diferentes situações.

Todos nós possuímos características dos quatro perfis comportamentais. Mas alguns deles se sobressaem, possibilitando que a Gestão de Pessoas seja mais assertiva. Quer um exemplo?

As pessoas que apresentam os perfis comunicador e executor como predominantes, por exemplo, são mais dinâmicas e possuem facilidade com mudanças. Para elas, a flexibilidade no trabalho é algo que poderia trazer engajamento, motivação e melhores resultados.

Já no caso dos planejadores e analistas, pode ser que a adaptação não seja tão simples e nem tão vantajosa. Afinal, esses são perfis que se adequam mais a rotinas e ter horários fixos de entrada e saída pode ajudá-los no processo de trabalho e na realização das atividades.

Por isso é fundamental conhecer o perfil comportamental predominante em cada equipe e colaborador antes de aplicar a flexibilidade no trabalho na prática. É um passo importante para você saber se essa mudança será bem-sucedida ou não.

Modelos de aplicação: quais são as possibilidades para a empresa?

Se você analisou bem e percebeu que a flexibilidade no trabalho é uma boa opção para a sua organização, então é hora de entender a melhor forma de levá-la para a empresa. Existem três modelos de horário:

  • fixo variável: nesse caso, a empresa propõe diversos turnos de trabalho possíveis e o colaborador precisa escolher entre um deles.
  • variável: aqui é o colaborador quem vai decidir o seu horário de entrada e saída na empresa, mas precisa cumpri-lo todos os dias;
  • livre: nessa opção, o colaborador escolhe livremente o horário em que vai trabalhar, mas precisa cumprir a carga horária atribuída pela empresa para o dia ou para a semana. Ou seja, é o modelo em que não existem horários de entrada e saída fixos.

Além dos pontos que já citamos, estar sempre alinhado com as lideranças é uma ótima forma de entender os colaboradores e decidir se a flexibilidade no trabalho é viável para aquela equipe ou não. Ter uma rotina adaptável não precisa ser uma regra para toda a empresa, alguns times podem adotá-la e outros não, dependendo do tipo de trabalho realizado e do perfil comportamental dos colaboradores.

Agora que você já sabe como dar o pontapé inicial para aplicar a flexibilidade no trabalho em sua empresa, temos mais dicas para você inovar e atender cada vez mais às novas gerações. Preparamos um Guia completo para recrutamento, seleção e gestão de Millennials. É só clicar aqui e baixar gratuitamente!


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Ana

Muito obrigada pelo artigo! De fato uma flexibilidade no trabalho ajuda muito – Voce sente se mais aliviado e seguro no trabalho, mas existe o risco que isso gerará uma grande bagunça na sua vida profissional..Acho que melhor ter um apoio – por exemplo as ferramentas digitais como kanbantool.com. Kanban pode dividir o seu dia do trabalho, controlando cada tarefa na sua agenda – graças a essa influência o dia torna se mais produtivo e alinhado