Absenteísmo: tipos, exemplos, como calcular e técnicas para diminuir

Entender o que é absenteísmo é fundamental para uma empresa que pretende seguir crescendo e evitar os custos. Aprenda mais sobre!
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Conseguir índices de qualidade do RH é fundamental para manter o crescimento da empresa. Entender o que é absenteísmo passa por compreender que o departamento de Recursos Humanos pode ser mais estratégico e evitar prejuízos.

O absenteísmo é uma ausência ou falta prolongada e repetida de certos trabalhadores. Sob o ponto de vista do RH e da segurança e saúde no trabalho, ele pode ter causas como: doenças e enfermidades, motivos familiares e pessoais, dificuldades financeiras e de transporte até o local de trabalho, etc. Porém, somente um olhar multifacetado consegue determinar suas causas.

Se você quer entender mais sobre o absenteísmo, continue a leitura! Vamos abordar as causas, tipos e as formas de diminuí-lo.

O que é absenteísmo no trabalho? Entenda o significado

O absenteísmo é um indicador que significa a falta de pontualidade ou a falta de presença em determinada situação. No ambiente de trabalho, o absenteísmo representa as faltas programadas ou sem justificativa por parte dos colaboradores.

Assim, é possível ter uma noção de como essas ausências podem afetar a produtividade, resultados e até mesmo a remuneração do colaborador. Sendo assim, é um indicador de RH com o objetivo de identificar causas dessas faltas, analisar o clima organizacional e ajudar a equipe da maneira mais assertiva.

O século XXI trouxe uma preocupação ainda maior com o absenteísmo. A satisfação no trabalho virou prioridade para toda uma nova leva de profissionais e, mesmo para aqueles que já estavam há décadas inseridos no mercado de trabalho, a busca por melhores condições de vida relacionadas ao emprego se tornou uma máxima — e gera muitos problemas no âmbito empresarial.

Assim, cada vez mais, ficou claro para o RH como esse fator é um problema recorrente, que precisava ser medido e estudado mais a fundo para que soluções pudessem ser encontradas.

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Os cálculos e índices de absenteísmo

Afinal, por que o absenteísmo é preocupante? Ele representa um custo extra que muitas empresas deixavam de enxergar, que pode ser traduzido em horas pagas e não trabalhadas.

Os números, mesmo em companhias menores, assustam proprietários e membros da direção, mesmo quando estes não prestavam muita atenção ao problema.

Há várias maneiras de se calcular taxas de absenteísmo entre colaboradores, mas de um modo genérico, é possível utilizar-se de uma porcentagem entre o número de horas pagas e não trabalhadas ou perdidas e o número de horas de fato pagas ou planejadas.

Quando avaliado em relação ao planejamento estratégico, por exemplo, um alto nível de absenteísmo pode indicar o motivo por trás de projetos que são conduzidos com atrasos, metas não atingidas e etapas do processo que apresentam problemas.

Qualquer departamento de Recursos Humanos atuante nos dias de hoje tem diversos índices e cálculos distintos para o absenteísmo — um índice global, para toda a organização, índices separados por função e setor e taxas de absenteísmo conforme a razão da ausência dos colaboradores.

Quanto mais detalhado for o estudo realizado em relação aos motivos e padrões de absenteísmo dentro de uma empresa, maior será o número de recursos e respostas sendo geradas pelo RH e outros departamentos para o problema.

Assim, pra calcular o absenteísmo, siga o passo a passo:

  • Multiplique o número de colaboradores pelo número de horas que deveria ser trabalhado no mês (horas de produção que a empresa deveria ter);
  • Some os atrasos, dias de falta, saídas antecipadas (mesmo as justificadas) de cada pessoa e transforme em horas;
  • Por fim, divida o número de horas perdidas pelo total que deveria ser trabalhado e multiplique por 100.

Causas do absenteísmo no trabalho

O perfil comportamental dos funcionários também é um fator diretamente relacionado às altas taxas de absenteísmo em um quadro. Organizações mais tradicionais conseguem enxergar com facilidade os custos e problemas de um absenteísmo por conta de normas ou um excesso de licenças médicas entre colaboradores. Contudo, algumas empresas têm dificuldades em identificar o teor motivacional e comportamental do absenteísmo.

Por exemplo, lideranças opressoras tendem a apresentar equipes com alto nível de absenteísmo. O problema, muitas vezes, sequer está no colaborador. Contudo, a falta de motivação para que este compareça e realize suas tarefas o leva a buscar razões médicas para sua ausência, ausentar-se para procurar outras oportunidades e possibilidades de colocação ou simplesmente recorrer ao abandono de emprego.

Alguns outros motivos podem ser:

  • Episódios de assédio moral ou sexual entre chefias e funcionários;
  • Problemas de discriminação de ordem racial, de classe ou de qualquer outro tipo;
  • Ocorrências de bullying entre colegas e colaboradores;
  • Doenças ocupacionais em maior frequência;
  • Descontentamento de funcionários com a cultura organizacional;
  • Métodos e processos de trabalho sem segurança;
  • Más condições de trabalho;
  • Ausência de ergonomia, levando a doenças ocupacionais, como LER e DORT;
  • Situações de risco nos processos;
  • Falta de liderança ou de motivação em equipes.

Assim, quando o trabalho é considerado insuportável ou o empregado entra na organização e não aprecia algum aspecto de suas funções e de sua rotina (seja o salário, a liderança ou injustiças sofridas, por exemplo), ele pode simplesmente pedir demissão e deixar a empresa.

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Quais os tipos de absenteísmo

Os tipos de absenteísmo podem ser compreendidos como faltas não justificadas; atestados médicos, horário de saída e/ou chegada fora do horário estipulado ou até mesmo por acidentes.

Até aqui, você já entendeu a importância de conhecer os tipos de absenteísmo. Isso porque, esse exercício ajuda o RH a identificar se é necessário acender o alerta em relação a algum comportamento. Eles são:

  • Absenteísmo justificado;
  • Absenteísmo injustificado;
  • Absenteísmo crônico;
  • Absenteísmo voluntário;
  • Absenteísmo por motivos pessoais;
  • Absenteísmo por desmotivação ou insatisfação;
  • Absenteísmo por acidente de trabalho.

Absenteísmo justificado

Um dos tipos mais comuns é o absenteísmo justificado, que ocorre quando os colaboradores se ausentam devido a razões aceitáveis, como doenças, consultas médicas ou licenças médicas. Nesses casos, a equipe justifica o motivo e RH e DP devem documentar o acontecimento, muitas vezes por meio de atestados médicos.

Absenteísmo injustificado

Por outro lado, o absenteísmo injustificado acontece quando o colaborar falta ao trabalho sem apresentar justificativas válidas ou fornecer a documentação adequada. Esse tipo de ausência pode impactar negativamente a produtividade e requer intervenção da gestão.

Absenteísmo crônico

Esse termo refere-se a quando um colaborador costuma ter faltas regulares no trabalho, muitas vezes devido a condições médicas crônicas. Essas ausências frequentes podem demandar estratégias específicas de gestão de saúde e bem-estar no trabalho para apoiar os colaboradores afetados.

Absenteísmo voluntário

Por sua vez, o absenteísmo voluntário envolve ausências planejadas, como férias, dias de descanso pessoal ou licenças não remuneradas. Embora sejam parte natural da dinâmica de trabalho, uma gestão de férias adequada é crucial para garantir a continuidade de projetos importantes.

Absenteísmo por motivos pessoais

O absenteísmo por motivos pessoais acontece quando as causas envolvem questões familiares, emocionais ou estresse pessoal. Assim, compreender e abordar essas questões de maneira sensível é essencial para promover um ambiente de trabalho que valorize o bem-estar dos funcionários.

Absenteísmo por desmotivação ou insatisfação

Esse tipo de absenteísmo deve acender o alerta no RH. Isso porque, ele acontece quando os colaboradores já não sentem-se engajados. É nesse momento que ações estratégicas, além da avaliação por meio de pesquisa de clima, devem se fazer presentes.

Absenteísmo por acidente de trabalho

O absenteísmo por acidentes de trabalho refere-se a ausências causadas por lesões ou acidentes ocorridos no ambiente de trabalho.

Atenção ao absenteísmo: segurança e saúde no trabalho

Como abordado, os índices de faltas são essenciais não apenas para o RH, mas também para setores relacionados à área de saúde e segurança no trabalho. Eles apontam ausências por razões médicas, como licenças e consultas, e ainda aumentos ou frequências indesejadas em acidentes e incidentes de trabalho.

Isso porque, o absenteísmo é algo que tende a se propagar dentro das empresas. Condições de trabalho que geram problemas persistentes de saúde tendem a afetar um número cada vez maior de trabalhadores, por isso, taxas de absenteísmo em crescimento motivadas por questões de saúde são um aspecto crucial na definição de políticas e normas de segurança ou em sua atualização e modificação.

Condições inadequadas de trabalho são um problema que, além de comprometerem a saúde das pessoas na empresa, tendem a gerar ausências prolongadas por razões médicas e psicológicas. Esse tipo de absenteísmo costuma ser um dos mais custosos para a empresa, que segue bancando profissionais que não estão realizando suas funções, causam falhas e faltas nos processos empresariais e geram custos médicos e de tratamento, além de possíveis aposentadorias precoces por invalidez ou similares.

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Absenteísmo e perfil comportamental

Perfis comportamentais podem apontar diferentes razões pelas quais colaboradores se ausentam ou adotam comportamentos faltosos. Um comunicador, por exemplo, pode se sentir descontente pela falta de possibilidades de mostrar seu trabalho e personalidade, procurando outras alternativas de emprego e se ausentando mais para que o faça.

Por outro lado, funcionários com um perfil mais analítico podem desenvolver maior absenteísmo quando colocados demais em exposição.

Conhecer bem o perfil comportamental de cada um dos colaboradores é um processo que aponta probabilidades de menor absenteísmo dentro das relações e interações entre equipes, com suas lideranças e em relação à própria empresa.

Os motivos e as respostas de cada tipo de perfil ao ambiente de trabalho que geram o absenteísmo podem ser vários. Porém, merecem estudo frequente e análises em busca de padrões.

Com esses padrões, o RH é capaz de buscar soluções que possam reverter o quadro ou simplesmente optar, durante processos seletivos, por profissionais mais alinhados à rotina da organização.

Muitas vezes o problema não está necessariamente na empresa ou no modo com o qual ela conduz seus processos, mas sim na escolha dos profissionais que integram as equipes. Análises comportamentais podem, muitas vezes, prever situações que possam acontecer entre líderes, departamentos e colaboradores, criando respostas e alternativas para casos que, uma vez desencadeados, são bastante difíceis de lidar.

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Qual a diferença entre turnover e absenteísmo?

Turnover e absenteísmo são dois conceitos relacionados à Gestão de Recursos Humanos, mas eles se referem a aspectos diferentes do comportamento dos funcionários.

Turnover, ou rotatividade, se refere à taxa com que os funcionários deixam uma organização e são substituídos por novos colaboradores. Ou seja, o volume de desligamentos e demissões. Se estiver muito alto, pode revelar problemas no recrutamento e seleção, gestão comportamental, entre outros.

Já o absenteísmo, como abordamos, diz respeito às faltas dos colaboradores no trabalho, seja por motivos de doença, licença médica, férias, etc.

Sendo assim, um alto nível de absenteísmo pode resultar em turnover e, por isso, é comum associar os dois conceitos, mas são diferentes. Além disso, uma estratégia completa de engajamento e retenção pode considerar ambos.

5 práticas para reduzir o absenteísmo

De qualquer modo, há algumas práticas genéricas que podem ser aplicadas para reduzir o número de faltas e atrasos na empresa. Caso haja um diagnóstico prévio, ainda é possível agir com mais eficiência, aumentando a assiduidade dos colaboradores. Confira!

1. Avalie o fit cultural dos candidatos à vaga

Todo processo de recrutamento é complexo, afinal, de vários profissionais competentes, apenas um deve ser escolhido. Todavia, muitas empresas erram ao focar apenas nos conhecimentos e habilidades para classificar ou desclassificar um profissional, também é preciso considerar o fit cultural — ou melhor, se o conjunto dos valores do candidato coincidem com os da empresa.

Quando não há esse alinhamento de valores, é provável que o novo contratado, por mais motivado que esteja nos primeiros dias, torne-se um profissional faltoso no futuro.

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2. Defina programas de incentivo à assiduidade

Estabelecer um programa de incentivo para reduzir faltas injustificadas e atrasos pode ser uma ótima estratégia, com custos de premiação muito inferiores às perdas por ausência.

Isso significa que os profissionais mais assíduos — isto é, aqueles que não apresentarem faltas ou atrasos ao longo do mês — serão recompensados.

É possível oferecer uma cesta básica ou um dia de folga pré-programado, por exemplo. Outras empresas ainda oferecem premiações em bens ou em dinheiro. A recompensa ideal vai variar de acordo com o perfil dos funcionários.

3. Melhore a fluidez da comunicação interna

A comunicação dentro da empresa tem um importante papel, pois garante o alinhamento das equipes, cumprimento de padrões de segurança e a construção de um melhor clima de trabalho. Contudo, é preciso investir na implementação de canais que otimizem a fluidez das mensagens.

Como exemplo, é possível destacar o uso de murais de recados, aplicativos mobile e redes sociais corporativas. E mais, é necessário considerar o papel dos líderes de equipe, incluindo o CEO, nesse processo. Sem o comprometimento da liderança, buscando cascatear as informações adequadas, é quase impossível arquitetar um clima de transparência e credibilidade.

4. Invista na qualidade de vida no trabalho

O local de trabalho tem grande influência no engajamento e equipes. Quando há condições elevadas de insalubridade, causando danos de ordem físicas e psicológicas aos trabalhadores, é evidente que o absenteísmo vai crescer.

Para minimizar esse problema, é importante investir no bem-estar. Pequenas pausas ao longo do expediente, incentivo à prática de ginástica laboral e uma alimentação mais saudável na empresa pode fazer toda a diferença.

Além disso, é possível investir em politicas mais rígidas de segurança no trabalho, que respeitem as exigências legais e incentive o uso de EPIs.

5. Ofereça feedbacks de forma periódica

É importante mostrar a cada colaborador quais são seus pontos fortes e de melhoria, que podem ser otimizados ou que precisam ser eliminados. Assim, é possível mantê-los mais alinhados aos valores e às normas da empresa, bem como incentivar melhores resultados no futuro.

O feedback não é apenas uma crítica, mas um retorno equilibrado sobre as forças e fraquezas dos profissionais.

Dessa forma, todos esses tópicos provam que o absenteísmo não é algo que favorece a empresa, tornando-a menos competitiva no mercado e fazendo-a perder dinheiro. Todavia, é possível combater as faltas e atrasos com medidas simples, conforme citadas neste conteúdo.

Ainda é importante destacar que o esforço para otimizar a assiduidade dos profissionais não deve ser exclusivo do RH, mas de toda a alta administração da companhia, especialmente dos líderes de equipe. Os líderes contribuem significativamente na construção de um ambiente de qualidade, que favoreça a participação e a motivação dos trabalhadores.

Agora que você entendeu o que é absenteísmo, confira a nossa ferramenta exclusiva para aprender a calcular essa taxa!

Amanda Silva
Amanda Silva
Psicóloga, com MBA em Gestão de Recursos Humanos, atuo há mais de 7 anos com recrutamento e seleção, grande bagagem em empresas de tecnologia, com definição de estratégias para atração e seleção de talentos. Hoje está como Supervisora do time de Talent Acquisition da Sólides.
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