Quais os 4 cuidados na hora de dar feedback para analistas?

Tempo de leitura: 5 minutos

Para conseguir motivar e engajar os colaboradores é fundamental falar sobre o desempenho diário. A interação entre gestores e geridos é uma maneira de manter aberta a comunicação e a troca, mas é essencial considerar o perfil comportamental de cada pessoa para melhor abordagem. Dar feedback para analistas, por exemplo, exige alguns cuidados.

Pessoas com o perfil comportamental analista tendem a serem críticos, não apenas com os colegas de trabalho, mas também consigo. Por isso, abordá-los para falar sobre uma situação de problema — ou até mesmo dar elogios — requer atenção com as palavras e os dados a serem apresentados.

Analistas se cobram muito e, consequentemente, podem sofrer mais com situações negativas se comparados a outros perfis. Continue a leitura e entenda a melhor maneira de fazer um feedback para analistas.

1. Considere o principal valor do analista

Um dos principais valores dos analistas é a qualidade. Eles atuam sempre preocupados em garantir o máximo de potencial, arquitetando e projetando para que todas as tarefas sejam cumpridas com êxito e alta performance.

https://drive.google.com/file/d/1N-Hh7HWo8yWcyp0VtLm5Yk1qenYYebi-/view?usp=sharing

Normalmente, os profissionais com esse perfil pensam duas ou três vezes nas possibilidades e nos riscos que podem acontecer durante a execução de alguma tarefa. Muitas análises são realizadas exatamente para evitar riscos e perda de qualidade no processo.

Por isso, em caso de feedback negativos, a gestão precisa ter consciência que estará abordando um pilar principal no cotidiano de trabalho da pessoa analista: a qualidade. Naturalmente, o colaborador ficará impactado e chateado com a conversa.

A abordagem, nesse caso, precisa ser bem empática. É muito provável que o profissional já esteja se responsabilizando por conta do equívoco e da falta de qualidade, portanto, a gestão precisa ser cuidadosa para não apenas reforçar os sentimentos negativos.

2. Tenha embasamento na abordagem

Um problema recorrente na abordagem com os analistas é desconsiderar as diferenças comportamentais entre os perfis. O Brasil é um país majoritariamente formado por comunicadores, conforme o Sólides Report 2019

Comunicadores tendem a serem mais extrovertidos e informais, tomando atitudes por meio da intuição. São atitudes comportamentais extremamente opostas ao dos analistas, o que pode gerar ruídos e dificuldades no momento de dar um feedback.

Para dar um retorno aos colaboradores — seja positivo ou negativo — é fundamental ter embasamento. Agir pela intuição e percepção do ambiente não é o suficiente para mostrar aos analistas pontos de melhorias ou erros em processos.   

Para fazer o seu trabalho, é possível que o analista tenha estudado, realizado um projeto piloto, testado, considerado todas as possibilidades de falha e notificado a gestão sobre as potenciais falhas. Por isso, não trazer números ou gráficos que mostrem o impacto gerado a partir de um erro causado pelo analista fará com que o feedback perca valor.

3. Seja “pé no chão” no momento da conversa

Para conversar com os analistas é importante considerar que, antes mesmo de ter acontecido um problema ou uma falha, houve muito estudo e dedicação do profissional. Por isso, dar feedbacks sobre esse ponto pede que o gestor considere todo o histórico.

É possível que, em muitos casos, a gestão não estejam tão por dentro dos processos como o analista (independente do cargo). Isso porque esse perfil busca sempre estudar e analisar todas as possibilidades existentes. 

Colocar-se à disposição para ajudar em qualquer processo é essencial. Analistas gostam de sua autonomia, mas percebem a disponibilidade dos gestores como um ato de humildade e companheirismo. 

Analistas são extremamente críticos com as pessoas e consigo, sendo um fardo pesado para carregar. Todos os dias eles pensam que não fizeram o suficiente ou poderiam melhorar algum ponto do trabalho. Por isso, contar com a parceria da gestão é uma maneira de dividir esse “peso”.

É essencial, portanto, chegar devagar. Não coloque a mão no processo do colaborador sem saber todas as etapas do mesmo. Pergunte, peça para que ele conte o que acontece, tenha atenção ao que a pessoa está falando. Mostre para o profissional que você deseja conhecer mais sobre o cotidiano dele para entender a origem do problema.

Geralmente, os analistas já previram a possibilidade de acontecer algo errado, mas os outros perfis podem não ouvir, visto que dentre os quatro perfis, eles são entendidos como pessimistas. 

Na hora de dar o feedback, provavelmente o analista trará o contraponto de que já havia falado sobre os potenciais problemas. Nesse momento, o melhor a fazer é não discutir e ouvir o colaborador.

4. Crie uma solução que respeite a individualidade

Esse perfil denotam pessoas, geralmente, individualistas. Neste sentido, é importante finalizar o feedback para analistas com a sugestão de uma tecnologia ou alteração no processo, sempre oferecendo ajuda.

O analista é sensível às críticas, por isso, é importante ter cuidado com a forma que falará. Geralmente, sentem muito mais as coisas porque enxergam com mais detalhes. A escolha de palavras é, portanto, um cuidado especial.

Apontar os pontos negativos para um analista é complicado, mas o feedback positivo também é desafiador. Por se cobrarem demais, os analistas não estão acostumados a olharem para o seu trabalho com positividade. Logo, receber elogios é complicado.

O feedback é uma ferramenta para equilibrar essa sensação dos analistas, mostrando que é possível melhorar o desempenho contando com auxílio de tecnologia ou alteração nos processos.

O embasamento em dados e estatísticas é tão importante no feedback negativo, como no positivo. O feedback pode auxiliar no desenvolvimento do analista, mas precisa estar pautado em dados. Além disso, apresentar informações estatísticas ajuda a evidenciar os pontos fortes e os a serem melhorados.

A gestão precisa entender que o momento de feedback para analistas é mais do que realizar uma avaliação de desempenho. É oferecer opções para que ele se desenvolva autonomamente cada vez mais.

Agora que você entendeu como abordar feedback para analistas, veja como trabalhar essa conversa com os executores!


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