5 passos para realizar uma gestão inovadora e de resultados

Tempo de leitura: 8 minutos

Gerir equipes e pessoas de forma inovadora e buscando resultados é algo que se tornou uma exigência. Lideranças antiquadas, baseadas apenas na motivação e no carisma cederam lugar a uma gestão que busca objetivos e resultados de forma direta, porém sem abrir mão da criatividade e do talento.

Gerir de forma inovadora, ao contrário do que pensávamos décadas atrás, não é algo que precisa necessariamente de milhares de mentes criativas ou gente inteligente apenas. Uma gestão inovadora é, de maneira resumida, uma gestão atenta.

  • É preciso prestar atenção à maneira com que processos avançam e se ajustam naturalmente, e identificar os porquês de seu bom ou mau funcionamento;
  • É preciso prestar atenção nas pessoas e no modo com que suas ações e improvisações geram ou não maior produtividade, criando novos padrões e formulando benchmarks que possam ser empacotados e aplicados em outras circunstâncias;
  • É preciso prestar atenção na concorrência e em benchmarks de mercado, verificando potenciais inovações à medida que apareçam, não apenas quando as mesmas já se tornaram o padrão de mercado;
  • É preciso prestar atenção em clientes internos e externos, e compreender como cada uma de suas ações reflete neles, e de que modo esse reflexo pode ser mais positivo;
  • É preciso sensibilizar pessoas, desde um proprietário até o funcionário de posto hierárquico mais baixo, pois inovações geram mudanças profundas por todo o lugar que passam, e isso também ocorre dentro de qualquer empresa;
  • É preciso reorganizar a própria mente e permitir que sua própria maneira de pensar se modifique, aceite novos conceitos e pontos de vista completamente diferentes do seu a respeito de tudo e todos;
  • É preciso afastar-se dos preconceitos e abrir a mente para o novo, sem falsidades ou conveniências, apenas com a ideia de que a evolução pode surgir a qualquer momento, do lugar mais inesperado e no momento em que ninguém estava observando.

É preciso muita coisa, você tem toda razão. Mas por isso mesmo, preparamos hoje um guia, ainda que pequeno e rápido, com 5 passos para que você busque corretamente uma gestão inovadora e de resultados em seus negócios, focando, é claro, em recursos humanos, mas dando pistas valiosas para aplicação em outras áreas também.

Geração de ideias e mobilização

O brasileiro médio se sente na maioria dos casos desvalorizado no trabalho em relação às suas ideias e sugestões. Esse conceito tem sim suas razões, somos um país que por muito tempo foi gerido apenas por uma elite empresarial, em geral derivada de famílias poderosas. Nessa óptica de gestão antiquada, trabalhadores e profissionais eram meros recursos e ferramentas a serem usados pela empresa para conduzir os planos de uma diretoria quase que isolada do restante do quadro.

https://drive.google.com/file/d/1N-Hh7HWo8yWcyp0VtLm5Yk1qenYYebi-/view?usp=sharing

O primeiro grande passo é quebrar essa cultura retrógrada e fomentar um espaço no qual a geração de ideias não seja algo escondido, mas sim algo valorizado e encorajado. É preciso mobilizar os quadros da empresa de modo que as pessoas saibam que suas ideias e suas pequenas sugestões do dia a dia podem, de fato, criar mudanças e gerar mais produtividade e ganhos não apenas para a empresa, mas também para elas mesmas e seus colegas.

É a cultura da valorização das ideias e do engajamento. Isso não é algo que é implementado do dia para a noite, mas gera um caminho virtuoso e sem volta.

Triagem e avaliação

É preciso separar ideias boas e ruins dentro de um clima que não gere sanções e penalizações para aqueles funcionários que não tiveram boas ideias. O RH precisa operar de forma a incentivar e premiar os criadores de inovações e ideias que beneficiem a empresa, mas não podem tolher e desmotivar aqueles que não geram ideias que possam ser implantadas.

A melhor maneira de fazer isso é envolvendo o pessoal também na votação e avaliação de ideias. Colegas que utilizam, por exemplo, uma solução de um funcionário e conseguem maior produtividade em suas próprias tarefas não se sentirão inclinados a afastar o colega por este ter tido uma ideia premiada ou ter se destacado dentro da organização.

O trabalhador brasileiro médio ainda é sensível e carrega um grande desafeto em relação a colegas injustamente beneficiados e a patrões e lideranças que premiam uns e outros sem motivo aparente.

É preciso criar estratégias para triagem e implementação das ideias de destaque sim, porém sem descuidar dos demais funcionários e colaboradores. É uma questão, mais uma vez de cultura, e não necessariamente de processo.

Experimentação

Muitas inovações surgem no campo filosófico ou teórico. Pessoas dentro de empresas, várias vezes, têm ideias de como conduzir uma tarefa ou processo de modo distinto, de forma a gerar maior produtividade e resultado, porém não têm autoridade ou escopo para aplicar sua estratégia.

O RH precisa também operar sensibilizando lideranças e mesmo a direção das empresas, de modo a criar ambientes que permitam a experimentação. Experiências e inovações ainda têm uma carga de risco na cultura empresarial brasileira. A velha história do não se mexe em time que está ganhando.

Em uma cultura empresarial contemporânea, esse ditado não poderia ser mais desconexo. As maiores companhias do mundo, diariamente, mexem em times que estão ganhando. Isso permite que em um futuro próximo elas criem maneiras de ganhar ainda mais, e quanto ao risco, os próprios resultados positivos decorrentes de inovações anteriores geram espaço para o erro, para que experiências sejam conduzidas com um lastro considerável.

O engano comum no mercado, e também na área de RH, é supor que só devemos tentar alterar ou modificar estratégias empresarias quando não temos outra alternativa. Essa mentalidade é o que leva empresas à falência e equipes competentes e com potencial ao desmantelamento. Ações tomadas quando não há alternativa tendem a ser mais afoitas e até mesmo atrapalhadas. A pressão por resultados e pela reversão de uma situação negativa gera ideias e experiências apavoradas e desesperadas, e o resultado disso raramente tende a ser positivo.

Comercialização ou difusão

Tomemos como exemplo um produto qualquer. Ele é criado a partir de uma ideia, versões são testadas e ensaiadas, e quando tudo parece correr bem, esse produto é colocado no mercado e difundido.

O mesmo ocorre com qualquer inovação dentro das empresas. A gestão inovadora é uma gestão de experiências, mas quando inovações se provam úteis, essa gestão deve se tornar uma gestão de execução.

Ideias valiosas todos os dias terminam em gavetas em muitas organizações do mundo inteiro. O que falta é um viés executor nas equipes de gestão que lidam com essas inovações. Por essa razão, é preciso constituir equipes com perfis comportamentais variados e complementares dentro de uma gestão inovadora.

Analistas desenvolvem novas aplicações e respostas, planejadores ensaiam e criam uma mecânica para desenvolver e aplicar tais inovações, executores colocam a coisa toda para funcionar de fato e finalmente comunicadores vendem e difundem uma nova ideia e um novo conceito.

Não há gestão inovadora sem variedade e diversificação, e seu RH precisa saber que essa também é uma verdade na hora de constituir e montar equipes.

Implementação e ganho de escala

Como todo produto, mais uma vez, é preciso que ele seja implementado. Inovações, como falamos lá atrás, precisam levar a novos padrões e benchmarks. Uma grande inovação se transforma rapidamente em um processo ou padrão que passa a ser adotado por todos e esse é o ganho de escala.

Basta lembrar de qualquer grande produto ou ideia inovadora no mercado. Assim que as pessoas compreendem seu caráter de evolução, passam a adotar essa inovação como padrão, e o produto resultante dessa ideia rapidamente chega às mãos de todos.

Uma inovação é algo que modifica pessoas, processos e até mesmo vidas. Ela se torna a regra, mas não se engane: como uma nova regra, ela apenas passa a existir até que uma nova e ainda mais surpreendente inovação a modifique uma vez mais.

Talvez seja o momento oportuno de não apenas falarmos de gestão da inovação, e sim em gestão da evolução.


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