Esgotamento profissional: como prevenir o Burnout

Saiba como prevenir o Burnout, ou esgotamento profissional, com estratégias eficazes e melhore a saúde no trabalho!
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Você sabe como prevenir o Burnout? Hoje, o esgotamento profissional, segundo a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt) afeta cerca de 30% dos trabalhadores no Brasil e é uma realidade alarmante no ambiente de trabalho.

Isso torna o país o segundo no mundo em casos diagnosticados, conforme OMS em 2022. Por isso, para compreender como evitar o Burnout, é fundamental estar atento aos sinais desta condição e adotar estratégias preventivas. Vamos explorar os principais sintomas da síndrome e discutir algumas maneiras eficazes de preveni-la!

Quais os sintomas da Síndrome de Burnout?

A Síndrome de Burnout ou esgotamento profissional, como também é conhecida, possui diversos sintomas, os principais são:

  • Esgotamento físico e mental
  • Dor de cabeça frequente
  • Insônia
  • Mudanças no apetite
  • Negatividade e sentimento de fracasso
  • Isolamento
  • Fadiga constante

Sendo assim, essa condição de saúde é ocasionada por estresse no trabalho, sendo reclassificada com CID-11 pela OMS na Classificação Internacional de Doenças de 2019. Para saber como evitar o Burnout, conheça mais a fundo os principais sintomas da síndrome abaixo:

Esgotamento físico e mental

O esgotamento profissional pode acontecer tanto de forma emocional quanto física. O indivíduo passa a ter dificuldade de tolerar situações complexas ou difíceis, se sente desanimado, cansado e com falta de energia.

Uma matéria trazida pelo O Globo, destacou que as dores físicas também estão presentes nas dores de estômago. 

Além disso, em um estudo realizado na Suécia com indivíduos que sofrem de transtorno de exaustão, condição médica similar ao Burnout, descobriu-se que 67% dos participantes relataram sentir náuseas, gases ou indigestão.

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Dor de cabeça frequente

Dores de cabeça frequentes são comuns entre aqueles que sofrem de Burnout. Entretanto, é comum as pessoas pensarem que não é nada de mais.

Conforme a Sociedade Brasileira de Cefaleia, a dor de cabeça afeta cerca de 140 milhões de brasileiros, sendo considerada incapacitante em muitas situações e isso pode acontecer no esgotamento profissional.

Essas dores são geralmente causadas pelo estresse crônico e excesso de preocupação. Além disso, podem variar em intensidade, mas muitas vezes são persistentes e difíceis de aliviar com métodos convencionais.

Insônia

A dificuldade para dormir ou acordar frequentemente durante a noite é outro sintoma significativo do esgotamento profissional. 

Assim, a pessoa pode ter problemas para adormecer, acordar várias vezes durante a noite ou acordar muito cedo, sem conseguir voltar a dormir. Além disso, a insônia agrava o cansaço e afeta a capacidade de funcionar durante o dia.

Mudanças no apetite

Nosso corpo frequentemente ajusta seu funcionamento para enfrentar situações estressantes, influenciado por hormônios como o cortisol. Em casos de burnout, essa adaptação pode levar à diminuição do apetite

Por outro lado, algumas pessoas podem experimentar um aumento do apetite, devido à influência de outros sistemas e substâncias, como o sistema de recompensa cerebral regulado pela dopamina.

Portanto, essas mudanças no apetite podem resultar em alterações no peso e impactar a saúde geral do indivíduo. É importante ficar atento a essas situações para saber como prevenir o Burnout.

Negatividade e sentimento de fracasso

Negatividade e sentimento de fracasso são sintomas frequentes no esgotamento profissional. Pessoas que sofrem dessa condição muitas vezes desenvolvem uma visão pessimista de si mesmas e de suas capacidades. 

Isso porque, esse estado de espírito não é apenas um reflexo de baixa autoestima, mas também uma resposta ao esgotamento físico e emocional. Com o tempo, a sensação de fracasso pode se aprofundar e levar a uma completa falta de motivação para as atividades do dia a dia.

Essa espiral descendente pode ser difícil de quebrar sem intervenção adequada, como apoio psicológico ou mudanças significativas no ambiente de trabalho.

Isolamento

O isolamento é um sintoma marcante do Burnout e pode se manifestar de várias formas. As pessoas afetadas começam a se afastar de colegas, amigos e familiares e no ambiente de trabalho, isso pode acontecer com menor interação, menos reuniões e atividades em grupo, e diminuição geral na comunicação. 

Assim, esse comportamento é um sinal claro de que a saúde mental no trabalho precisa ser abordada com urgência. Promover um ambiente de trabalho que incentive a comunicação aberta, o apoio mútuo e a compreensão pode ajudar a prevenir o isolamento. 

Fadiga constante

A fadiga constante é talvez um dos sintomas mais debilitantes da síndrome. Não se trata apenas de um cansaço comum, mas de um estado de exaustão profunda que não é aliviado por uma boa noite de sono ou um período de descanso. 

Fisiologicamente, ela pode estar relacionada ao esgotamento das reservas de energia do corpo e ao impacto prolongado do estresse crônico sobre o sistema nervoso e outros sistemas corporais. 

No trabalho, a fadiga constante pode levar a um desempenho insatisfatório, aumento dos erros, diminuição da produtividade e até mesmo acidentes. 

A longo prazo, pode contribuir para o desenvolvimento de outras condições de saúde, como problemas cardiovasculares e depressão.

Leia também:

Como prevenir a Síndrome de Burnout? 6 estratégias

Saber como prevenir o Burnout é fundamental para manter a saúde mental e o bem-estar dos trabalhadores. Aqui estão seis estratégias comprovadas que podem ajudar a evitar essa condição:

  • Promover um ambiente de trabalho saudável;
  • Rever a cultura de produtividade da empresa;
  • Flexibilizar as rotinas;
  • Equilíbrio entre vida pessoal e profissional;
  • Educação e capacitação da liderança;
  • Promoção de programas de cuidado contínuo.

1. Promover um ambiente de trabalho saudável

Para prevenir a Síndrome de Burnout entre os funcionários, os profissionais de RH devem focar na criação de um ambiente de trabalho saudável. Isso envolve promover uma cultura de apoio, comunicação aberta e respeito mútuo. 

Além disso, ambientes de trabalho positivos são essenciais para o bem-estar mental e emocional dos funcionários. Incentive práticas como feedback construtivo, reconhecimento do trabalho bem-feito e a criação de um espaço seguro para expressar preocupações. 

Ainda, uma pesquisa da Onlinecurriculo revela que 56% dos brasileiros não desejam continuar em ambientes de trabalho que não sejam saudáveis. Portanto, deve-se investir em iniciativas que promovam um clima organizacional positivo como estratégia para evitar o Burnout.

2. Rever a cultura de produtividade da empresa

Para entender como prevenir o Burnout, é importante revisar a cultura de produtividade vigente na empresa. Os profissionais de RH devem avaliar as metas de produtividade e assegurar que elas sejam realistas e alcançáveis

Implementar políticas que priorizem a qualidade de vida no trabalho ao invés da quantidade pode ajudar a reduzir o estresse.

Além disso, promover pausas regulares e evitar a glorificação do excesso de trabalho são passos essenciais. Revisar a cultura de produtividade é uma medida eficaz para evitar o Burnout.

3. Flexibilizar as rotinas

A flexibilização das rotinas é uma estratégia fundamental na prevenção do esgotamento profissional. Conceder aos colaboradores horários de trabalho flexíveis ou a opção de trabalho remoto pode ter um impacto significativo na redução dos níveis de estresse.

De acordo com pesquisa Future Forum, 53% dos colaboradores insatisfeitos com o seu nível de flexibilidade afirmam sentir-se esgotados. Além disso, os funcionários que não podem ajustar seus horários têm 26% mais probabilidade de relatar esgotamento em comparação com aqueles que desfrutam de uma flexibilidade moderada.

Os profissionais de RH devem promover políticas que permitam aos funcionários ajustar seus horários de acordo com suas necessidades pessoais e familiares. Esta flexibilidade ajuda a manter um equilíbrio saudável e é uma forma comprovada de como prevenir o Burnout.

4. Equilíbrio entre vida pessoal e profissional

Garantir um equilíbrio saudável entre a vida pessoal e profissional dos funcionários é fundamental para evitar doenças do trabalho. 

Assim, os profissionais de RH devem incentivar os funcionários a tirar férias regulares, pausar durante o dia e respeitar seu tempo pessoal fora do expediente. Implementar políticas que promovam um bom equilíbrio entre trabalho e vida pessoal pode reduzir significativamente o estresse. 

5. Educação e capacitação da liderança

Educar e capacitar líderes e gestores é essencial para a prevenção do Burnout. Programas de treinamento devem focar em como reconhecer os sintomas da doença, como oferecer suporte adequado e como promover um ambiente de trabalho saudável.

Isso é particularmente importante, já que metade dos líderes de mercado utiliza atualmente o YouTube como principal fonte para se manter atualizado sobre tendências em sua área de atuação, conforme o Panorama de Gestão de Pessoas da Sólides

Portanto, esses programas de treinamento devem ser acessíveis e estar disponíveis em plataformas que os líderes já utilizam, garantindo assim que a informação e as melhores práticas sejam amplamente disseminadas e aplicadas.

6. Promoção de programas de cuidado contínuo

Promover programas de cuidado contínuo é uma abordagem fundamental para prevenir o Burnout. 

Os profissionais de RH devem implementar iniciativas que incluam programas de bem-estar, sessões de terapia ou aconselhamento e atividades de relaxamento, como meditação e yoga. 

De acordo com o Panorama Sólides, 35,2% dos colaboradores de 18 a 24 e 19,5% das demais faixas etárias sentem que a empresa não se preocupa com a saúde mental deles. 

Portanto, investir em programas de cuidado contínuo não só promove a saúde mental dos colaboradores, mas também melhora a produtividade e o ambiente de trabalho.

Como é o tratamento da Síndrome de Burnout?

O tratamento de esgotamento profissional, Burnout, envolve uma combinação de psicoterapia, medicamentos quando necessário, e mudanças nos hábitos de vida e condições de trabalho.

Confira os detalhes:

  • Psicoterapia: é o pilar principal do tratamento, auxilia o paciente a desenvolver estratégias para lidar com o estresse e promove o autocuidado. É recomendado iniciar a terapia logo nos primeiros sintomas;
  • Medicamentos: quando apropriado, podem ser prescritos medicamentos, como antidepressivos e/ou ansiolíticos, como parte do tratamento, sob orientação médica;
  • Mudanças nos hábitos: adotar costumes mais saudáveis é fundamental, como prática regular de atividade física e técnicas de relaxamento, melhoria da higiene do sono, melhoria da alimentação e outros;
  • Afastamento do trabalho: pode ser necessário um período de afastamento do trabalho para descansar e aliviar os sintomas. O retorno deve ser gradual, com possíveis ajustes nas condições de trabalho;
  • Colaboração do paciente: o sucesso do tratamento depende muito do paciente, ele deve seguir corretamente a medicação, participar das sessões de psicoterapia e implementar as novas estratégias aprendidas.

Próximo passo: capacitação profissional!

Ao longo deste artigo, falamos sobre como prevenir o Burnout e destacamos a importância de adotar medidas preventivas para evitar a doença no ambiente de trabalho.

Portanto, investir na promoção de um ambiente saudável, capacitar a liderança e implementar programas de cuidado contínuo são passos fundamentais nesse processo. Não deixe para depois, agora é o momento de agir! 

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Sabrina Siqueira
Sabrina Siqueira
Sou apaixonada por Gestão de Pessoas desde sempre! Me tornei especialista em Gestão Comportamental, cursei administração com Ênfase em Comercio exterior (UNA), fiz Pós Graduação em Gestão Comercial e Vendas. Atualmente também sou facilitadora da Formação Analista Comportamental Profiler e Sales Enablement do time de New MRR da Sólides
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