Como desenvolver liderança e gerência na empresa?

Tempo de leitura: 12 minutos

Já existem várias razões hoje para justificar a necessidade de o RH dedicar mais atenção à formação e à gestão das lideranças das empresas. Entender como desenvolver liderança na empresa é garantir o crescimento e a sucessão dos colaboradores.

Porém, ainda que seja uma exigência atual para sobreviver às intempéries do mercado, não se pode dizer que seja uma tarefa fácil fazer a gestão de lideranças. Longe disso, este é certamente um dos principais desafios para os gestores de RH.

Neste artigo, vamos indicar caminhos para o desenvolvimento dos programas de liderança e na gestão dos líderes no dia a dia. Acompanhe!

Como desenvolver Liderança: qual o papel do Recursos Humanos?

Se entendemos o papel estratégico do RH, fica mais fácil compreender a sua importância no desenvolvimento e na gestão das lideranças da empresa. Mais do que contribuir para esse processo, é o RH quem vai orientar as principais etapas desse tipo de projeto.

https://drive.google.com/file/d/1N-Hh7HWo8yWcyp0VtLm5Yk1qenYYebi-/view?usp=sharing

Entre as questões mais importantes para a formação dos líderes figura a necessidade de definir bem os seus papéis, garantir que haja um padrão de desempenho para as lideranças e, claro, assegurar que o processo seja devidamente mensurado.

Empresas bem-sucedidas são aquelas que conseguem organizar essas atividades de forma sistemática, não confiando apenas na intuição ou na habilidade do gestor. Reside aí a importância de o RH ser visto para além de suas funções burocráticas e rotineiras.

Especificamente sobre como desenvolver liderança,  é importante atentar para alguns aspectos. Confira 3 dicas essenciais:

1. Definição de papéis

Quando abordamos a gestão das marcas, enfatizamos a necessidade de a empresa ter foco, definir bem seus objetivos para conseguir orquestrar suas estratégias.

O mesmo pensamento precisa ser aplicado na gestão de pessoas. Pode parecer uma boa ideia acreditar que o líder é um “faz tudo”, porém na prática isso não funciona.

Para entender como desenvolver liderança, é preciso saber que por mais habilidades técnicas que o profissional tenha, com certeza ele se destaca em alguma atividade. É nela que deve concentrar seus esforços.

Fique atento: definir de antemão as principais responsabilidades da liderança é fundamental não apenas para garantir o alinhamento necessário no trabalho como também para evitar problemas futuros.

Se você ainda tem dúvidas sobre a relevância dessas iniciativas, faça o teste: peça para o líder de determinada área indicar 5 atividades que considera mais importantes na sua rotina profissional. Compare os resultados com o que foi indicado pela direção da empresa.

É bem comum haver distorções. Nem sempre as atividades consideradas mais críticas pelo colaborador são as que a empresa entende como prioritárias.

2. Desempenho padrão

É óbvio que o sonho de qualquer organização é conseguir fazer com que toda a empresa opere no mesmo padrão de desempenho. É ideal que isso ocorra, ainda que o nível não seja tão elevado, uma vez que fica mais fácil até organizar os programas de treinamento.

Infelizmente, não é isso o que acontece no dia a dia, a menos que a empresa tenha conseguido alcançar um excelente nível de organização em seus processos. A liderança tem um papel fundamental para ajudar na adoção das melhores práticas. Mas para que isso aconteça é essencial que o líder mantenha o padrão.

Quem entende minimamente sobre gestão de pessoas sabe que o bom líder é aquele que consegue a adesão dos seus colaboradores não pela autoridade, e sim pelo exemplo.

Não duvide da contribuição do RH para assegurar que os líderes consigam desempenhar suas funções sem muitas oscilações.

Primeiramente, porque cabe à área garantir mais assertividade na hora da contratação. Quem tem um bom processo de recrutamento, sabe a diferença que faz. Outro aspecto importante é a definição dos indicadores que serão empregados no dia a dia para tornar a avaliação mais objetiva.

3. Retorno adequado

Converse com qualquer especialista na área de RH e ele vai confirmar: não se formam bons líderes sem ter um processo adequado para feedback do trabalho desenvolvido por eles.

Para começar, se pensarmos no perfil comportamental das pessoas mais aptas para a liderança, vamos deduzir que estamos nos referindo a profissionais que precisam desse tipo de retorno para continuar progredindo.

Mas fique atento, porque muitas vezes não basta incluir a liderança nas avaliações de desempenho realizadas. É importante estabelecer processos diferenciados que viabilizem que os feedbacks ocorram com mais frequência.

Como desenvolver um programa de liderança?

Hoje há diversos tipos de programas e estratégias que podem ser adotadas no desenvolvimento de líderes. É importante lembrar que o RH vai conduzir o processo, mas precisará do apoio da alta direção e, claro, do compromisso dos demais gestores.

No desenvolvimento do programa, considere:

1. Indicação dos gestores

O ideal é que os próprios gestores das áreas indiquem, entre os colaboradores, os mais aptos a participar do programa. Um bom líder é aquele que consegue ser avaliado positivamente pelos seus pares, então é importante que sejam incluídos profissionais que já têm esse perfil.

2. Disponibilidade para o aprendizado

Outra característica importante que precisa ser avaliada é a disposição da pessoa em aprender. Esse é um ponto fundamental, principalmente para o RH, uma vez que o objetivo é desenvolver um programa de treinamento de longo prazo, que ajude no aperfeiçoamento dos líderes.

3. Alinhamento dos objetivos

Para que o programa de liderança funcione, ele precisa estar devidamente alinhado aos objetivos estratégicos da empresa. Pode parecer óbvio, mas ainda existem empresas que aderem a modismos, sem considerar as reais necessidades do seu negócio ou mesmo sua cultura empresarial.

Pense nisso: é preciso ter um programa baseado nas competências mais importantes para o desenvolvimento do negócio.

4. Ajuda de serviços especializados

O ideal é contar com a expertise de quem lida com a formação de lideranças no seu dia a dia. Só tome cuidado para não embarcar em fórmulas prontas.

Essa é uma área crucial e o programa precisa ser feito de acordo com as características da empresa. RH e alta direção devem alinhar conteúdo, duração, metodologia e outros aspectos importantes.

Como fazer gestão de lideranças?

A renovação dos líderes faz parte de toda organização, não há como abrir mão desse tipo de atividade em nenhum momento. É por isso que a gestão de lideranças figura entre os principais desafios do RH, que precisa dedicar atenção especial para essa área se quiser manter as equipes devidamente engajadas.

A gestão adequada do processo começa, obviamente, na contração ou na escolha dos profissionais que serão preparados para a liderança da empresa. Este é um momento crucial, até porque o líder, por princípio, tem características bem definidas.

Não vamos nos detalhar muito nesse aspecto, mas é importante ter em mente a necessidade de essa pessoa ter espírito colaborativo. Hoje se espera que o líder seja capaz de inspirar sua equipe, mas, para isso, é fundamental que esse colaborador saiba reconhecer as individualidades dos seus liderados. A base desse relacionamento é a confiança.

Escolhido o profissional adequado, o que deve ser feito para que essa pessoa continue desenvolvendo a sua habilidade para liderar?

Não existe uma fórmula mágica, mas podemos sim nos basear em algumas iniciativas bem-sucedidas.

As competências individuais dos profissionais são decisivas na formação de um líder, porém não se engane: as empresas têm um papel fundamental no desenvolvimento das suas lideranças.

Cabe à organização, sob a coordenação do RH, desenvolver as ações de aprendizagem que atuem em prol do aperfeiçoamento técnico do colaborador, ajudando também a pessoa a ter mais desenvoltura para lidar com pessoas e, claro, tomar decisões.

Para fins didáticos, podemos classificar essas habilidades em três frentes prioritárias:

1. Habilidades técnicas

Estamos aqui no campo do desenvolvimento técnico-operacional, ou seja, nas habilidades que são exigidas daquela pessoa para que ela exerça suas rotinas diárias. No caso do líder, é fundamental que ele tenha o domínio prático — não podemos esquecer que ele é o exemplo para a equipe.

Na gestão da liderança, contudo, é importante assegurar também que o líder domine também outras capacidades relacionadas ao seu dia a dia, como a avaliação de desempenho dos seus liderados. O RH pode fornecer as ferramentas ideais, mas cabe à liderança fazer a condução do processo e extrair os melhores resultados.

2. Habilidades interpessoais

Lidar com pessoas faz parte das atividades que precisam ser dominadas pela liderança. No dia a dia percebe-se que muitos dos conflitos internos podem ser resolvidos quando o gestor-chave daquela área consegue comunicar-se com excelência.

Nesse caso, não estamos nos referindo à necessidade de “tratar bem” apenas os liderados, mas também clientes, fornecedores, pares e superiores.

Hoje trabalha-se com um conceito que ajuda bastante no desenvolvimento dessas habilidades: empatia. A pessoa precisa conseguir se colocar no lugar do outro para entender melhor as suas demandas.

Não é por acaso que muitos programas de liderança contam com exercícios nos quais os participantes são convidados a trocar de lugar com seus subordinados para viver de perto a sua experiência na função.

3. Habilidades conceituais

Podemos encaixar aqui os aspectos relacionados às aptidões humanas. É bem extensa a lista de habilidades exigidas da liderança nesse quesito, mas o principal é termos em mente que a pessoa com esse tipo de atitude consegue entender melhor os processos da empresa.

Um dos erros é acreditar que as habilidades para avaliar riscos ou interpretar dados complexos (apenas para citar dois exemplos de habilidades conceituais) só podem ser desenvolvidas naturalmente.

É óbvio que elas são mais propensas em determinados perfis comportamentais, contudo, há como aprimorá-las a partir de treinamento específico. A dica dos especialistas é que esse tipo de trabalho seja mais bem direcionado.

É aí que faz a diferença ter um RH bem estruturado. Se a área consegue identificar corretamente as aptidões daquela pessoa, fica muito mais fácil atuar em prol do seu aprimoramento.

Quais as maiores tendências sobre como desenvolver liderança?

Para indicar tendências para o RH, precisamos voltar para a questão mais estratégica. Se almejamos estruturas menos engessadas e mais fluidas, não temos como abrir mão de um processo de gestão de pessoas que caminhe nessa direção.

É simples o conceito que está por trás dessa ideia: serão mais cabeças para ajudar no processamento das informações — que, aliás, nunca foram tão abundantes.

Fácil falar, mas difícil de aplicar, certo? No discurso, as empresas pregam muito a necessidade de maior proatividade, porém nem sempre criam condições internas para que isso ocorra.

Reside aí a importância de um RH que consiga atuar no desenvolvimento de lideranças. O gestor de RH precisa assumir seu posto como sparing partner da diretoria. Ou seja, deve estar preparado para fazer o treinamento dos gestores.

O termo sintetiza bem uma das tendências para a área de RH e foi usado pelo belga-suíço Didier Marlier, co-autor do best-seller “Engaging Leadership”.

Ele explicou que este papel estratégico do RH é fundamental para o sucesso das empresas que pretendem sobreviver em ambientes cada dia mais complexos.

Como desenvolver liderança: Dicas do best-seller

Vale atentar para algumas das observações feitas pelo especialista, que sintetizam bem os desafios colocados hoje para quem pretende inovar na gestão de liderança e colocar a empresa na rota do sucesso:

  • As empresas precisam passar do “conceito único” para o “processo” de estratégia, o que envolve a participação dos gestores, convidados não apenas a executar as tarefas mas a pensar no que pode ser feito em cada área para aprimorar os resultados do negócio;
  • As organizações piramidais e hierárquicas devem ceder lugar para organismos conectados. Não são apenas novas terminologias para a estrutura da organização, e sim propostas diferenciadas de atuação. Elas visam fazer com que o fluxo de trabalho seja mais produtivo e adequado aos novos tempos;
  • O conceito de liderança, ainda muito ligado à superioridade e senioridade do profissional, deve ser orientado para engajamento. Esse é um termo que está na moda, faz parte do dia a dia do marketing quando se refere à relação com o consumidor, mas precisa fazer parte da cultura interna também. Como engajar o cliente se não tivermos líderes e colaboradores engajados?

Não é novidade que as empresas atuais precisam de líderes fortes e, principalmente, inspiradores. Não há outra forma de entender como desenvolver liderança em um ambiente tão diverso e complexo atualmente, do que contar com um plano.

O RH poderá entender melhor sobre como desenvolver liderança a partir do momento em que estipular métricas e indicadores de qualidade. Dessa forma, é possível monitorar e conhecer o perfil de cada um dos colaboradores.

Para conseguir fazer essa transformação, porém, é preciso ter valorização. Veja como elaborar e constituir um RH valorizado!

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Gosia Zawacka
Gosia Zawacka
1 ano atrás

Boa tarde – adorei o artigo… acho que boa organizaca ajuda muito em termos da lideranca- ou seja, cada lider deve ser organizado 🙂 Isso e so minha opiniao 🙂 Pessoalmente para organizar o meu dia – trabalho como freelancer e so meu proprio lider 🙂 utilizo as ferremantas digitais – por exemplo Kanban (https://kanbantool.com) ajuda me completar tarefas na hora e acabar todas- isso e muito importante. Recomendo :))