Carta de recomendação: entenda como analisar esse documento

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A carta de recomendação ainda é uma prática adotada por algumas empresas. Ou, mesmo sem solicitar, o candidato pode apresentar esta carta no processo seletivo, caso ele tenha. Nesses casos, como o RH deve analisar esse documento? Ou se a empresa decidir adotar essa prática, o que é importante considerar.

A presença dessa carta de indicação mostra todas as relações de trabalho anteriores, ajudando a criar um perfil da pessoa a ser contratada. Ela é uma complementação das experiências do candidato, sem substituir currículo, diplomas e documentos pessoais, como carteira de trabalho.

Mas como analisar uma carta de recomendação? Neste conteúdo, você vai aprender tudo sobre esse documento, desde a sua importância até as informações essenciais que precisam constar nele para que possa selecionar o melhor candidato. Confira!

Quais informações não podem faltar numa carta de recomendação?

Não existe uma regra que determina o que é certo ou errado para uma carta de recomendação, no entanto o bom profissional de RH deve saber analisar as informações desse documento para extrair o melhor desse recurso que pode auxiliar no momento de escolha e decisão sobre o candidato. Vamos te contar mais sobre o que é essencial para avaliá-lo.

https://drive.google.com/file/d/1N-Hh7HWo8yWcyp0VtLm5Yk1qenYYebi-/view?usp=sharing

Dados da empresa

Parece meio óbvio, mas é importante que a carta de recomendação conte com as informações da empresa em que o candidato trabalhou. Por isso, cheque se o documento conta com CNPJ, nome e até mesmo endereço e telefone, para que possa contatá-lo caso queira verificar uma informação.

Dados de quem recomenda o candidato

É essencial conhecer a pessoa que está indicando o candidato. Então, a carta de recomendação deve contar com dados como cargo e ligação com o profissional. Aliado a isso, o documento deve estar assinado por esse indivíduo para atestar sua veracidade.

Semelhante aos dados da empresa, a carta de recomendação deve contar com os contatos telefônicos da pessoa que recomenda o candidato. Isso ajuda o RH a verificar as informações contidas no documento e a tirar alguma dúvida com quem já teve a oportunidade de trabalhar diretamente com o referido profissional.

Mas quem pode fazer a carta de recomendação? Supervisores, gerentes e até mesmo o próprio RH! O importante é que essa pessoa tenha ligação direta com o trabalho do candidato para poder atestar as informações relacionadas ao seu perfil no trabalho.

Informações do candidato

Nesse ponto, existe uma ramificação das informações importantes para uma carta de recomendação completa. Isso porque o perfil do candidato é muito complexo e envolve diversos aspectos das suas características comportamentais. Confira alguns pontos que são essenciais para um modelo de carta de recomendação:

  • atribuições que o candidato tinha no período trabalhado;
  • motivo pelo qual a empresa escolheu aquele candidato;
  • projetos nos quais o candidato esteve envolvido;
  • algum projeto que tenha tido grande destaque graças à participação do candidato;
  • hábitos que o candidato tinha na rotina de trabalho;
  • habilidades do candidato para se organizar no trabalho;
  • relacionamentos que manteve com outros funcionários, sejam da sua equipe ou não;
  • cursos, palestras e outros eventos acadêmicos da empresa em que o candidato participou.

Carta de recomendação: um documento para somar no processo seletivo

Depois de entender quais são as informações da carta de recomendação, você já deve ter percebido o quanto ela pode agregar no processo seletivo. Além disso, é um documento que ajuda a entender quais são as competências técnicas e comportamentais de um candidato.

Mesmo somando nos processos, a carta de recomendação não deve ser o único documento utilizado para avaliar um candidato. Para uma análise mais profunda e eficiente, o RH pode contar com ferramentas tecnológicas de mapeamento de perfil comportamental para garantir contratações mais eficientes e colocando a pessoa certa na função correta dentro da empresa.

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A importância da carta de recomendação no processo de demissão humanizada

Agora que já sabe para que serve a carta de recomendação e as informações essenciais que ela deve conter, é hora de entender por que esse documento também na hora da demissão. Isso porque, associado às boas práticas de desligamento humanizado no setor, ele pode ajudar a reduzir o impacto negativo do desligamento.

Para uma demissão humanizada, o funcionário não deve ter medos ou dúvidas sobre como pedir uma carta de recomendação. Ele tem que se sentir à vontade com o RH e seus superiores para poder solicitar esse documento, que será importante para a continuidade da sua vida profissional.

O processo de demissão humanizada traz muitos benefícios para a empresa e para os profissionais— desde o aumento da confiança entre colaboradores e superiores até a redução de riscos de processos trabalhistas.

Quer saber mais? 

Agora que você já sabe analisar a carta de recomendação e como ela pode agregar ao seu processo, que tal conferir quais são os 7 principais erros cometidos no processo de admissão e como evitá-los?

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