Como gerar insights para sua gestão de pessoas

Tempo de leitura: 7 minutos

Você sabe o que são insights, que todo mundo fala a todo momento? Talvez muita gente esteja usando a palavra da forma errada, mas isso não torna esses insights menos necessários. Em bom português, os insights são em geral pistas e indicações de algo que você deve realizar ou fazer para conseguir um melhor resultado.

Por exemplo, aquela pequena ideia que você teve sobre como tornar determinado funcionário mais produtivo, que parece ter vindo do nada. Pois bem, na maioria dos casos, ela não veio do nada. Essa ideia foi motivada por alguma coisa que você fez ou algo que aconteceu, que levou você, ainda que inconscientemente, à conclusão de que determinada ação poderia dar certo.

Agora que você sabe do que se trata, que tal não deixar que esses insights apareçam apenas ao acaso?

Todos os dias pensamos e avaliamos o mundo onde vivemos. No trabalho isso não é diferente. Contudo, nossas tarefas e afazeres muitas vezes nos afastam dessas ideias e insights.

https://drive.google.com/file/d/1N-Hh7HWo8yWcyp0VtLm5Yk1qenYYebi-/view?usp=sharing

Existem maneiras de induzi-los ou até mesmo criá-los, e essa maneira é uma boa gestão, atenção na liderança e criação de processos que facilitem o aparecimento dessas ideias brilhantes e que fazem toda a diferença na administração corporativa.

A função prioritária do RH dentro de uma empresa e em relação a ideias e insights é a de garantir que esses focos e explosões de criatividade não se percam por conta da desatenção ou até mesmo da falta de encorajamento de funcionários e colaboradores. Ideias são, basicamente, o que nos colocou no ponto de evolução no qual estamos hoje, como sociedade, e ignorar essas manifestações da genialidade e do improviso humano pode colocar sua empresa para trás na escala evolutiva empresarial. E isso significa apenas uma coisa: perder o mercado para a concorrência.

Quais as características de um insight?

Já sabemos do que se trata, mas como definimos as propriedades de um insight, para que ele não seja apenas uma ideia aleatória? Bem, os insights dentro do campo empresarial possuem algumas características-chave:

  • Eles são aplicáveis, ou seja, essas pequenas ideias levam, por simples associação, a um plano de ação plausível e viável;
  • Eles são mensuráveis, pois quando aplicados podem resultar em mudanças que produzem efeitos que refletem nas métricas, especialmente naquelas métricas que você já acompanha;
  • Estável, pois um bom insight se aplica a diversas circunstâncias, e não varia de acordo com o lugar ou momento em que você está;
  • Reprodutível, uma vez que bons insights são capazes de ser duplicados em outras circunstâncias;
  • Consistentes, já que um bom insight resolve problemas ou modifica profundamente procedimentos, criando novos padrões com o tempo.

De qualquer modo, insights são provenientes, em geral, do conhecimento. Quanto mais conhecimento manipulamos e produzimos, maior a quantidade de insights que são gerados em função do tempo.

Um insight é um resultado da própria observação e dedução humana e, sob esse aspecto, quanto maior seu repertório para identificar padrões e relações em fatos e acontecimentos, e naquilo que você observa em seu dia a dia, mais a probabilidade de gerar novos insights. A contemplação e a possibilidade de observar nosso entorno é o que nos leva a ter ideias, e se nos privarmos dessa faculdade, os insights começam a sumir até desaparecerem por completo. É a morte da criatividade, e ela também afeta muitos no meio corporativo.

Manipulando dados

Como dissemos, aí está o segredo da geração de insights: dados, que produzem informações e geram, com o tempo, conhecimento. Nesse sentido, basta lembrar que estamos inseridos em um dos momentos da humanidade nos quais dados são gerados com maior rapidez: o big data.

O big data modificou totalmente a forma com que coletamos, organizamos e associamos os dados. E quanto mais dados (e quanto melhor a qualidade de seu processamento), mais informação e conhecimento são gerados.

E a partir deles, você tende a multiplicar os insights. É como se você expusesse mais e mais imagens ao seu cérebro, esperando que ele faça associações e dispare aquele lampejo (a lâmpada, em quadrinhos e desenhos animados, lembra?) que leva aos bons insights.

Os pilares da geração de insights

A geração de insights, grosso modo, pode ser impulsionada com base em sete diferentes pilares, cada um deles fundamental na estratégia dos recursos humanos ou qualquer outra área para promovê-los:

Contexto

O contexto é algo que explica tudo. Qualquer análise, avaliação ou mesmo observação que não leve em conta o contexto de uma situação ou circunstância jamais poderá gerar insights realmente aplicáveis.

Conceito

É preciso conhecer os conceitos, definições e características daquilo que estamos avaliando. Os insights nada mais são do que respostas e soluções que nosso subconsciente aponta com base em nosso repertório e no conhecimento que possuímos a respeito do mundo que nos cerca e de várias situações.

Profundidade

Insights são específicos, eles têm profundidade no tema que abordam e jamais têm uma característica genérica. Produzir insights depende de foco, e o foco leva a respostas mais profundas e centradas em determinados assuntos ou tópicos, e não abrangentes e imprecisas.

Diferenciação

É preciso considerar a diversidade e a diferenciação para angariar e coletar insights relevantes dentro de uma empresa, especialmente em um segmento que lida com algo tão subjetivo quanto a mente humana, como é o caso do RH. Ao desconsiderar a diversidade, o RH pode na armadilha do simplismo e capturar ideias e concepções limitadas e preconceituosas.

Momento e timing

Bons insights precisam ser identificados e aplicados com rapidez e celeridade. Eles geralmente são ideias que aparecem como um relâmpago e atendem a problemas e dúvidas momentâneas. Adiá-los ou deixá-los para análise posterior é algo que pode invalidar ideias esplêndidas e inviabilizar completamente a aplicação de boas ideias.

Espaço e tranquilidade

Para gerar insights, é preciso de espaço e de calma. Tempo para refletir e pensar, e possibilidades de fazê-lo sem pressões. Empresas que ainda empregam o modelo tradicional de administração por pressão ou conflitos minam a geração de boas ideias e matam a criatividade ao longo do tempo, em troca da realização sem evolução de tarefas repetitivas.

Melhoria contínua

Os insights no campo empresarial sempre devem apontar em direção à melhoria contínua. Sua própria razão de existência é a melhoria ou aprimoramento de determinadas tarefas ou processos, então essa orientação deve ser internalizada desde o início.

Fatores para avaliação de insights

E como avaliar se um insight ou ideia é realmente pertinente. Para tanto, é preciso analisar uma série de fatores e valores, e separamos sete deles aqui.

Primeiro, é preciso estudar até que ponto os insights gerados possuem o escopo necessário e exigido dentro dos objetivos empresariais.

Avaliação

Uma rápida avaliação geralmente aponta a viabilidade de uma ideia, o bom e velho processo de validação. Precisamos submeter ideias à avaliação crítica de mais de uma pessoa, ainda que rapidamente, para afastar nossa própria opinião ou a opinião dos respectivos autores.

Visão holística 

Uma ideia sempre deve ser avaliada em seu impacto no todo, não apenas na tarefa ou no item que será alterado ou manipulado.

Experiência

A experiência é a única forma realmente viável e confiável de testar uma ideia. Mas lembre-se: experimentos precisam trabalhar, necessariamente, com a possibilidade de falha. Nem tudo dá certo.

Negócio

É importantíssimo que uma boa ideia esteja em linha com o negócio em si, caso contrário, pode não ser tão boa quanto parece.

Decisão

Implementar ideias é algo que exige decisões. É preciso que as pessoas que coletam e avaliam ideias e insights possuam também autoridade para colocá-las em prática quando conveniente ou necessário.

10-dicas


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