50 erros de português que devem ser excluídos do seu contato com candidatos e funcionários

Tempo de leitura: 21 minutos

O seu time de recrutadores comete muitos erros de português na comunicação com os candidatos? Já pensou no impacto negativo que isso pode causar na imagem que os profissionais constroem sobre a empresa logo nos primeiros contatos?

O cuidado com o uso correto da língua portuguesa no processo seletivo é fundamental para manter os talentos mais qualificados do mercado interessados nas vagas. Pensando nisso, listamos os 50 erros de português mais comuns para você excluir de uma vez por todas da sua comunicação. Confira!

O uso correto dos temidos “porquês”

Vamos começar nossa jornada com 4 palavras que muita gente tem dúvidas na hora de escrevê-las, que são os porquês. Veja quando utilizar cada um deles.

1. Porque

“Porque”, escrito junto e sem acento indica que algo será explicado na sequência da frase, por isso, ele vem sempre no início da sentença. Um momento no qual ele é bastante usado é na hora de dar um feedback para os candidatos, seja positivo ou negativo, como no exemplo abaixo:

https://drive.google.com/file/d/1N-Hh7HWo8yWcyp0VtLm5Yk1qenYYebi-/view?usp=sharing

  • Infelizmente, não daremos prosseguimento ao seu processo porque outro candidato apresentou melhores resultados nos testes práticos.

2. Porquê

O “porquê”, junto e acentuado é um substantivo. Uma dica bem simples para não errar é identificar a presença ou a possibilidade de incluir um artigo antes dele, por exemplo:

  • Você sabe o porquê do processo ter sido interrompido?

3. Por que

“Por que”, separado e sem acento indica que algo será indagado na sequência da frase, sendo usado logo no início. Veja:

  • Por que o processo seletivo foi interrompido?

4. Por quê

Por fim, “por quê”, separado e com acento, cumpre a mesma função do “por que”, mas é usado no final da sentença. Dessa forma, indica que algo está sendo questionado acerca do que foi dito imediatamente antes. Como neste diálogo:

  • Mãe, vou precisar da sua ajuda para comprar roupas novas.
  • Por quê? — responde a mãe.
  • Começo a trabalhar na segunda e minhas roupas estão velhas.

Onde usar ou não a vírgula

Entre todos os elementos de pontuação, a vírgula é o que mais gera dúvidas em sua colocação. Um dos erros mais comuns é pensar que ela representa os momentos de “pausa para respirar” na leitura. Na verdade, não é bem assim. 

Sendo assim, é importante compreender suas funções principais para saber onde ela deve aparecer e, a partir disso, identificar onde não deve. 

5. Marcação de pausas e inflexões da voz na leitura

A primeira função da vírgula é a de marcar pausas e indicar mudanças de voz na leitura, chamadas de inflexões. Em outras palavras, é como a troca de marchas na direção de um carro, quando podemos perceber uma mudança na forma como o motor se comporta. 

Nesse sentido, a aplicação da vírgula deve ser feita quando houver:

  • uma enumeração de itens (maçã, banana, laranja e melancia);
  • um aposto (Maria, chefe do setor, pronunciou-se em seguida);
  • um vocativo (pode pegar uma maçã para mim, Henrique?).

6. Destacar ou isolar termos e expressões

A segunda função da vírgula é a de destacar ou de isolar determinados termos ou expressões. Alguns exemplos:

  • antes de orações conclusivas ou explicativas (não trouxe o guarda-chuva, pois achei que não fosse chover);
  • antes de orações adversativas (pensei em ir à aula, mas estava chovendo);
  • isolando termos deslocados na oração (como lhe disse, Verônica, eu fui à aula).

7. Evitar a ambiguidade na interpretação

Por fim, uma terceira função importante da vírgula é evitar a ambiguidade na interpretação de um texto. Veja a diferença nas duas respostas para a pergunta “você está disponível para uma reunião amanhã?”:

  • olhei em minha agenda e não tenho compromisso;
  • olhei em minha agenda e não, tenho compromisso.

8. Nunca use vírgula entre sujeito e predicado

Salvo em casos em que o uso da vírgula resolve uma possível ambiguidade, como na frase “quem quiser, peça”, na qual o verbo “peça” pode ser confundido com o substantivo “peça”, não se deve separar o sujeito de seu predicado, por exemplo:

  • quem avisa amigo é.

9. Nem na expressão “tanto… quanto”

A expressão “tanto (alguma coisa) quanto (outra coisa)” é praticamente uma pegadinha da vírgula, já que outras tantas com a mesma estrutura pedem o seu uso. Mas não se engane! A forma correta de escrevê-la é:

  • tanto Eduardo quanto Mônica moravam em Brasília.

Acentuação

Nem todo mundo está familiarizado com as regras de acentuação da gramática portuguesa, principalmente depois que algumas delas foram alteradas no Acordo Ortográfico de 2009. Separamos 3 dessas regras que costumam ocasionar boa parte dos erros de português na comunicação empresarial.

10. Crase

A crase é um acento que indica a contração da preposição “a” com o artigo “a” ou com a letra “a” das palavras “aquilo”, “aquele” e “aquela”. Dessa forma, não existe crase antes de verbo ou de palavras no masculino. O que determina a presença ou não do acento é a regência do termo ao qual se refere e a necessidade ou não do uso do artigo “a”. Veja:

  • fui à padaria (quem vai, vai à algum lugar).

Uma observação importante: locuções formadas por palavras no feminino são acentuadas, tais como “à vista, à moda, à paisana”. Inclusive, utiliza-se a crase em casos que a expressão “à moda de” estiver subjetiva, como em “comi um bacalhau à Gomes de Sá”.

11. Paroxítonas em “oi” e “ei”

Trata-se de uma das regras que foram alteradas pelo acordo ortográfico. Aqui, palavras paroxítonas, cuja sílaba tônica é a penúltima, com ditongo em “oi” e “ei” perderam a acentuação. É o caso de “ideia”, “plateia” e “joia”. Tem até uma frase que brinca com o assunto e ajuda a lembrar da nova regra: “depois da reforma ortográfica, a plateia não tem mais acento” (lembrando que “assento”, o lugar para se sentar, é escrito com “ss”).

12. Proparoxítonas

Por fim, temos a regra mais fácil sobre a acentuação gráfica. Todas as palavras proparoxítonas são acentuadas, inclusive a própria palavra “proparoxítona”. Veja outros exemplos:

  • protótipo;
  • íntegro;
  • álibi (sem “h”);
  • histórico.
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Grafia correta de algumas palavras muito usadas

Ao longo do processo de recrutamento e seleção, certamente, haverá troca de e-mails com os candidatos. Por isso, toda atenção é bem-vinda para que as palavras sejam escritas da maneira correta, evitando mal-entendidos e uma visão negativa da empresa. Listamos os erros de português mais comuns na grafia das palavras, acompanhe.

13. Mal e mau

A forma mais simples de distinguir as duas palavras é se basear em seus opostos. “Mal” é o oposto de “bem” e “mau” é o oposto de “bom”. Tem quem associe a semelhança entre as letras “l” e “e” da primeira dupla e a proximidade sonora entre “u” e “o” da segunda, para fixar ainda mais a diferença. Veja alguns exemplos:

  • eu fui mal (bem) na prova;
  • meu desempenho na prova não foi nada mau (bom).

14. Mas e mais

Essa é uma confusão que vem da oralidade. Estamos acostumados a falar e ouvir as pessoas usando o “mais” em todas as ocasiões e isso acaba aumentando a dúvida na hora de escrever. O “mas” dá a ideia de contrariedade e pode ser substituído pelo “porém”. Já o “mais” dá a ideia de acréscimo e, coincidência ou não, tem uma letra a mais. Aplicados em uma frase ficam assim:

  • eu queria mais um pedaço de bolo, mas tenho que controlar minha glicose.

15. Há e a 

“Há” vem do verbo “haver”. Já “a” pode ser um artigo ou uma preposição. Quando nos referimos a um tempo passado ou ao sentido de “existir”, o correto é utilizar o “há”, mas quando é uma relação de distância física ou temporal, usamos a preposição “a”, como em:

  • a última vez que fui à minha cidade foi 30 anos;
  • estamos a 10 minutos do nosso destino;
  • qualquer coisa de estranho naquele cara.

16. Haja e aja

A palavra “haja” é mais uma derivação do verbo “haver” e é sinônima de “exista”, já a palavra “aja” vem do verbo “agir” e segue o mesmo sentido de “faça”. Apesar de serem homófonas (terem o mesmo som), a aplicação em frases é bem distinta, confira:

  • haja paciência para aguentar essa ladainha;
  • espero que Luiz aja com decência neste caso.

17. Haver e a ver

Mais uma do verbo “haver”, dessa vez com sua homófona direta. No caso da expressão “a ver”, o sentido é ter algo em comum ou alguma afinidade. Acompanhe:

  • deve haver algum engano;
  • o gosto do frango não tem nada a ver com o gosto do peixe.

18. Meia

A palavra “meia” só pode ser aplicada em dois sentidos. O primeiro é como substantivo, a meia que usamos nos pés. O segundo é como sinônimo de metade ao se referir a palavras no feminino. Nas demais situações, o correto é utilizar “meio”. Veja os exemplos:

  • você quer meia laranja?
  • perdi um pé da meia.
  • Ana disse que está meio sonolenta.

Observação importante: no caso de “meio dia e meia”, o “meia” se refere à metade da hora, que está implícita na frase.

19. A gente e agente

Separado, “a gente” é um grupo de pessoas e, junto, “agente” se refere a uma posição, um cargo ou uma pessoa que age em algo. Uma dica é pensar que “agente” é uma palavra só, que representa uma pessoa só, enquanto “a gente” é uma expressão que representa mais de uma pessoa. Veja a diferença nas frases:

  • a gente estava bem perto de ganhar o prêmio;
  • o agente de saúde notificou o vizinho.

20. Senão e se não

Esses dois termos são um pouco mais difíceis de identificar simplesmente pelo significado, já que ambos exercem algum tipo de negação ou contrariedade. Assim, a forma mais fácil é tentar inserir alguma palavra entre o “se” e o “não”, algo que só é possível na grafia separada. Os exemplos abaixo ajudam a compreender melhor esse macete:

  • se (nós) não sairmos cedo, pegaremos trânsito na estrada;
  • vamos sair agora, senão pegamos trânsito na estrada.

21. Afim e a fim

“A fim” é a junção de “a”, preposição, e “fim”, finalidade, enquanto “afim” é algo que tem alguma afinidade. Nesse caso, para saber qual usar, basta prestar atenção ao sentido da frase, por exemplo:

  • estou fazendo aulas de inglês, a fim de melhorar meu currículo;
  • Carla disse que está afim de ir à praia este ano.

22. Perca e perda

Duas palavrinhas que são fáceis de distinguir, já que “perca” é verbo e “perda” é substantivo. Logo, basta verificar se tem ou se dá para inserir um artigo (a, uma), se sim, o certo é “perda”. Veja:

  • espero que meu marido não perca as chaves de casa;
  • a perda das chaves de casa gerou um grande transtorno.

23. De encontro a e ao encontro de

Essas suas expressões demandam um certo cuidado, pois elas têm sentidos opostos. O uso incorreto pode gerar um grande desentendimento. “De encontro a” é algo que não está alinhado, que “bate de frente” com outra coisa. Já o “ao encontro de” é algo que está em acordo com outra coisa. Entenda melhor nas frases:

  • roubar ia de encontro aos valores de João, por isso ele declinou da proposta;
  • a proposta de dinheiro extra foi ao encontro do que João precisava, então ele aceitou com grande alegria.

24. Viagem e viajem

Mais um caso de substantivo versus verbo, que pode ser resolvido com a ajuda de um artigo:

  • a empresa precisa que os colaboradores viajem periodicamente;
  • estou em uma viagem a trabalho.

25. Hora e ora

A palavra “hora” é bastante comum e dispensa explicações. Já “ora”, além de existir, pode ser encontrada em várias circunstâncias distintas. A primeira, vindo do verbo “orar”, sinônimo de “rezar”. As demais, em expressões do nosso cotidiano, como em:

  • ora, ora, olha quem está aqui!
  • ora você diz que está bem, ora diz que está mal, precisa se decidir!
  • por ora, estou satisfeito com meu emprego.

26. Iminente

“Eminente” é uma palavra que existe, mas que expressa importância e não é muito utilizada no vocabulário do cotidiano. Em contrapartida, “iminente”, que tem o sentido de “urgente” é mais usado e deve ser grafado com “i”:

  • após o temporal, o barranco ficou em risco iminente de desabar.

27. Vem, vêm e veem

Nestas 3 palavras, temos dois verbos em conjugações distintas que acabam causando certa confusão pela proximidade de sons entre eles. “Vem” e “Vêm” são derivados do verbo “vir” sendo a primeira palavra a terceira pessoa do singular e a segunda a terceira pessoa do plural. Já “veem”, vem do verbo “ver”, na terceira pessoa do plural. 

A aplicação de cada uma delas fica da seguinte forma:

  • na próxima semana o Carlos vem para ajudar;
  • na próxima semana o Carlos e a Rita vêm para ajudar;
  • Carlos e Rita veem que precisamos de ajuda.

28. Trás e traz

“Trás” é aquilo que se encontra na parte posterior e “traz” vem do verbo “trazer”. A maneira mais simples de saber qual grafia usar é verificar o sentido da frase:

  • gosto quando minha avó traz doce caseiro para mim;
  • dessa vez, minha avó esqueceu o doce para trás.
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Concordâncias e regências que geram dúvidas

Quem trabalha no setor de Recursos Humanos não precisa ser um especialista em gramática, mas tem alguns erros que envolvem concordância e regência que devem ser evitados para manter uma boa imagem da empresa. Veja os principais.

29. Onde, aonde e de onde

“Onde” se refere ao local, “aonde” indica movimento e “de onde” indica uma origem. Acompanhe:

  • Onde você estava?
  • Aonde você está indo?
  • De onde você veio?

30. Mantém e mantêm

Ambas são variações do verbo “manter”, sendo que “mantém” está na terceira pessoa do singular e “mantêm” na terceira pessoa do plural. Veja:

  • Carlos mantém suas contas em dia.
  • Os empregados mantêm a casa impecável.

31. Um dos

O uso da expressão “um dos” ou “uma das” gera muita dúvida na concordância, mas é bem simples — o verbo vai para o plural:

  • Roberto foi um dos candidatos que mais se destacaram no teste técnico.

32. Acarretar

“Acarretar” é um verbo transitivo direto e indireto, e a principal confusão está em sua regência. Em lugar da preposição “em”, o correto é não usar preposição no primeiro complemento e utilizar “a” no segundo, caso seja necessário. Acompanhe:

  • A crise acarretou redução de vagas [à empresa].

33. Cujo

A concordância da palavra “cujo” não é tão complicada, basta se atentar ao elemento ao qual ele se refere, como abaixo:

  • O candidato, cuja mão suava, estava bastante nervoso.
  • A empresa tem uma vaga, cujos requisitos são mais rigorosos.

34. Este e esse / isto e isso

Essas palavrinhas são mesmo confusas, mas não são impossíveis de acertá-las. “Este” e “isto” são usados para o que está próximo: “este aqui”, “isto aqui”. Já “esse” e “isso” é para algo mais distante, “esse ali”, “isso ali”. Veja os exemplos:

  • Este ano de 2020 vai entrar para a história.
  • Isso ali, ao lado da mesa, é seu?

35. Mim, me e eu

Essas são três formas de se referir a si mesmo, mas que cumprem funções diferentes na oração. A única das opções que executa alguma ação, ou seja, que exerce a função de sujeito é o “eu”. Os outros dois são objetos, sendo que o “mim” demanda preposição e o “me” não. Entenda como funciona, nas frases abaixo:

  • Luiz entregará os testes para eu revisar.
  • Luiz entregará os testes para mim.
  • Luiz me pediu para revisar os testes.

36. Você e te

A confusão no uso do “você” para se referir à segunda pessoa no lugar de “tu” se dá por uma questão da oralidade. Contudo, “você” é um pronome de tratamento, por isso, concorda com a 3ª pessoa, ou seja, “lhe”. Veja:

  • Eu lhe falei isso ontem! (Falei a você)

37. De ele

Algumas pessoas acham estranho mais o “de ele” ao invés de “dele” tem uma função importante e deve ser usado quando o “ele” for sujeito de um verbo no infinitivo. Como em:

  • O fato de ele querer mostrar mais do que sabia o eliminou do processo.

Palavras que parecem, mas não são sinônimas

Mais um grupo de palavras que merecem bastante atenção, pois parecem significar a mesma coisa, porém têm aplicações distintas. Confira como evitar esses erros.

38. Propício e propenso

“Propício” é algo que tem os elementos necessários para que aconteça, já o “propenso” é algo que apresenta uma tendência a acontecer. Veja a diferença:

  • O tempo amanheceu ameno, propício para um piquenique.
  • Nuvens escuras estão se formando, está propenso a chover.

39. Através de, por meio de

“Através de” se refere a algo que atravessa ou é atravessado, já o “por meio de” está ligado à ideia de intermédio. Um erro muito comum é usar o “através de” em ambas as situações, como abaixo:

  • Conseguimos muitas doações por meio do financiamento coletivo. (não é correto usar o através)
  • Vi as doações chegando através da janela da sala.

40. Ratificar e retificar

“Ratificar” é o mesmo que “reafirmar”, enquanto “retificar” é “corrigir”. Usá-los como sinônimos é confusão na certa! Veja as aplicações corretas:

  • Há um erro no meu cadastro que precisa ser retificado.
  • Estou bastante satisfeita com a proposta, por isso gostaria de ratificar meu interesse em seguir no processo. 

41. Eficiente, eficaz e efetivo

O significado dessas 3 palavras é bastante similar, mas cada uma tem um foco diferente. “Eficiente” é aquilo que é feito gastando menos tempo, recursos ou esforços. Já “eficaz” é aquilo que cumpre seu objetivo. Por fim, “efetivo” dá a ideia de “efetivar”, “realizar”. 

Normalmente, tudo o que é “eficiente” ou “eficaz”, também é “efetivo”, no entanto, o contrário não acontece. Imagine que você tenha que informar a um candidato que ele foi aprovado em uma etapa do processo seletivo. Vejas as diferentes soluções:

  • eficiente: ligar (mais rápido e direto);
  • eficaz: enviar um e-mail (deixa as informações registradas);
  • efetivo: deixar uma mensagem via rede social (o aviso foi dado, mas não foi da melhor forma possível).

42. Simples e fácil

“Simples” é aquilo que não envolve muitas etapas ou explicações para ser realizado. “Fácil” é aquilo que não envolve muita inteligência ou conhecimento. Nem tudo que é simples é fácil e vice-versa, por exemplo:

  • Fazer um ovo frito é simples, acertar o ponto da gema e não grudar tudo na frigideira não é nada fácil!

Expressões redundantes que devem ser abolidas

Conhecer melhor a língua portuguesa ajuda não apenas no processo seletivo, como também na comunicação interna de uma forma geral. Deixamos para o final as redundâncias, que são o uso de palavras que têm o mesmo significado em uma frase. 

Esse é o tipo de erro de português que mina a credibilidade de uma fala ou de um texto, então preste bastante atenção!

43. Outra alternativa

A palavra “alternativa” significa “outra opção”, logo a palavra “outra” é totalmente desnecessária.

44. Há tempos atrás

“Há” é o tempo passado do verbo “haver”, dessa forma, ele já está informando que o tempo decorrido é para trás. O correto é usar ou o “há” ou o “atrás”:

  • Há semanas que não vejo o Arthur;
  • Semanas atrás eu vi o Arthur.

45. Encarar de frente

“Encarar” é ficar de frente para a cara, ou seja, cara a cara. Não dá para encarar algo de costas.

46. Manter o mesmo

“Manter” significa “permanecer no mesmo estado”. Sendo assim, não existe a frase “devemos manter o mesmo orçamento para o próximo ano”.

47. Panorama geral

“Panorama” significa visão abrangente acerca de algo, logo, subentende-se que ele é geral e dispensa o uso dessa palavra acompanhando.

48. Planos para o futuro

Planejar é algo que se faz hoje pensando no amanhã. Não temos como criar um plano para algo que esteja no passado, que já tenha acontecido. Por isso, nunca pergunte a um candidato “quais são seus planos para o futuro”, use um prazo específico no lugar “para os próximos 5 anos”, por exemplo.

49. Planejar com antecedência

Planejamento é uma preparação, antecipação de ações. Dessa forma, ele sempre será realizado antes que as coisas aconteçam, ou seja, com antecedência. Se a intenção é mostrar a necessidade de um tempo maior, use “mais prazo” ou “prazo maior”.

50. Conclusão final

Por fim, concluímos os 50 erros de português com uma redundância final. Trocadilhos à parte, a conclusão é sempre o final de algo, por isso use “conclusão” ou “final”, nunca os dois juntos!

Dica final: capriche na revisão!

Mesmo prestando atenção a todas essas dicas, não estamos livres de cometer alguns erros de português aqui e ali. Eles podem ser originados em erros de digitação ou por uma simples desatenção. Não se preocupe, isso acontece e está tudo bem. 

Contudo, existe uma forma de minimizar o problema e melhorar a comunicação na sua empresa: revise tudo o que escrever antes de enviar ou divulgar.

O ideal é que outra pessoa leia o texto, já que ela pode encontrar detalhes que passaram despercebidos por quem escreveu. Se isso não for possível, ao menos deixe que a sua mente descanse por algumas horas ou de um dia para o outro, antes de fazer a última leitura.

Agora que você já conhece e sabe como evitar esses 50 erros de português, passe a praticar no dia a dia. Por mais difícil que pareça, é muito mais uma questão de hábitos, que podem e devem ser estimulados. Então, aproveite para revisar os e-mails, comunicados e documentos internos do setor e melhore a imagem do seu RH e da sua empresa!

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Simone

Conteúdo de grande ajuda.