Como adicionar inteligência emocional em suas entrevistas de emprego

inteligência emocional nas entrevistas de emprego
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Em um processo seletivo, é comum que as pessoas fiquem nervosas ou tenham a impressão de não estarem indo tão bem quanto poderiam. Porém, considerando que uma contratação sempre deve ser assertiva, é crucial que o recrutador consiga extrair informações importantes do candidato. Dentre essas coisas que é preciso descobrir sobre o candidato, uma se destaca: o nível de inteligência emocional (ou nível de “IE”). A pressão, a ansiedade e até mesmo a falta de familiaridade do candidato com a empresa ou com a vaga podem fazer com que a entrevista vá por água abaixo. Em casos desse tipo, é comum que a inteligência emocional seja ofuscada pelos outros fatores, o que pode ocasionar na perda de um potencial talento, por exemplo. No entanto, existem maneiras de conseguir, durante a entrevista, revelar a inteligência emocional de um candidato e descobrir se ele tem ou não as características que você busca. Neste artigo, você vai conhecer essas maneiras e poderá utilizá-las na sua seleção mas, antes, vamos entender por que a inteligência emocional é importante.

O que é a inteligência emocional?

A inteligência emocional pode ser descrita como a forma como gerimos, controlamos e direcionamos as nossas emoções e como lidamos com as emoções dos outros. Porém, a nossa inteligência emocional não tem a ver apenas com as nossas interações e relações interpessoais, pelo contrário, o modo como interagimos com nossas emoções têm repercussões em quase todos os aspectos de nossa vida. No que diz respeito ao trabalho, pessoas que possuem alta inteligência emocional tendem, inclusive, a ser mais focadas, flexíveis, confiantes e direcionadas aos seus objetivos. Por isso, o método que o recrutador utilizará para descobrir o nível de inteligência emocional do candidato deve o entregar os resultados mais satisfatórios possíveis.

Quais as 5 perguntas que podem ser feitas?

Em uma entrevista, fazer as perguntas certas pode ser uma opção viável para o recrutador perceber a inteligência de um candidato. Veja abaixo algumas delas e por que você deveria utilizá-las:

1. Se você fosse abrir uma empresa hoje, quais seriam os valores dela?

Uma pergunta desse tipo é importante para que o entrevistador perceba sinais de honestidade e integridade no candidato, além de permitir que ele faça uma análise de quão próximos os valores do candidato são dos valores e da cultura da empresa.

2. Quais pessoas inspiram você?

A resposta do candidato, muitas vezes, dá ao entrevistador uma ideia de quem são os modelos da pessoa e como ela os enxerga. A resposta pode também destacar os tipos de padrões comportamentais que o entrevistado respeita.

3. Quais são os seus talentos?

Apesar de parecer ampla, essa pergunta é excelente para que o entrevistador descubra o nível de autoconhecimento do candidato. Caso demonstre uma boa autoconsciência, o candidato pode ser considerado também mais autoconfiante e, além disso, a autoconfiança é um dos principais fatores da IE.

4. Você seria capaz de me ensinar alguma coisa agora?

Pedir para que o candidato tente ensinar algo pode revelar diversas qualidades dele, como: capacidade de reflexão e capacidade técnica, paciência, empatia, compreensão e várias outra

5. Você mantém amizades duradouras que foram construídas em outros empregos?

Um ótimo indicativo de inteligência emocional é a capacidade de construir laços sólidos no trabalho. Pessoas com amizades duradouras tendem a se preocupar mais com as outras e prezar sempre por boas relações interpessoais. Ainda que as habilidades técnicas sejam essenciais para o bom desempenho de um colaborador, é preciso que gestores tenham em mente o poder da inteligência emocional para o crescimento profissional. Vale salientar também que a inteligência emocional pode ser desenvolvida e cultivada. Não, não é uma tarefa fácil, mas não é impossível.
Amanda Silva
Amanda Silva
Psicóloga, com MBA em Gestão de Recursos Humanos, atuo há mais de 7 anos com recrutamento e seleção, grande bagagem em empresas de tecnologia, com definição de estratégias para atração e seleção de talentos. Hoje está como Supervisora do time de Talent Acquisition da Sólides.
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