Capital Humano: o que é e como desenvolvê-lo

Tempo de leitura: 17 minutos

Capital humano é a congruência entre competências, conhecimentos e habilidades do indivíduo para a realização de uma atividade laboral. O conjunto destes componentes permite que o colaborador desempenhe suas atividades de maneira legítima e contribua efetivamente para sua organização.

Gerir o capital humano é a base para o crescimento da organização, afinal as pessoas são responsáveis pelas operações diárias dentro da empresa. Perceber a necessidade de cada colaborador e promover um ambiente saudável são responsabilidades da gestão.

Neste artigo, traremos um Guia Completo sobre o Capital Humano. Abordaremos sua origem, apontaremos os benefícios e algumas dicas práticas. Confira!

https://drive.google.com/file/d/1N-Hh7HWo8yWcyp0VtLm5Yk1qenYYebi-/view?usp=sharing

O que é o capital humano das organizações?

Sem pessoas não há como fazer os negócios progredirem, não é mesmo? E a concepção de que o principal capital da empresa não é o financeiro e sim o capital humano vem sendo difundida há muito tempo. Mas o que é capital humano?

Neste post compartilharemos mais desse assunto para que você possa aprimorar seu entendimento e implementá-lo em sua organização.

O valor econômico do capital humano

Uma empresa pode estar na dianteira dos seus concorrentes, usar tecnologia de ponta, ter um plano de carreira fantástico e oferecer uma cesta de benefícios de deixar qualquer profissional maravilhado, mas se não souber criar circunstâncias positivas para que as pessoas se sintam motivadas, o esforço e a energia em criar um ambiente que promova engajamento pode ser todo em vão.

Como executivo de recursos humanos, questões ligadas ao modelo de negócio surgem a todo o momento:

  • Qual o impacto das tendências mercadológicas no meu setor?
  • Qual o nível de transformação e adaptação da empresa diante do novo cenário?
  • De que maneira as pessoas que hoje fazem parte da empresa devem ser conduzidas para gerar bons resultados?

Sem o ajuste das pessoas, as tendências e as forças disruptivas, o futuro das organizações fica comprometido.

A transformação das pessoas em capital para as empresas é a força motriz para o sucesso. Conectar a estratégia de negócio com a estratégia de talentos é crucial para que a organização siga em frente.

Ter as ações de curto, médio e longo prazo delineadas deve ser o primeiro passo para alinhar as metas de acordo com o capital humano que está disponível, bem como mapear situações que denotam fragilidade.

A origem do termo e fatores de impacto

O termo capital humano surgiu em 1961 por Theodore W. Schultz (Prêmio Nobel de Economia em 1979), quando ele publicou o artigo “Investment in Human Capital”, na American Economic Review.

No artigo, ele explicava como o crescimento do produto nacional bruto era resultado do investimento no conhecimento e nas habilidades humanas dos colaboradores. De acordo com Schultz os trabalhadores não estariam à mercê de outros, mas no controle de sua própria produtividade e de seus ganhos.

Quando o conceito de capital humano foi estabelecido, houve a correlação do que estava sendo produzido com o acesso do indivíduo a educação e a saúde. Ou seja, quanto mais conhecimento e qualidade de vida o indivíduo tinha, melhor suas entregas e produtividade, gerando assim mais valor para si.

Hoje, fatores como aumento da expectativa de vida, migração da área rural para área urbana, mercados emergentes, globalização e avanços tecnológicos, por exemplo, são variáveis que impactam nesta análise.

Valorizar o capital humano como ação estratégica

O reconhecimento e a valorização das pessoas transforma o capital humano. Criar condições para desafiar de maneira saudável o indivíduo a fazer o seu melhor e estimular o trabalho em equipe gera envolvimento e, ao ser elogiado aumenta ainda mais o empenho em fazer suas atividades de maneira cada vez melhor.

Saber dar destaque ao capital humano leva a organização a resultados efetivos e cria fidelidade aos que participam do processo. Como ativo intangível, ele contribui para a organização à medida que gera conhecimento organizacional.

Peter Drucker diz que é fundamental que as organizações reflitam sobre suas fraquezas e que o maior motivo do fracasso é o sucesso, quando este deixa de vê-lo dentro do contexto do aprendizado constante e contínuo. A crise também pode ser um importante ponto de ruptura para a evolução da empresa justamente pela necessidade de repensar a forma de lidar e como valorizar o capital humano. Quando uma mudança é necessária e não há apoio e engajamento das pessoas, não há transformação.

Qual a importância do capital humano nos processos de RH?

Vivemos na sociedade do conhecimento, na qual o talento humano e suas capacidades são vistos como requisitos competitivos no mercado de trabalho. Porém diferentemente do que acontece, esses quesitos devem ser visto por olhos de colaboradores e não de concorrentes.

Este tipo de atitude da organização promove o desejo de candidatos externos se tornarem membros desta empresa e gera orgulho de pertencer a quem já está ali.

Atração de talentos

O ponto de partida para a formação de um time competente é a qualidade do pessoal admitido. Este diferencial torna-se estratégico para a sobrevivência da empresa no mercado atual.

Identificar o perfil do capital humano que a empresa necessita e gerenciar estes profissionais pelas competências proporciona um maior retorno a um negócio. As competências organizacionais precisam ser definidas desde o planejamento estratégico, contribuindo para a coordenação do capital humano em todo o processo.

Retenção de talentos

Diante da escassez de talentos, encontrar alternativas para formar e reter os talentos em suas diferentes perspectivas motivacionais que compõem as equipes é fundamental para adequar aos interesses, extrair o melhor de cada profissional e preparar os sucessores.

As diferentes gerações trazem diferentes desafios neste quesito. Mas o que é retenção de talentos e como agir da melhor maneira possível diante dos vários desafios? Os millennials apresentam maior propensão a permanecer menos tempo em uma empresa que não faça sentido para eles, seja na questão de valores ou em relação a remuneração. Em contrapartida, pela crise que se instalou no mercado, eles estão mais dispostos a fazer determinadas concessões.

Desenvolvimento profissional

A falta de visão de negócios dos colaboradores limita gravemente a capacidade da organização de atingir seus objetivos estratégicos. Num contexto com desafios cada vez maiores essa deficiência se torna fatal. 

Por meio da aprendizagem, combustível que move organizações e pessoas, o capital humano se desenvolve e atua como o disseminador da qualidade em suas ações. Dentro das diversas aplicações que uma organização pode lançar mão, investir no capital humano e em seus talentos é um dos mais satisfatórios, pois contribui para a sustentabilidade da empresa a longo prazo.

Fortalecimento da cultura organizacional

Como conjunto de valores, crenças e comportamentos de uma empresa que é percebido pela maneira como se conduzem os negócios, a cultura organizacional é fortalecida principalmente pela forma que gestores conduzem suas equipes.

Ao demonstrar alinhamento e concordância com a estratégia, a organização terá colaboradores inspirados e com foco no que realmente é importante para todos. Mas isto está relacionado a maneira como as equipes compreendem a cultura, para então se identificar e agir coerentemente com tal.

Clima organizacional positivo

Quando há qualquer tipo de desgaste ou conflito entre pares, superiores ou um desalinhamento entre a comunicação interna e as ações realizadas, o clima organizacional sofre impactos.

Incentivar o bom convívio entre todos e dar oportunidades para o desenvolvimento da carreira, ações de qualidade de vida, projetos de alinhamento entre remuneração e desafios profissionais são importantes. Esses quesitos se tornaram imprescindíveis para criar um clima harmonioso.

A constante evolução dos funcionários e ações de promoção de qualidade de vida promovem uma melhoria no clima da empresa, favorecendo os resultados satisfatórios tanto de maneira individual quanto coletiva. Incentivar o bom relacionamento interpessoal é um dos desafios para criar um clima de alta produtividade e também da manutenção da motivação.

Qual a relação entre capital humano e liderança?

De maneira concomitante, capital humano e liderança estão conectados. Gestores envolvidos e verdadeiramente comprometidos com o capital humano favorecem a percepção e a vontade de realizar as atividades com maior perseverança.

Quando um líder não demonstra carisma e competência para assumir esta posição, apresentando comportamentos e atitudes inadequadas a sua posição, todos perdem. A empresa, por não ter uma equipe dedicada e os próprios colaboradores que tendem a não se sentirem encorajados para fazer o seu melhor.

Como é a relação do capital humano com o RH 4.0?

Assim como a maioria das áreas dentro de uma organização, o RH também vive o seu momento 4.0, ou seja, está sendo transformado pelo uso da tecnologia, mas com uma grande diferença: o uso inteligente das ferramentas tecnológicas.

Hoje já não é suficiente contratar um software para recrutar novos colaboradores. Todo o sistema — pessoas, processos e tecnologia — devem estar trabalhando em sintonia. Coletar dados, desenhar modelos relevantes para a realidade da empresa e da estratégia, são os direcionadores para originar times mais congruentes e eficazes.

A importância de uma abordagem mais estruturada para a tomada de decisão sobre o capital humano é reconhecida como importante na maioria das organizações, porém poucas realmente se utilizam desta ferramenta. Indicadores que vão além do custo da força de trabalho abre uma gama de possibilidades que ainda são pouco utilizados, como produtividade, avaliação de progresso interno e custos de turnover.

Redução de custos no processo de recrutamento e seleção

A seleção de novos profissionais para os quadros da empresa é uma função da área de recursos humanos. Para fazer o alinhamento do fit cultural é preciso primeiro entender o que é o que é cultura organizacional, assim os pensamentos e ações de cada colaborador tornam-se mais compatíveis quando estes valores são compartilhados desde o início do processo. Prever a qualidade e o sucesso dos novos colaboradores também pode ser medido por um software de gestão.

Melhora a eficiência do setor de RH

A ampliação das funções do setor de RH inclui mudanças tecnológicas e todo profissional desta área deve estar ciente que a forma de atrair, reter, desenvolver e avaliar pessoas também está em processo de renovação.

Há diversos benefícios que o RH pode ter com um software de gestão que contemple ações estratégicas na área do capital humano, como prever riscos de turnover e desempenho. 

Ter uma visão ampliada do capital humano e identificar antecipadamente situações que podem se tornar um potencial problema no futuro é o que fará a diferença. Contribuir de forma eficiente para a organização e trazer melhoria nos processos é uma das vantagens do software de gestão.

Ajuda na valorização dos colaboradores

Entender a diferença entre o clima e a cultura organizacional é básico para que a empresa consiga demonstrar na prática de que forma uma cultura baseada na colaboração e valorização do capital humano demonstra que a organização entende e estão atentas às necessidades da sua equipe.

O entendimento sobre a importância de reconhecer seus colaboradores deve passar pela seguinte reflexão — o capital humano deve ser visto como:

  • valioso, pois é ele quem pode trazer novos olhares sobre o negócio, explorar novos contextos e neutralizar eventuais ameaças que a empresa possa vir a sofrer.
  • singular, já que nenhuma outra organização tem este indivíduo em sua equipe.
  • incomparável, pois o que ele faz é difícil de ser copiado pelas outras organizações.

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Melhorar resultados dos treinamentos

Ao analisar os dados da sua equipe o líder cria condições para que os profissionais tenham elevada capacidade técnica para cumprir suas atividades, ampliar seu saber e consequentemente evoluir.

Ao capacitar seu capital humano a empresa passa a contar com profissionais mais preparados e desafiados a buscar resultados. Assim ganham confiança para assumir projetos mais complexos e bater metas.

Permite uma posição mais estratégica do RH

Ter a disposição um software de gestão permite informatizar a maior parte dos processos do RH. Esse é um dos maiores benefícios do RH 4.0, que é essencial para que a área se posicione de forma estratégica. Sistemas de recrutamento e seleção, rotinas e assessment de perfil comportamental também fazem toda a diferença para o dia a dia do profissional de RH. 

Estar atento a essas mudanças pode significar o sucesso da sua organização no médio prazo. O seu RH está preparado e estruturado para contribuir estrategicamente com o sucesso da empresa?

Quais os benefícios de uma boa gestão do capital humano?

Maior autonomia da equipe

Talvez um dos maiores desafios da gestão seja ter uma equipe que consegue trabalhar de forma autônoma. Muitas vezes o problema não está na equipe e sim na liderança, que não têm confiança, muita preocupação e pouco entendimento do que e porque aquelas pessoas que estão sob sua supervisão estão ali, ou seja, a liderança não acredita que o capital humano esteja preparado para pensar e agir sem sua supervisão o tempo todo.

O conceito de autonomia está relacionada a tomar decisões e viver de maneira independente das pessoas, e esta é uma necessidade básica do ser humano.

Dentro do ambiente organizacional isto significa ter uma comunicação clara entre líder e equipe para expor de forma transparente fontes de motivação e objetivos profissionais individuais.

Além do reconhecimento do esforço e do bom desempenho dos funcionários que estimula a criatividade e proposição de ideias e soluções para os desafios que surgem no dia a dia. Quando há autonomia o capital humano se relaciona melhor com sua equipe e demonstra as reais condições para entregar suas tarefas.

Um líder que demonstra preocupação com sua equipe, conhece ou busca conhecer as limitações individuais têm melhores condições de analisar a situação de cada membro e investir de forma eficaz na indicação de novos conhecimentos e aprendizados, ajudando o capital humano a construir um caminho de sucesso. Autonomia no trabalho em equipe é o grande segredo para conquistar profissionais mais produtivos e motivados.

Eleva o engajamento dos colaboradores

Passa-se em média de 8 a 10 horas dentro de uma empresa, de acordo com a necessidade ou tipo de trabalho. Este tempo dentro da organização pode ser bom ou ruim de acordo com uma série de critérios, e justamente por estes critérios nem sempre as atividades são desenvolvidas de forma positiva ou geram os resultados esperados. Essa produtividade (ou a falta dela) depende de diversos fatores, entre eles, o engajamento dos funcionários.

Uma boa gestão de pessoas é uma vantagem competitiva, pois a empresa que tem funcionários satisfeitos funciona inteiramente melhor. Não adianta ter um belo prédio ou um produto útil se as pessoas que compõe a empresa não se sentem parte integrante, é bem provável que as consequências não sejam as melhores.

Ter um time engajado passa por perceber e compreender que os colaboradores são seu maior patrimônio. Considerar iniciativas que os permitam equilibrar a vida pessoal com a profissional, incentivar o equilíbrio entre os desafios e pressão do dia a dia com boa qualidade de vida, promover a permuta de ideias, sugestões e espaço para a criatividade e inovação.

Outro ponto que contribui para o engajamento é o feedback construtivo. Todos precisam de feedback, inclusive aqueles que se destacam diante da equipe. Oferecer feedbacks de forma regular ajuda a manter o capital humano engajado, focado e motivado. Fornecer palavras de apoio, dicas de melhoria, saber equilibrar críticas e elogios são essenciais para a realização profissional e para atingir maiores níveis de desempenho.

Encorajar a equipe, usar a criatividade e ter a percepção sobre os perfis de cada profissional ajudam a estabelecer uma maior conexão dos colaboradores com a empresa, favorecendo assim o engajamento.

Quais os maiores desafios da gestão do capital humano?

Entre as dicas para fazer a gestão do capital humano, está resgatar o papel do ser humano, pois comparar as pessoas como um ativo acaba por limitar e dar abertura a grandes discussões, já que o capital é algo que pode ser comprado, vendido ou ainda substituído, como máquinas e suplementos. Para reconquistar o valor do capital humano e suas competências é preciso:

  • desenvolver um processo de gestão de desempenho que contemple a participação de todos;
  • oportunizar espaço para a aprendizagem colaborativa e gerar curiosidade pelo novo;
  • evoluir o mindset e as habilidades para que a mudança seja constante e progressiva.

Para ser constituído como recurso estratégico, o capital humano deve gerar valor para a organização que ele representa. Para gerar valor ele precisa estar alinhado com as necessidades específicas da empresa, contribuindo para a execução da estratégia, Permitindo, assim, um alinhamento entre as competências existentes na empresa e aquelas que são exigidas para prossecução desta.

Como mapear o perfil comportamental pode ajudar na valorização do capital humano?

Dentro de um cenário com formas de trabalho flexíveis, um ambiente volátil e a necessidade do desenvolvimento de novas competências que agreguem ao processo produtivo, as empresas, mais do que nunca, precisam ter certeza do desempenho e do potencial do seu capital humano. Mas quais as vantagens da gestão comportamental para o capital humano?

Avaliar o perfil comportamental gera um nível de conhecimento que, ao entender quais as fortalezas e gaps no desenvolvimento profissional, será possível ter mais segurança nas tomadas de decisão e no alinhamento das atividades direcionadas a cada indivíduo. Isto também representa a valorização do capital humano e, por consequência, da empresa como um todo.

Agora que você entendeu como é importante o capital humano para a organização, aproveite a visita e baixa nosso “Manual para uma gestão empresarial de sucesso”.


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