Conheça os impactos da Demissão silenciosa ou quiet quitting

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Nos últimos meses, uma nova expressão viralizou nas redes sociais: o chamado quiet quitting, traduzido como demissão silenciosa. O fenômeno vem chamando a atenção de muita gente e causando preocupação nos gestores de grandes, médias e pequenas empresas. 

O novo movimento traz reflexões importantes sobre excesso de trabalho e saúde mental, apontando insigths para a criação de uma gestão mais humanizada e equilibrada. Quer entender melhor esse conceito e como ele se relaciona à saúde mental dentro das organizações? Confira a leitura! 

O que é demissão silenciosa ou quiet quitting?

O termo quiet quitting ou demissão silenciosa pode ser bastante enganador. Isso porque, o conceito não se refere realmente a deixar o emprego ou fazer isso discretamente. 

Na verdade, o fenômeno quiet quitting discute a limitação do trabalho apenas àquilo que está estritamente definido na descrição do cargo. Isso quer dizer que colaboradores que aderem à ideia farão apenas o mínimo do que é esperado deles, sem assumir mais deveres e tarefas do que sua função estabelece. 

Nesse sentido, a pessoa cria limites próprios, fazendo de forma bem-feita suas tarefas, mas sem deixar que o trabalho tome uma proporção maior do que deveria. O objetivo é evitar o sobrecarregamento ao trabalhar mais horas do que o necessário. 

O movimento também vem para dar voz àqueles que se sentem insatisfeitos com o tratamento que recebem dentro das organizações e com empresas que estão forçando a retomada do trabalho presencial, sendo que as jornadas remotas estavam sendo produtivas e eficientes. 

Como surgiu esse fenômeno?

O fenômeno tomou força após viralizar nas redes sociais, principalmente entre a geração Z. Um dos primeiros vídeos postados sobre o assunto foi publicado no TikTok por Zaid Khan, um engenheiro de 24 anos de Nova York. Na publicação, Zaid define o movimento: 

"Você não está desistindo do seu emprego, mas está abandonando a ideia de ir além no trabalho. Você ainda está cumprindo seus deveres, mas não está mais seguindo a mentalidade da cultura de agitação de que o trabalho deve ser sua vida. A realidade é que não é, e seu valor como pessoa não é definido pelo seu trabalho."

O vídeo, com mais de 3,4 milhões de visualizações, gerou uma onda de postagens de novos usuários que passaram a discutir o tema. Hoje, há mais de 28 milhões de publicações sobre demissão silenciosa com relatos de diversos profissionais ao redor do mundo.  

Demissão silenciosa e saúde mental 

Embora boa parte dos gestores encare a demissão silenciosa como algo extremamente negativo e contra-produtivo, é importante entender o momento em que a discussão vem à tona e sua relação com a saúde mental dos colaboradores. 

O quiet quitting foi a forma que as novas gerações encontraram para estabelecer limites saudáveis no ambiente de trabalho, mantendo a qualidade de vida e o bem-estar. 

Nos últimos 20 anos, a tendência era uma cultura global de excesso de trabalho. Expedientes que se estendiam por horas após o fim da jornada, por exemplo, eram bastante comuns em algumas áreas e até esperados pelos empregadores. 

Esse tipo de sobrecarga acabou criando um problema sério em relação à saúde mental no trabalho. Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu oficialmente o Burnout como um fenômeno ocupacional, provocado pelo excesso de trabalho e esgotamento físico e mental. 

Vale apontar que a Síndrome não é o único perigo de uma rotina de sobrecarga. Nesse sentido, depressão, ansiedade e estresse também podem ser consequências que impactam diretamente na capacidade e no desempenho dos profissionais. 

Como o RH pode lidar com o quiet quitting?

Provavelmente, a primeira reação do gestor ao notar que seus colaboradores estão aderindo ao quiet quitting seja aumentar a vigilância. Mas já afirmamos desde já que esse não é o melhor caminho. 

Embora a vigilância possa garantir mais eficiência, ela faz isso às custas da autonomia e da confiança da empresa no colaborador, gerando um cenário de desrespeito. Logo, o ideal é buscar formas de tornar o ambiente de trabalho agradável, onde as pessoas gostem de estar. 

Além disso, é importante definir descrições de cargos totalmente alinhadas às expectativas da empresa, exigindo do funcionário aquilo que foi estabelecido desde o princípio. Ao notar que um colaborador está indo além de suas funções, o gestor deve realizar uma mudança de cargo, aumentando suas responsabilidades, sua remuneração e oferecendo uma equipe de apoio, caso necessário. 

Ainda, líderes e gestores também devem ser incentivados a respeitarem os limites de trabalho do time e precisam sofrer consequências caso não o façam. Essa mudança de postura é essencial para evitar o esgotamento e cultivar uma cultura organizacional saudável. 

Ferramentas que podem ajudar a identificar a demissão silenciosa

Algumas ferramentas podem ajudar você a entender se os colaboradores estão agindo no movimento da demissão silenciosa e se essa postura está causando impactos em seu desempenho e produtividade.

Avaliação de desempenho

Com as avaliações de desempenho é possível entender a trajetória do profissional ao longo do tempo e diagnosticar quedas bruscas, que podem estar relacionadas com problemas de saúde mental. 

Além disso, essa ferramenta permite entender os pontos fortes e os pontos de melhoria de cada profissional, embasando ações voltadas para o desenvolvimento e reconhecimento dos colaboradores. 

Pesquisa de clima

Já a pesquisa de clima ajuda o RH a entender o clima organizacional e a percepção dos colaboradores sobre o ambiente de trabalho, as relações e a motivação no dia a dia. 

Com a ferramenta, é possível investigar, de forma aprofundada, se os colaboradores se sentem sobrecarregados, executando mais do que deveriam ou se sofrem pressão excessiva por conta de lideranças abusivas.

Quiet quitting: quais os impactos ou benefícios?

A desistência silenciosa gera, sim, impactos negativos à organização, principalmente no que diz respeito à produtividade e resultados. Funcionários acomodados e que recorrem à lei do mínimo esforço, certamente, vão produzir e inovar menos do que aqueles que estão motivados e engajados. 

Em contrapartida, o quiet quitting pode ser um sinal de alerta de que algo não está bem na sua gestão. Afinal, não são poucas as pesquisas que mostram que funcionários felizes são mais produtivos, engajados e abertos. 

Logo, esse movimento abre a discussão sobre equilíbrio entre vida pessoal e profissional, podendo ser um ponto de partida para uma gestão mais humanizada e focada no bem-estar e na saúde mental. 

Dessa forma, ao notar que esse fenômeno está acontecendo na sua organização, é preciso buscar ações e estratégias para restabelecer o equilíbrio, criar relações melhores de trabalho e evitar a sobrecarga e o esgotamento físico e mental. 

Concluindo, o quiet quitting ou demissão silenciosa é um fenômeno recente que ganhou força entre as novas gerações. Esse movimento discute o excesso de trabalho e pode indicar que seus colaboradores não estão satisfeitos com a gestão de pessoas. 

Sendo assim, mais do que punir e vigiar o time, é importante aproveitar o momento para trazer um olhar humanizado à gestão, buscando equilíbrio e formas de melhorar a qualidade de vida no trabalho.

Agora que você já conhece esse movimento e entende o que ele aborda, baixe nosso material gratuito e descubra como as avaliações de desempenho podem ser utilizadas para embasar a tomada de decisões no que diz respeito a demissões e promoções.

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