A influência do seu perfil comportamental nas suas finanças

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A influência do seu perfil comportamental nas suas finanças

O perfil comportamental de cada um impacta diretamente na forma como organiza e toma decisões na vida e na área financeira não seria diferente.

Cada pessoa tem uma essência comportamental, um estilo próprio, um jeito de ser no qual se sente mais à vontade, com maior conforto. Alguns estilos são mais previsíveis, outros mais perfeccionistas, uns mais firmes e diretos e outros persuasivos. E ainda, há combinação de perfis.

De modo geral consideramos quatro grandes grupos de perfis e dependendo do seu perfil predominante há determinada relação com o dinheiro.

Uma pessoa de perfil analista planeja com antecedência de forma lógica e objetiva, esses são um dos aspectos mais importantes sobre a sua tomada de decisão. Tratando especificamente do cenário financeiro, planeja tudo com cuidado.

https://drive.google.com/file/d/1N-Hh7HWo8yWcyp0VtLm5Yk1qenYYebi-/view?usp=sharing

Para fazer compras cuidadosamente e criteriosamente pesquisa suas opções e só toma uma decisão quando se sentir confiante. Seu estilo de pesquisa é agressivo, pois exige alta qualidade. Destaca-se que em suas pesquisas ele busca ofertas e descontos, e calcula o custo benefício para escolher.

O analista pensa de modo estratégico e busca sempre a melhor maneira de usar seu dinheiro. Dificilmente faz um investimento de risco e sem previsão de retorno, afinal, suas decisões no que diz respeito à área financeira são baseadas em dados e análises, afastando condições emocionais.

Costuma rejeitar conselhos, mesmo ao lidar com questões financeiras complexas e decisões difíceis. Se sente extremamente satisfeito quando consegue tomar uma decisão complicada ou resolver um problema financeiro sozinho.

O comunicador é uma pessoa aventureira por natureza, e tende a tomar decisões financeiras arriscadas. Mergulha em compras, compromissos sem considerar possíveis aspectos negativos da compra, e como consequência adquire dívidas.

Por ser guiado pela emoção é influenciável nas suas decisões de compra e investimento, gosta de gratificação instantânea e é imediatista. Mesmo quando comete erros na área financeira ou tem problemas com dívidas, não interrompe as compras e tende a esquecer dos tais problemas assim que deseja um novo produto.

Visto que toma decisões financeiras de forma rápida, é raro que gaste tempo com análise de risco ou pesquisa de preços. Otimista por natureza, este perfil gosta de seguir em frente e não ficar remoendo erros do passado, não pensa a longo prazo ao tomar decisões financeiras. Isso pode indicar a ausência de investimento estratégico e de planejamento de aposentadoria, ou qualquer outro investimento de médio e longo prazos.

O comunicador provavelmente já deve ter passado por períodos em que desejou ser financeiramente mais estável e tentou fazer um orçamento e controle de gastos. Porém, provavelmente tenha desistido quando o plano se tornou desconfortável e a organização exigia muito tempo. Talvez peça conselhos a um parente ou amigo de confiança, mas provavelmente não enxergue ainda o valor da gestão financeira estratégica.

Em geral o executor usa critérios objetivos ao tomar decisões financeiras e não deixa que condições emocionais o influenciem. No entanto, também valoriza resultados rápidos e satisfatórios e por isso poderá ter dificuldade com o planejamento financeiro de longo prazo. Além disso, valoriza o status social e poderá fazer compras e investimentos se sentir que isso vai melhorar sua imagem.

Evita planejar. Toma decisões à medida que surgem as situações, decide de forma rápida e raramente hesita. Pode até possuir um plano ou orçamento organizado, mas é mais provável que esteja em sua mente, do que cuidadosamente escrito.

O executor gosta de avaliar de maneira geral e ignora detalhes ao tomar decisões envolvendo dinheiro. Depois de tomar uma decisão na área financeira não importa o que aconteça, mesmo havendo sinais de problema, manterá tal decisão sem voltar atrás.

Não recebe bem conselhos financeiros e prefere confiar em sua própria experiência e pesquisa, afinal na maior parte das vezes dá certo. Mas poderá perder oportunidades de orientação e ganhos muito maiores em questões financeiras complexas.

O planejador evita tomar decisões importantes na área financeira. Costuma deixar as decisões para seu cônjuge ou alguém da família e no âmbito profissional para outras pessoas em sua empresa. É raro que ele aceite um cargo que envolva finanças ou decisões financeiras de alto risco sozinho.

Quando assume a responsabilidade por um investimento ou compra, envolve outros e pensa muito bem antes de tomar essas decisões. Isso pode envolver falar de dinheiro com amigos ou contratar um profissional para cuidar de seus investimentos.

Planejadores são organizados e detalhistas quando se trata de orçamento. Lidam com o dinheiro de forma muito tradicional e dificilmente tomam decisões ou fazem compras que sejam arriscadas ou sem aprovação anterior de outros adquirentes – tendem a escolher produtos e serviços populares. Isso porque tem medo de tomar a decisão errada. Por exemplo, ele poupa para a aposentadoria e prefere comprar uma casa em vez de alugar porque acredita que essas são as coisas certas a fazer e mais seguras.

Agora que você já identificou o seu perfil comportamental e entende o impacto em suas finanças, veja algumas dicas práticas de como mudar o seu comportamento em relação às compras e investimentos.

O analista deve ser mais ágil em suas decisões de compra e investimento, pois por ser muito técnico e detalhista, tende a avaliar todas as possibilidades e considerar muitas hipóteses e, por conta disto, poderá perder oportunidades.

Quebre seus paradigmas e conteste alguns critérios antigos e mensure os novos resultados. Rebeldia controlada pode ajudar na conquista da independência financeira.

Influenciadores e amistosos por natureza, os comunicadores devem ouvir além dos amigos e vendedores. Consultar especialistas em investimentos e se manter informado sobre as tendências de compra evitando gastos desnecessários é uma boa estratégia.

A compra por impulso pode ser evitada quando o comunicador sai da loja e dá mais uma volta, toma um café e avalia se de fato precisa deste bem ou serviço. Esta pausa “esfria” o desejo de consumo e torna a decisão mais racional.

Motivado por recompensas, o estilo comunicador tem mais chances de poupar e comprar de modo consciente se estabelecer metas claras e recompensas pontuais. Por exemplo, se ficar uma semana sem comprar futilidades poderá jantar com os amigos em um lugar descontraído e acessível.

Um perfil arrojado em compras e investimentos como o executor precisa estabelecer e seguir critérios mais claros na sua tomada de decisão. Avaliar o custo e os benefício de modo mais sistemático pode render uma boa economia e gerar investimentos muito mais rentáveis do que decisões impulsivas.

Por ser pouco aberto a sugestões é desejável que o executor tome cuidado com a teimosia e escute especialistas. Procurar consultores especializados e manifestar o desejo por uma conversa aberta e direta é estratégico para este perfil franco e dinâmico.

Planejadores precisam focar em resultados não só priorizando relacionamentos. Pesquisar novas alternativas de investimento, inovar e tomar algumas decisões independentes, mensurando o resultado e melhorando suas estratégias, ajudará a construir autoconfiança e fortalecer a autonomia deste perfil, que é por natureza metódico e organizado.

Neste momento você deve estar se perguntando se é possível mudar e criar estes novos hábitos, afinal, mudar após muitos anos decidindo e se comportando de determinada maneira pode ser algo difícil.

A boa notícia é que sim, é possível mudar o seu comportamento.

Se você desejar de fato mudar saiba que é algo desafiador! E que não acontece do dia para a noite, e que em alguns momentos será desconfortável. No entanto, se persistir triunfará. Caso encontre muitas resistências internas, procure um profissional para auxiliar a ver os pontos cegos e criar estratégias específicas ao seu estilo.

Afinal, comportamento é habito que se origina do modo como pensamos e da forma como vemos o mundo.

Sobre o autor

Este artigo foi escrito por Jaqueline Selva – Coach e Formadora de Analistas DISC e Diretora da Colabore Coaching, em parceria com Carolina Fragoso – Analista Comportamental Profiler e responsável pelo Sucesso do Cliente na Solides Tecnologia.


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